Cotação do dólar fecha a R$ 5,16 após queda de 0,13%, enquanto tensões envolvendo Irã, petróleo e dados econômicos dos Estados Unidos movimentam mercados globais
O dólar encerrou esta terça-feira (10) em leve queda de 0,13% frente ao real, cotado a R$ 5,16. O movimento da moeda ocorreu após sinais de que os Estados Unidos não pretendem ampliar o conflito com o Irã, reduzindo a aversão ao risco.
Queda do dólar e tensão geopolítica
A redução da cotação foi registrada ao longo do pregão, acompanhando um ambiente de menor tensão internacional.
A percepção de que Washington não pretende ampliar o confronto com o Irã contribuiu para diminuir a busca por ativos considerados mais seguros.
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Esse cenário favoreceu moedas emergentes, incluindo o real, que ganhou espaço frente ao dólar durante boa parte do dia.
No entanto, perto do fechamento do mercado, novas informações voltaram a provocar instabilidade. A CNN informou que o Irã estaria posicionando minas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
A notícia elevou novamente a cautela entre investidores e pressionou bolsas em Nova York. Como consequência, parte do avanço do real frente ao dólar foi reduzido no fim da sessão.
Desempenho do dólar no mês e no ano
Mesmo com as quedas recentes, a moeda americana ainda registra alta acumulada de 0,46% em março.
No recorte anual, porém, o movimento é inverso. Em 2026, o dólar apresenta desvalorização acumulada de 6,04% frente ao real.
Esses números refletem oscilações provocadas por fatores geopolíticos e econômicos que continuam influenciando os mercados globais.
Petróleo recua mais de 10%
Os preços do petróleo registraram queda superior a 10% após relatos de continuidade do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Além disso, sinais de aumento da oferta global também contribuíram para pressionar as cotações da commodity.
A Agência Internacional de Energia indicou que a disponibilidade mundial de petróleo pode crescer. Ao mesmo tempo, a Casa Branca afirmou que os Estados Unidos não descartam adotar medidas relacionadas ao mercado da commodity.
A secretária de imprensa do governo americano, Karoline Leavitt, declarou que o presidente Donald Trump está disposto a utilizar todas as opções disponíveis em relação ao tema.
Declarações de Trump e preocupação com combustíveis
Na segunda-feira (9), Trump afirmou que a campanha militar contra o Irã estaria “muito à frente do cronograma” e poderia terminar em breve.
Já nesta terça-feira, o presidente também indicou disposição para negociar com o país.
Analistas avaliam que o governo busca evitar uma escalada nos preços dos combustíveis.
Segundo essa avaliação, o tema é considerado sensível para o eleitorado norte-americano antes das eleições legislativas de meio de mandato previstas para novembro.
Dados econômicos entram no radar
Além da geopolítica, investidores acompanham indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos.
Na última sexta-feira (6), o relatório de emprego conhecido como payroll mostrou dados mais fracos do mercado de trabalho.
Agora, o foco do mercado está na divulgação do índice de preços ao consumidor de fevereiro, prevista para quarta-feira (11). O indicador mede a inflação ao consumidor no país.
A expectativa predominante é que o Federal Reserve mantenha a taxa básica de juros na reunião marcada para o dia 18.
No mercado, as apostas se dividem sobre eventuais cortes de juros no segundo semestre, com projeções concentradas entre julho e setembrp.
Índice DXY acompanha movimento
O Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrava leve alta.
No fechamento do mercado brasileiro, o indicador subia 0,22%, aos 98,947 pontos.
O comportamento do índice reflete a movimentação global da moeda americana e sua relação com outras divisas relevantes no comércio internacinal.
Com informações de Monitor do Mercado.
