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Esqueça Balneário Camboriú: cidade brasileira fora do radar se torna metro quadrado mais caro do Brasil em maio de 2026, segundo FipeZap

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 04/06/2026 às 16:35 Atualizado em 04/06/2026 às 16:40
Assista o vídeoItapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.
Itapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.
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Cidade catarinense menos presente no debate nacional sobre imóveis ultrapassou Balneário Camboriú por margem estreita no ranking residencial, em movimento atribuído por especialistas à combinação entre valorização recente, novos empreendimentos e disputa entre mercados consolidados do litoral de Santa Catarina.

Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, passou Balneário Camboriú e assumiu a liderança nacional no preço médio do metro quadrado residencial em maio de 2026, segundo o Índice FipeZap.

A cidade registrou R$ 15.226 por metro quadrado, ante R$ 15.215 da vizinha, diferença de R$ 11 que alterou o topo do ranking brasileiro de imóveis para venda.

A mudança interrompeu uma sequência iniciada em 2022, período em que Balneário Camboriú aparecia como a cidade mais cara do país para compra de imóveis residenciais, de acordo com o acompanhamento do setor imobiliário.

No mês anterior, a distância entre os dois municípios já era pequena, com Balneário Camboriú em R$ 15.185 por metro quadrado e Itapema em R$ 15.179.

O levantamento da FipeZap acompanha preços anunciados de apartamentos prontos para venda e locação, com abrangência nacional e recorte voltado à comparação entre mercados imobiliários de diferentes cidades brasileiras.

No índice residencial, a pesquisa considera amostras de anúncios publicados nos portais do Grupo OLX, como Zap, Viva Real e OLX, metodologia que retrata preços ofertados, não necessariamente valores efetivamente negociados.

Itapema assume liderança no metro quadrado residencial

A diferença de R$ 11 por metro quadrado colocou Itapema à frente de Balneário Camboriú em uma disputa concentrada entre dois dos principais mercados imobiliários de Santa Catarina.

Itapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.
Itapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.

Embora a margem tenha sido estreita, o resultado levou Itapema ao primeiro lugar nacional no levantamento da FipeZap referente a maio de 2026, com Balneário Camboriú logo atrás.

No ranking divulgado para o período, Vitória, no Espírito Santo, apareceu na terceira posição, com média de R$ 14.965 por metro quadrado.

Florianópolis ocupou o quarto lugar, com R$ 13.288, enquanto Itajaí completou o grupo das cinco cidades mais caras, com R$ 13.208 por metro quadrado.

Com esse desempenho, Santa Catarina concentrou quatro das cinco primeiras posições entre os maiores preços médios residenciais do país no levantamento de maio de 2026.

A presença de Itapema, Balneário Camboriú, Florianópolis e Itajaí indica, segundo agentes do mercado imobiliário, a relevância do litoral catarinense no segmento de imóveis de maior valor anunciado.

Valorização de Itapema reduziu diferença entre as cidades

O avanço de Itapema no ranking ocorreu depois de meses em que a cidade vinha encurtando a distância em relação a Balneário Camboriú, conforme dados divulgados com base no FipeZap.

A valorização acumulada de Itapema foi superior à registrada pela cidade vizinha em indicadores recentes do mercado residencial, o que contribuiu para a inversão das posições no topo da lista.

Segundo dados associados ao levantamento, Itapema acumulou alta de 6,35% em 12 meses, enquanto Balneário Camboriú registrou avanço de 2,94% no mesmo intervalo.

No acumulado de 2026 até maio, Itapema somou valorização de 2,46%, contra 1,50% de Balneário Camboriú, diferença que reforça a mudança de ritmo entre os dois mercados.

A avaliação de especialistas do setor imobiliário relaciona o avanço de Itapema à combinação entre novos empreendimentos, expansão urbana e expectativa em torno de projetos de infraestrutura e turismo.

Esses fatores são apontados por agentes do mercado como elementos que ampliaram a procura pela cidade e influenciaram a formação dos preços anunciados dos imóveis residenciais.

Itapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.
Itapema supera Balneário Camboriú e lidera ranking FipeZap de maio de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil.

Bruno Cassola, CEO da IBC Imobiliária e especialista em mercado imobiliário, afirma que o movimento já vinha sendo acompanhado por profissionais que atuam na região.

Na avaliação dele, o avanço de Itapema reflete uma fase de maior atividade imobiliária, mas não torna a cidade automaticamente a melhor alternativa para todos os perfis de comprador.

“O preço do metro quadrado é um indicador importante, mas não pode ser analisado sozinho. O melhor investimento depende do objetivo do cliente. Há quem busque valorização, há quem priorize liquidez, renda, uso próprio ou segurança patrimonial. Cada cidade pode atender a uma estratégia diferente”, afirma Cassola.

Disponibilidade de áreas pesa na comparação

A comparação entre Itapema e Balneário Camboriú também envolve a disponibilidade de áreas para novos projetos e o estágio de desenvolvimento de cada mercado imobiliário.

Enquanto Itapema ainda possui frentes de expansão e maior volume de lançamentos, Balneário Camboriú apresenta uma dinâmica mais consolidada, com limitação territorial e demanda constante, segundo avaliação de especialistas.

Esse contraste ajuda a explicar, de acordo com profissionais do setor, por que Itapema avançou em um período de valorização mais acelerada nos preços médios anunciados.

Além da expansão urbana, a cidade está inserida em uma região de forte atividade imobiliária, próxima a Balneário Camboriú, Itajaí e Porto Belo, municípios que também aparecem no radar de compradores e incorporadoras.

Projetos de infraestrutura, intervenções urbanas e iniciativas voltadas ao turismo são citados por especialistas como fatores observados pelo mercado ao avaliar o comportamento recente dos preços em Itapema.

Ainda assim, agentes do setor evitam tratar a disputa como uma substituição direta entre as duas cidades, já que os municípios apresentam perfis, ofertas e estágios de mercado diferentes.

Balneário Camboriú permanece descrita por especialistas como uma praça consolidada, com imóveis de alto padrão e demanda recorrente, enquanto Itapema aparece em fase de expansão e maior oferta de novos empreendimentos.

“O ponto não é dizer que uma cidade é melhor do que a outra. Itapema vive um momento muito forte, e Balneário Camboriú segue como uma praça madura e desejada. Para o investidor, a análise precisa considerar preço, localização, perfil da demanda, liquidez e, inclusive, a questão de preferência. O melhor investimento é aquele que faz sentido para o objetivo de cada cliente”, diz Cassola.

Preço médio não define investimento sozinho

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O valor médio por metro quadrado funciona como referência para comparar mercados imobiliários, mas especialistas afirmam que o indicador não deve ser usado isoladamente na decisão de compra.

Localização dentro da cidade, padrão construtivo, liquidez, perfil de demanda e objetivo do comprador são fatores que podem alterar a atratividade de um imóvel em relação à média municipal.

Em Itapema, a alta recente aparece associada a um mercado com novos empreendimentos e disponibilidade de áreas, segundo a leitura de profissionais que acompanham o setor imobiliário catarinense.

Já em Balneário Camboriú, a limitação territorial e a procura recorrente são apontadas como fatores que ajudam a sustentar preços elevados, mesmo em períodos de valorização menos intensa.

A leitura do FipeZap também exige cuidado porque o índice acompanha preços anunciados, e não necessariamente valores efetivos de transação entre compradores, vendedores e incorporadoras.

Por esse motivo, o indicador permite observar tendências de mercado e comparar cidades, mas não substitui avaliação individual do imóvel, análise de localização, negociação de preço e verificação de liquidez.

Para compradores interessados em uso próprio, aspectos como rotina, acesso a serviços, mobilidade urbana e preferência por determinada cidade podem pesar de forma relevante na escolha do imóvel.

No caso de investidores, a avaliação costuma considerar potencial de revenda, renda com locação, liquidez, perfil da demanda e capacidade de preservação patrimonial ao longo do tempo.

A mudança no topo do ranking nacional mostra uma diferença pequena de preço, mas registra o avanço de Itapema no mapa imobiliário brasileiro medido pelo FipeZap.

O resultado também mantém Santa Catarina em posição de destaque no levantamento, com quatro cidades entre as cinco maiores médias do país e Balneário Camboriú ainda entre os mercados residenciais mais caros do Brasil.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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