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Entre espuma tóxica, satélites e boias inteligentes, São Paulo apresenta plano de R$ 23,5 bilhões que pode mudar a forma como Tietê e Pinheiros serão monitorados até 2029

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 10/06/2026 às 23:27
Atualizado em 10/06/2026 às 23:29
Rio coberto por espuma tóxica após queda d’água, cercado por vegetação e área urbana ao fundo.
Imagem ilustrativa mostra rio tomado por espuma branca, cenário associado à poluição, baixa vazão e desafios de despoluição.
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Pacote ambiental anunciado por Tarcísio de Freitas prevê monitoramento em tempo real, ações no Rio Pinheiros e novas medidas após registro de espuma tóxica em Itu e Salto

O Governo de São Paulo anunciou, na quarta-feira (10), um pacote ambiental com R$ 23,5 bilhões para a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros até 2029.

A medida foi apresentada pelo governador Tarcísio de Freitas, durante evento no Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste da capital paulista.

O anúncio ocorreu um dia após uma mancha de espuma tóxica aparecer no Rio Tietê, na altura das cidades de Itu e Salto, no interior paulista.

Segundo o governo paulista, os dois rios terão monitoramento por satélite em tempo real, com dados públicos sobre as condições da água.

Além disso, o plano prevê a instalação de boias inteligentes para acompanhar a qualidade das águas.

Investimento bilionário promete mudar a situação dos rios Tietê e Pinheiros nos próximos anos

De acordo com Tarcísio, o objetivo é transformar a realidade dos dois rios paulistas nos próximos anos.

O governador, no entanto, evitou informar uma data para a despoluição total do Tietê e do Pinheiros.

Mesmo assim, afirmou que os rios deverão estar “completamente diferentes” dentro de alguns anos.

“Muitos tentaram, ninguém foi em frente. E a gente foi e estamos fazendo a diferença. E daqui uns anos vamos ter um Tietê e um Pinheiros completamente diferentes do que a gente tem hoje. Não é milagre, é técnica”, declarou.

Ainda conforme o governo estadual, a captação de lixo no Rio Pinheiros será ampliada em 20%.

Rio Pinheiros terá R$ 24 milhões para revitalização da ciclovia

Além do pacote de despoluição, Tarcísio também anunciou R$ 24 milhões para revitalizar a ciclovia do Rio Pinheiros.

A medida atende a uma demanda de ciclistas que relatam problemas de segurança, assaltos e falta de iluminação durante os treinos.

Segundo o governo paulista, a obra será realizada em conjunto com a Emae.

A empresa foi privatizada em 2024 e, cerca de três meses antes do anúncio, passou a ser controlada pela Sabesp.

Espuma tóxica no Tietê voltou a preocupar Itu e Salto

Na terça-feira (9) e na quarta-feira (10), o Rio Tietê amanheceu coberto por espuma tóxica na região de Itu e Salto.

Imagens feitas por drone mostraram o rio com baixo volume de água e uma grande camada branca sobre a superfície.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a falta de chuvas recentes agravou o problema.

Com a seca, a vazão do rio diminui.

Consequentemente, os poluentes ficam mais concentrados na água.

Imagem aérea mostra trecho do Rio Tietê coberto por espuma branca entre áreas rochosas e uma ponte para pedestres em Salto, no interior de São Paulo, durante episódio associado à poluição e à redução da vazão do rio.
Vista aérea do Rio Tietê na região de Salto (SP), onde a presença de espuma causada pela concentração de poluentes voltou a chamar atenção durante o período de estiagem. — Foto: Divulgação/D-Vision Imagens Aéreas

Poluição, estiagem e quedas d’água explicam a formação da espuma

O fenômeno é considerado crônico na região e resulta da combinação de três fatores principais.

Entre eles estão:

  • Poluição por esgoto doméstico e industrial não tratado, com fósforo, detergentes e produtos químicos;
  • Falta de chuvas, que reduz a vazão do rio e aumenta a concentração dos poluentes;
  • Quedas d’água em Itu e Salto, que agitam a água e formam a espuma.

Na prática, a força da água funciona como um “liquidificador”.

Assim, os resíduos químicos são agitados e formam a camada branca que cobre a paisagem.

Defesa Civil alerta moradores e turistas sobre riscos da espuma

A última vez em que o Tietê ficou completamente tomado pela espuma foi em 13 de maio.

Na ocasião, a substância permaneceu no rio por mais de duas semanas, até 29 de maio.

Apesar de atrair turistas ao Complexo da Cachoeira, a espuma oferece riscos à população.

Por isso, a Defesa Civil e a prefeitura recomendam que moradores e visitantes não se aproximem das margens.

O alerta vale principalmente para crianças.

O contato da espuma com a pele e os olhos pode causar irritações.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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