1. Início
  2. Curiosidades
  3. Enquanto no Brasil uma ponte sobre o mar de 12,4 km ainda avança para sair do papel, a Índia já opera uma ponte ferroviária de 2,08 km cujo trecho central de 72,5 metros sobe 17 metros para navios passarem
BA
2 comentários 4 min de leitura

Enquanto no Brasil uma ponte sobre o mar de 12,4 km ainda avança para sair do papel, a Índia já opera uma ponte ferroviária de 2,08 km cujo trecho central de 72,5 metros sobe 17 metros para navios passarem

Imagem de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 24/04/2026 às 15:22 Atualizado em 24/04/2026 às 15:49
Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.
Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
10 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Estruturas sobre o mar revelam soluções opostas entre mobilidade ferroviária e rodoviária, com engenharia que combina escala territorial no Brasil e tecnologia móvel na Índia para permitir a convivência entre transporte e navegação em ambientes marítimos desafiadores.

A Índia colocou em operação a New Pamban Bridge, uma ponte ferroviária marítima com 2,08 quilômetros de extensão, conectando Rameswaram ao continente e incorporando um vão central móvel de 72,5 metros, projetado para se elevar até 17 metros e permitir a passagem de embarcações.

Em contraste, o Brasil planeja a Ponte Salvador-Itaparica, na Bahia, concebida para atingir 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos, ligando Salvador a Vera Cruz, com previsão oficial de início das obras em junho de 2026.

Ponte ferroviária com vão móvel no mar

Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.
Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.

Diferentemente de soluções convencionais, a travessia indiana se destaca por ser a primeira ponte ferroviária marítima de elevação vertical do país, integrando engenharia estrutural e mecânica para garantir o fluxo simultâneo de trens e embarcações em um canal estratégico.

Sempre que uma embarcação precisa atravessar o trecho navegável, o segmento central é elevado como uma plataforma suspensa, permanecendo nessa posição até a liberação completa do canal, antes de retornar ao nível original para restabelecer a circulação ferroviária.

Essa estrutura substitui a antiga ponte de Pamban, inaugurada em 1914, que durante décadas assegurou a ligação com a ilha de Rameswaram, mas passou a apresentar limitações diante da exposição contínua a ventos intensos, salinidade elevada e desgaste operacional.

Com foco em durabilidade, o novo projeto incorpora 99 vãos estruturais, além de reforços em aço inoxidável, pintura protetiva de alta resistência e sistemas de vedação que reduzem o impacto da corrosão em ambiente marítimo, prolongando a vida útil da travessia.

Ponte Salvador-Itaparica e impacto na mobilidade

Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.
Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.

No cenário baiano, o principal destaque recai sobre a escala territorial e o potencial de transformação logística, já que a ponte foi concebida como parte de um sistema rodoviário amplo, capaz de reconfigurar deslocamentos entre diferentes regiões do estado.

De acordo com informações oficiais, a Ponte Salvador-Itaparica é apresentada como a maior da América Latina sobre lâmina d’água, reunindo 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar e estabelecendo uma conexão direta entre a capital e o município de Vera Cruz.

Além da travessia principal, o empreendimento inclui novos acessos viários em Salvador, a implantação de uma variante rodoviária na Ilha de Itaparica e intervenções na BA-001, criando um corredor estruturado para absorver o aumento previsto no fluxo de veículos.

Segundo o cronograma divulgado pelo governo estadual, a conclusão da obra está prevista para junho de 2031, consolidando um projeto que ultrapassa a função de ligação física e se posiciona como eixo de desenvolvimento regional.

Enquanto a ponte indiana chama atenção pelo mecanismo que transforma parte da estrutura em um elemento móvel, a proposta brasileira concentra seu impacto na extensão contínua e na reorganização dos deslocamentos em larga escala.

Engenharia sobre o mar e desafios distintos

Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.
Compare a ponte Salvador-Itaparica com a New Pamban Bridge, na Índia, e entenda diferenças de escala, tecnologia e impacto.

Projetos dessa natureza evidenciam como diferentes contextos exigem soluções específicas, especialmente quando se trata de infraestrutura instalada sobre o mar, onde fatores ambientais e operacionais impõem limitações adicionais.

No caso indiano, a prioridade foi garantir a coexistência entre ferrovia e navegação, evitando interrupções no tráfego marítimo sem comprometer a regularidade do transporte ferroviário em um corredor estratégico.

Já na Bahia, o desafio se desloca para a implementação de uma ligação rodoviária extensa, envolvendo acessos urbanos complexos, estruturas complementares como túneis e viadutos, além da integração com áreas densamente ocupadas.

O projeto prevê um trecho estaiado com gabarito livre de 85 metros sob o vão central, garantindo a navegabilidade na região, além de um tramo principal de 860 metros, acompanhado por segmentos de aproximação em ambos os lados da travessia.

Ao observar as duas iniciativas, fica evidente que a engenharia sobre o mar pode assumir formas distintas, seja por meio de soluções móveis que priorizam a flexibilidade operacional ou pela aposta em grandes estruturas contínuas voltadas à integração territorial em larga escala.

Inscreva-se
Notificar de
guest
2 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Edvaldo Assis Melo
Edvaldo Assis Melo
04/05/2026 21:54

A ponte indiana é de 1 km, a do Brasil, 12 km.

George Quintas
George Quintas
27/04/2026 11:53

TUDO no Brasil é travado e atrasado menos a corrupção política… #2026EleiçõesNelesJá

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
2
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x