Pesquisa da Embrapa aponta riscos de contaminação da água por fertilizantes e atividades agropecuárias, com destaque para Centro-Oeste, Matopiba, São Paulo e Paraná, e identifica regiões que precisam de monitoramento e medidas de preservação
Uma pesquisa da Embrapa identificou municípios brasileiros que precisam de mais atenção diante do risco de poluição da água pela agropecuária. O mapa destaca o papel do nitrogênio e do fósforo utilizados na produção rural.
Embrapa identifica regiões com maior risco
Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, em São Paulo, e da Embrapa Solos, no Rio de Janeiro, cruzaram informações sobre produção agrícola, criação de animais e condições ambientais.
O estudo divulgado pela Embrapa em 13 de outubro de 2026 aponta fontes potenciais de contaminação. Isso não significa que a água dos municípios destacados já esteja poluída. O objetivo é indicar onde o monitoramento precisa ser reforçado.
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Centro-Oeste e Matopiba concentram os maiores alertas
Os maiores alertas estão em municípios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Outra área de destaque é o Matopiba, região agrícola que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
A pesquisa também encontrou municípios com prioridade elevada em São Paulo e no Paraná, mas de forma mais localizada.
Como a poluição da água foi analisada
Os cientistas analisaram cinco indicadores, incluindo entrega de fertilizantes por cultura, tamanho dos rebanhos e áreas de cana-de-açúcar com fertirrigação.
Também avaliaram a disponibilidade de água nas microbacias e a vulnerabilidade do solo à erosão.
Cada variável recebeu uma classificação de um a cinco. Quanto maior a nota, maior a necessidade de acompanhamento. Os resultados foram reunidos em mapas digitais.
Fertilizantes e chuvas aumentam a preocupação
A chamada poluição difusa não sai de um único ponto, como uma tubulação. Durante as chuvas, a água pode arrastar fertilizantes, nutrientes e partículas do solo até rios e reservatórios.
A Embrapa aponta que o problema pode afetar o abastecimento humano, a produção agrícola, a indústria e os ecossistemas aquáticos.
Entre as medidas indicadas estão conservar o solo, evitar desperdício de fertilizantes e manter a vegetação nativa próxima aos cursos d’água.
O levantamento técnico completo busca ajudar órgãos públicos a definir prioridades de monitoramento e formular políticas para proteger os recursos hídricos.
Com dados e informações de VEJA.
