Embraer alcançou 175 aeronaves entregues em 2026, crescimento de 14% sobre o mesmo período de 2025, e manteve suas projeções para o ano.
A Embraer encerrou os primeiros nove meses de 2026 com 175 aeronaves entregues, resultado 14% superior às 153 unidades registradas no mesmo intervalo de 2025. O desempenho foi reforçado pelo terceiro trimestre, período em que a fabricante brasileira colocou 66 aviões nas mãos de clientes das áreas comercial, executiva e de Defesa e Segurança.
Os números foram divulgados pela companhia na sexta-feira (2) e mostram que a fabricante manteve crescimento também na comparação trimestral anual. Entre julho e setembro, o volume ficou 2% acima daquele registrado no mesmo período do ano passado.
Aviação executiva respondeu pela maior parte das entregas do trimestre
Dentro das 66 aeronaves contabilizadas no terceiro trimestre, a maior participação veio da aviação executiva.
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Essa divisão respondeu por 41 unidades, volume que representa mais da metade de todas as entregas realizadas pela companhia no período.
A aviação comercial apareceu em seguida, com 22 aviões entregues. Nesse grupo, a produção ficou igualmente dividida entre duas linhas da fabricante.
Foram 11 aeronaves da família E2 e outras 11 unidades do E175.
Essa composição mostra que, embora a Embraer atue em diferentes segmentos, o maior número de entregas entre julho e setembro veio dos modelos destinados à aviação executiva.
Super Tucano e KC-390 também entraram no balanço
A área de Defesa e Segurança completou o resultado trimestral com três aeronaves.
Duas delas foram unidades do A-29 Super Tucano. A terceira entrega correspondeu a um KC-390 Millennium, modelo multimissão voltado ao transporte militar.
Com isso, o balanço do período reuniu produtos de três frentes distintas da fabricante, indo dos jatos executivos às aeronaves comerciais e militares.
A distribuição das 66 unidades no terceiro trimestre ficou assim:
- aviação executiva: 41 aeronaves;
- aviação comercial: 22 unidades;
- Defesa e Segurança: 3 aeronaves.
Volume acumulado cresce mais do que o resultado trimestral
A comparação dos nove primeiros meses mostra uma expansão mais forte do que aquela registrada apenas no terceiro trimestre.
Enquanto o período entre julho e setembro apresentou crescimento anual de 2%, o acumulado de janeiro a setembro avançou 14%.
Em números absolutos, a diferença entre os dois anos chegou a 22 aeronaves. A Embraer havia contabilizado 153 entregas nesse mesmo ponto de 2025 e passou para 175 em 2026.
O desempenho acumulado é uma das referências para acompanhar a execução das metas estabelecidas pela companhia para o encerramento do exercício.
Embraer mantém projeções para as entregas de 2026
Mesmo após a divulgação do resultado do terceiro trimestre, a fabricante preservou as faixas projetadas para as duas principais divisões civis.
Na aviação executiva, a expectativa permanece entre 160 e 170 aeronaves entregues até o encerramento de 2026.
Para a área comercial, a previsão está situada entre 80 e 85 unidades.
Considerando apenas essas duas divisões, o intervalo projetado corresponde a um total entre 240 e 255 aeronaves no ano, sem incluir nesse cálculo as entregas da área de Defesa e Segurança.
A manutenção das projeções indica que a empresa segue trabalhando com os mesmos intervalos anunciados anteriormente para o fechamento de 2026.
