Um ex-diretor de um banco foi demitido em 2021, enviou cobras vivas a seus antigos chefes entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, usando envelopes perfurados e insetos para mantê-las vivas até a entrega.
Um ex-diretor de agência do banco francês foi julgado em junho deste ano após ser acusado de enviar cobras vivas a quatro executivos da sede regional do banco.
O homem, demitido em 2021, era até então desconhecido da Justiça. Os fatos ocorreram entre 8 de dezembro de 2023 e 8 de janeiro de 2024.
Cobras vivas enviadas pelo correio
Segundo a investigação, o ex-diretor comprou os animais em uma loja. Ele foi filmado por câmeras de segurança indo ao local duas vezes, usando seu próprio carro e disfarçado com uma peruca.
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O mesmo acessório foi encontrado em sua casa durante a busca policial. No veículo, os agentes também apreenderam anotações com os endereços pessoais das vítimas.
O acusado não negou totalmente os fatos. “É provável”, disse ele, alegando enfrentar uma doença grave e uma situação familiar difícil. “Não lembro de ter ido ao correio, nem de ter comprado as cobras e a peruca. Lembro de imagens muito vagas. Não estava no meu estado normal”, afirmou, mencionando que chegou a ir tomar café na casa da vizinha apenas de cueca e chinelos no dia 2 de janeiro.
Animais estavam vivos e bem acondicionados
Durante o julgamento, o tribunal destacou que as cobras estavam vivas dentro dos envelopes. O homem havia colocado insetos para alimentá-las e perfurado o papel para permitir a respiração. Um dos répteis escapou dentro do próprio comissariado durante a apreensão e foi difícil de capturar.
Apesar do comportamento inusitado, o réu demonstrou arrependimento: “Que vergonha de ter feito isso. Era rancor, não raiva. Não estava no meu estado normal. Vocês não têm nada a temer. Sou novamente quem eu era antes. Peço desculpas.” O laudo psiquiátrico confirmou uma alteração de discernimento no momento dos fatos.
Condenação e indenização
Uma das vítimas contestou o arrependimento do acusado: “O homem que conhecemos não é uma boa pessoa. Imagine o choque de abrir um envelope com uma cobra viva dentro.”
O Ministério Público solicitou seis meses de prisão com sursis. A defesa alegou que o réu “tem medo de cobras” e pediu dispensa de pena.
O tribunal o condenou a seis meses de prisão com sursis e determinou indenização às vítimas, considerando a perturbação mental do acusado. “Levamos em conta sua alteração de discernimento. As cobras estão mortas”, concluiu o juiz.

Claro que é tentativa de homicídio, mas errado não está.