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Em busca de vingança após ser demitido, um funcionário envia cobras vivas para seus antigos chefes

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 12/11/2025 às 00:16
Ex-diretor de banco envia cobras vivas a ex-chefes após demissão e é condenado a seis meses de prisão com sursis
Ex-diretor de banco envia cobras vivas a ex-chefes após demissão e é condenado a seis meses de prisão com sursis
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Um ex-diretor de um banco foi demitido em 2021, enviou cobras vivas a seus antigos chefes entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, usando envelopes perfurados e insetos para mantê-las vivas até a entrega.

Um ex-diretor de agência do banco francês foi julgado em junho deste ano após ser acusado de enviar cobras vivas a quatro executivos da sede regional do banco.

O homem, demitido em 2021, era até então desconhecido da Justiça. Os fatos ocorreram entre 8 de dezembro de 2023 e 8 de janeiro de 2024.

Cobras vivas enviadas pelo correio

Segundo a investigação, o ex-diretor comprou os animais em uma loja. Ele foi filmado por câmeras de segurança indo ao local duas vezes, usando seu próprio carro e disfarçado com uma peruca.

O mesmo acessório foi encontrado em sua casa durante a busca policial. No veículo, os agentes também apreenderam anotações com os endereços pessoais das vítimas.

O acusado não negou totalmente os fatos. “É provável”, disse ele, alegando enfrentar uma doença grave e uma situação familiar difícil. “Não lembro de ter ido ao correio, nem de ter comprado as cobras e a peruca. Lembro de imagens muito vagas. Não estava no meu estado normal”, afirmou, mencionando que chegou a ir tomar café na casa da vizinha apenas de cueca e chinelos no dia 2 de janeiro.

Animais estavam vivos e bem acondicionados

Durante o julgamento, o tribunal destacou que as cobras estavam vivas dentro dos envelopes. O homem havia colocado insetos para alimentá-las e perfurado o papel para permitir a respiração. Um dos répteis escapou dentro do próprio comissariado durante a apreensão e foi difícil de capturar.

Apesar do comportamento inusitado, o réu demonstrou arrependimento: “Que vergonha de ter feito isso. Era rancor, não raiva. Não estava no meu estado normal. Vocês não têm nada a temer. Sou novamente quem eu era antes. Peço desculpas.” O laudo psiquiátrico confirmou uma alteração de discernimento no momento dos fatos.

Condenação e indenização

Uma das vítimas contestou o arrependimento do acusado: “O homem que conhecemos não é uma boa pessoa. Imagine o choque de abrir um envelope com uma cobra viva dentro.”

O Ministério Público solicitou seis meses de prisão com sursis. A defesa alegou que o réu “tem medo de cobras” e pediu dispensa de pena.

O tribunal o condenou a seis meses de prisão com sursis e determinou indenização às vítimas, considerando a perturbação mental do acusado. “Levamos em conta sua alteração de discernimento. As cobras estão mortas”, concluiu o juiz.

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Rogernator
Rogernator
12/11/2025 22:58

Claro que é tentativa de homicídio, mas errado não está.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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