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Ela era modelo e favorita a Miss Brasil Teen, mas largou tudo por Deus: aos 21 anos, “freira mais bela do mundo” viraliza ao evangelizar em bar para financiar projetos sociais da igreja

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Escrito por Ana Alice Publicado em 27/01/2026 às 22:18
Assista o vídeoImagem ilustrativa de freiras (Foto de lorilorilo, via Pixabay)
Imagem ilustrativa de freiras (Foto de lorilorilo, via Pixabay)
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Vídeos gravados em Goiânia impulsionaram a visibilidade de uma jovem religiosa com passado em concursos de beleza, reacendendo discussões sobre fé, redes sociais e atuação em espaços públicos fora do ambiente tradicional religioso.

A freira conhecida como irmã Eva, de 21 anos, voltou a ganhar destaque nas redes sociais após a circulação de vídeos em que aparece vendendo artigos religiosos, como terços, em um bar de Goiânia (GO).

As imagens chamaram atenção pelo contraste entre o local e a atividade religiosa, o que impulsionou a disseminação do conteúdo e despertou curiosidade sobre sua trajetória pessoal.

A jovem se chama Kamila Cardoso e passou a ser associada, em publicações e comentários nas redes, ao rótulo de “a mais bela do mundo”.

A expressão não corresponde a um título oficial, mas aparece vinculada à sua participação anterior em concursos de beleza, antes da entrada na vida religiosa.

Entre essas conquistas está o título de Miss Continente Teen Sol Nascente, obtido em uma etapa regional do concurso.

Quem é Kamila Cardoso antes da vida religiosa

Imagens: Diario da Região/Kamila Cardoso)

Natural de Patos de Minas (MG), Kamila Cardoso teve passagem pelo universo da moda e de concursos de miss ainda na adolescência.

Fotografias desse período foram divulgadas por familiares e reapareceram após a viralização do vídeo gravado em Goiânia, ajudando a reconstruir sua trajetória antes da decisão religiosa.

De acordo com relatos reproduzidos por diferentes veículos de imprensa, Kamila chegou a se preparar para disputar uma final nacional de concurso de beleza.

No entanto, optou por desistir da competição às vésperas do evento para se dedicar integralmente à vida religiosa, decisão que passou a ser destacada como um marco em sua história pessoal.

Desde então, ela adotou o nome religioso de irmã Eva e passou a atuar em atividades ligadas à comunidade da qual faz parte, o que inclui ações sociais e a venda de objetos religiosos para arrecadação de recursos.

Freira não católica: esclarecimento sobre a congregação

Apesar de muitos comentários associarem automaticamente o hábito religioso à Igreja Católica, irmã Eva não integra a Igreja Católica Apostólica Romana.

Segundo informações divulgadas pela própria comunidade e confirmadas em reportagens, ela segue a fé ortodoxa e faz parte da Congregação Sancta Dei Genitrix, descrita como uma comunidade religiosa independente.

A congregação está vinculada a uma estrutura registrada como Igreja Católica Ortodoxa Siriana Renovada e tem sede em Brasília (DF).

A diferenciação ganhou destaque após a repercussão do caso, já que parte do público interpretou inicialmente que se tratava de uma freira católica, o que não corresponde à filiação religiosa apresentada nos canais oficiais da comunidade.

Em materiais institucionais, a congregação informa que mantém atividades religiosas e sociais concentradas na região conhecida como Sol Nascente, no Distrito Federal, onde funciona a Chácara da Gruta, espaço utilizado para acolhimento e projetos comunitários.

Venda de artigos religiosos em bar e atuação missionária

O vídeo que impulsionou a repercussão mostra irmã Eva oferecendo itens religiosos em um bar, o que gerou questionamentos sobre o uso de espaços não religiosos para esse tipo de atividade.

Em entrevista ao g1, a freira explicou que a iniciativa faz parte de uma estratégia de aproximação com pessoas que não frequentam ambientes religiosos tradicionais.

Segundo a própria religiosa, a venda dos itens tem dupla finalidade: promover a evangelização e arrecadar recursos para a manutenção da comunidade e de seus projetos sociais.

Em declaração publicada pelo portal, ela afirmou:
“Ali, entre pessoas comuns, muitas vezes feridas, é onde Cristo mais deseja estar, além de espalharmos a caridade arrecadando fundos para nossa comunidade. Como já fui modelo, eu quero que nosso projeto ganhe fama e não só para mim”.

A Folha de S.Paulo também destacou que, de acordo com Kamila, a comercialização dos artigos não deve ser entendida apenas como uma transação financeira, mas como uma forma de diálogo religioso e de captação de apoio para iniciativas assistenciais mantidas pela congregação.

Projetos sociais mantidos pela comunidade religiosa

A atuação social da congregação passou a receber mais atenção após a viralização do caso.

Em sua página institucional, a comunidade informa que mantém mais de 18 projetos sociais em Brasília, no entorno do Distrito Federal e em cidades de Goiás, voltados principalmente a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Entre as iniciativas citadas estão ações de reforço escolar, atendimentos psicológicos, serviços odontológicos, além de visitas a penitenciárias e hospitais.

As informações são apresentadas como parte das atividades regulares desenvolvidas pela comunidade, com apoio de voluntários e de recursos arrecadados em ações como a venda de artigos religiosos.

Os projetos também são mencionados em reportagens que abordaram o caso, reforçando que a arrecadação obtida em atividades externas é direcionada para a manutenção dessas iniciativas, segundo a própria congregação.

Alerta sobre perfis falsos e exposição nas redes sociais

Com o aumento da visibilidade, surgiram perfis não oficiais utilizando o nome e a imagem da freira.

Diante disso, irmã Eva divulgou um comunicado pedindo que o público não siga páginas que não estejam vinculadas aos canais institucionais da comunidade.

Em vídeo publicado nas redes oficiais, ela afirmou:
“Esses perfis, por favor, não sigam, não curtam, não acompanhem, porque não são perfis reais”.

A orientação foi para que interessados em acompanhar as atividades busquem apenas os meios de comunicação reconhecidos pela congregação.

A ampla circulação das imagens reacendeu debates sobre religião, exposição nas redes sociais e os limites entre vida religiosa e espaço público.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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