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Dormir na cidade mais fria do Brasil parecia só mais um desafio de acampamento, até a chuva apertar, o granizo cair, a refeição falhar e o frio transformar a noite em uma prova de resistência

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 27/04/2026 às 01:12
Atualizado em 27/04/2026 às 07:45
Assista o vídeoAcampamento em Urupema testa barraca, saco de dormir e itens térmicos durante frio, chuva e sensação negativa.
Acampamento em Urupema testa barraca, saco de dormir e itens térmicos durante frio, chuva e sensação negativa.
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Relato do canal Área Secreta mostra acampamento em Urupema, em Santa Catarina, durante a chegada de uma frente fria, com chuva, granizo, sensação térmica negativa e testes de equipamentos usados para enfrentar uma noite na cidade mais fria do Brasil.

Urupema, em Santa Catarina, apontada no relato como a cidade mais fria do Brasil, foi o cenário escolhido pelo canal Área Secreta para um acampamento sob frente fria, chuva, vento, granizo e sensação térmica negativa, em uma experiência voltada a testar equipamentos feitos para frio extremo.

A proposta era simples e exigente: sair da estrada após mais de 11 horas de viagem, encontrar um ponto isolado em meio à natureza, montar uma barraca antes da chegada da chuva e passar a noite em uma condição real de frio intenso. A escolha por Urupema veio justamente pela fama da cidade, usada no vídeo como o local ideal para colocar à prova itens de acampamento preparados para temperaturas abaixo de zero.

O acampamento foi montado em uma área gramada, ao lado de um riacho de águas cristalinas e cercado por mata de araucárias. O lugar, descrito como bonito e isolado, foi cedido após o apresentador procurar pontos adequados na cidade e receber apoio dos proprietários da pousada Chalé Refúgio das Águas.

Frente fria mudou o clima ainda durante a montagem

A chegada da frente fria era esperada para o fim da tarde, com previsão de muito frio, chuva e até uma pequena possibilidade de neve. Por isso, a montagem da barraca virou uma corrida contra o tempo, já que o apresentador precisava deixar tudo pronto antes que a chuva começasse.

A barraca nova foi armada no gramado e recebeu uma estrutura de proteção contra o frio vindo do chão. A preparação incluiu lona, camada térmica, colchonete e saco de dormir especial para baixa temperatura, em uma tentativa de criar isolamento suficiente para enfrentar a noite.

O saco de dormir usado no teste tinha indicação para suportar até -3,5 ºC. O item foi apresentado como um dos principais recursos para atravessar a madrugada em Urupema, especialmente porque a umidade, a chuva e o vento poderiam tornar a sensação de frio ainda mais forte.

Outro item testado foi um tapete térmico colocado abaixo do colchonete e do saco de dormir. A peça tinha revestimento com aspecto aluminizado e foi usada para reduzir a transferência de frio do solo para o corpo, uma preocupação central em qualquer acampamento sob temperaturas muito baixas.

Equipamentos foram testados na prática

Além da barraca e do saco de dormir, a experiência na cidade mais fria do Brasil incluiu esquentadores de mão, meias impermeáveis, máscara de frio extremo, cobertor térmico de emergência e uma ração militar indicada para climas frios. A ideia era avaliar cada item em uma situação real, sem depender apenas da descrição dos fabricantes.

Os esquentadores de mão foram ativados ainda durante a tarde. O produto prometia até 10 horas de calor e começou a aquecer logo após ser aberto e agitado. Mais tarde, o item se tornou importante para manter mãos e pés aquecidos, principalmente pela ausência de luvas adequadas.

As meias impermeáveis também passaram por um teste direto no riacho ao lado do acampamento. O apresentador colocou os pés na água gelada e depois verificou se a meia usada por baixo havia molhado. O resultado foi positivo: a água não atravessou o material, mesmo após o contato com o riacho e o solo encharcado.

A máscara de frio extremo foi usada durante a noite, quando a temperatura caiu ainda mais. O acessório ajudou a proteger a cabeça e as orelhas, áreas que começaram a incomodar com o avanço do frio. Depois, o item foi retirado porque a umidade passou a causar desconforto.

Chuva, granizo e sensação térmica negativa

A chuva começou ainda durante a exploração dos arredores e se tornou uma presença constante na experiência. A barraca resistiu bem à umidade, e o interior permaneceu seco, apesar do lado de fora encharcado. Esse ponto foi tratado como essencial para que o acampamento não se transformasse em um problema maior durante a madrugada.

Durante a tarde, o apresentador deixou o acampamento para conhecer pontos próximos. Em uma cachoeira da região, ouviu que o local pode congelar completamente em condições ideais de frio. A altitude citada passava de 1.500 metros, e a subida pela serra aproximou a experiência de áreas ainda mais geladas.

No Monte da Antena, a situação ficou mais extrema. O vento forte, o frio intenso e a queda de pequenas pedras de gelo marcaram a passagem da frente fria. A sensação descrita foi de estar em outro planeta, com frio suficiente para dificultar a gravação e deixar as mãos congelando.

À noite, a temperatura do lado de fora chegou a cerca de 2 ºC, com sensação térmica de -2 ºC em um dos momentos registrados. Depois, a sensação térmica caiu para -3 ºC, enquanto a chuva voltou a apertar e o frio dentro da barraca se tornou mais difícil de suportar.

Ração militar frustrou a noite no acampamento

A refeição, que deveria ser uma parte importante da experiência em clima frio, acabou virando um dos momentos de maior frustração. O kit de ração militar para frio incluía arroz com frango em estilo mexicano, pão de milho, bebida tropical em pó, cranberries, chiclete, mini Tabasco e um bolinho de chocolate com nozes.

O problema apareceu quando o apresentador percebeu que não havia no pacote uma forma prática de aquecer a comida principal. Como chovia do lado de fora e não havia fogo preparado, a refeição quente ficou inviável no acampamento. O arroz desidratado precisava de água fervente para ser consumido.

Sem conseguir preparar o prato principal, ele comeu os itens frios disponíveis, como o pão de milho, as frutas secas e o bolinho de chocolate. Apesar de considerar alguns alimentos saborosos, a avaliação do kit foi negativa para aquela situação, já que uma refeição quente teria feito grande diferença em uma noite gelada.

Depois, já em casa, o arroz com frango foi preparado com água quente e aprovado pelo sabor. Ainda assim, no contexto da noite em Urupema, o alimento principal não cumpriu o papel esperado, porque dependia de uma estrutura de aquecimento que não estava disponível no momento mais necessário.

Madrugada teve pouco sono e frio constante

A madrugada foi marcada por desconforto, chuva persistente e dificuldade para dormir. Mesmo com o saco de dormir funcionando bem, o frio nas mãos e a ausência de luvas pesaram bastante. Os pacotes aquecedores foram usados dentro da camiseta, nas mãos e até junto aos pés para reduzir o incômodo.

O apresentador chegou a evitar sair da barraca durante a madrugada, porque o interior do saco de dormir estava aquecido e a parte externa permanecia fria e molhada. A chuva oscilava entre momentos mais fortes e mais fracos, mas não parou por tempo suficiente para tornar a noite mais tranquila.

O cobertor térmico de emergência foi testado apenas pela manhã, dentro da barraca. O item surpreendeu pela capacidade de preservar o calor e poderia ter sido usado dentro do saco de dormir durante a madrugada. A descoberta tardia fez o apresentador reconhecer que a noite poderia ter sido mais confortável se o cobertor tivesse sido usado antes.

Ao amanhecer, o frio continuava forte e a desmontagem do acampamento precisou ser feita sob garoa. A barraca, a lona e os equipamentos foram colocados molhados no carro, em uma despedida difícil depois de uma noite com pouco sono e muita umidade.

Experiência reforçou o peso do frio em Urupema

A passagem pela cidade mais fria do Brasil mostrou que, mesmo sem uma grande nevasca, a combinação de chuva, vento, altitude, umidade e sensação térmica negativa consegue transformar um simples acampamento em um teste severo de resistência e preparo.

Entre os itens avaliados, saco de dormir, tapete térmico, meias impermeáveis, máscara, cobertor de emergência e esquentadores de mão tiveram bom desempenho. A barraca também resistiu à chuva e manteve o interior protegido, fator decisivo para que a experiência continuasse possível durante a noite.

O maior erro foi não levar luvas apropriadas e depender de uma ração que exigia água fervente em um ambiente sem estrutura para preparo. Na prática, a experiência em Urupema mostrou que equipamento adequado faz diferença, mas planejamento completo é indispensável quando o destino é a cidade mais fria do Brasil.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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