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Dono da Havan recebeu carta de menina de 9 anos que teve a casa arrastada pela enchente, perdeu o contato com a família e apareceu dirigindo um caminhão depois que um vídeo ajudou a encontrá-la

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 03/08/2026 às 19:25
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Carta entregue por uma menina após uma enchente desencadeou uma busca inesperada, interrompida quando a família deixou o abrigo.

Um vídeo publicado mais tarde permitiu reencontrar os moradores e preparar uma surpresa que ultrapassou o pedido original feito pela criança.

Uma carta escrita por uma menina de 9 anos levou o empresário Luciano Hang, dono da Havan, a procurar uma família que havia perdido a casa durante uma enchente no Rio Grande do Sul e tentava reorganizar a própria rotina em uma moradia provisória.

O contato, porém, foi interrompido depois que os moradores deixaram o abrigo onde estavam alojados, e a localização só voltou a ser conhecida quando um vídeo gravado por uma fotógrafa chegou à equipe ligada ao empresário.

Carta de menina para Luciano Hang

A criança era Monique Beatriz da Rosa Bairros, moradora de Estrela, no Vale do Taquari, região fortemente atingida pelas inundações, onde a casa compartilhada com familiares acabou arrastada pelas águas e deixou o grupo sem parte dos bens domésticos.

Enquanto a família buscava proteção temporária e um novo lugar para morar, Monique encontrou Hang durante uma visita a um dos abrigos da região, esperou o empresário percorrer o local e se aproximou quando ele já estava perto da saída.

Naquele momento, a menina entregou uma carta e correu, deixando no papel um pedido direcionado principalmente à avó, com quem morava, em vez de solicitar brinquedos ou qualquer objeto destinado exclusivamente ao próprio uso naquele período.

Menina de 9 anos perde a casa em enchente, entrega carta a Luciano Hang e recebe móveis após vídeo ajudar a localizar sua família.
Menina de 9 anos perde a casa em enchente, entrega carta a Luciano Hang e recebe móveis após vídeo ajudar a localizar sua família.

Dentro do envelope, Monique escreveu que gostaria de receber três itens para a nova residência: um sofá, uma televisão e uma cama para a avó, escolha que refletia necessidades práticas surgidas após a perda provocada pela enchente.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Município, Hang tentou manter contato com a família depois de receber a carta, mas a busca ficou mais difícil quando Monique e os parentes deixaram o abrigo sem informar o endereço da nova moradia.

Vídeo permitiu reencontrar a família

Durante algum tempo, o paradeiro permaneceu desconhecido, até que uma fotógrafa encontrou a menina, registrou a história em vídeo e publicou a gravação na internet, permitindo que o conteúdo alcançasse pessoas ligadas ao dono da Havan.

A partir dessa circulação, a equipe conseguiu identificar onde a família estava vivendo e retomou o contato interrompido, transformando a gravação em uma ponte entre o pedido entregue no abrigo e a surpresa preparada para a nova residência.

Depois de localizar os moradores, Hang organizou uma visita sem revelar antecipadamente tudo o que seria levado ao imóvel, preservando o caráter inesperado da entrega e mantendo o foco nos pedidos feitos pela criança na carta.

Caminhão da Havan levou móveis e enxoval

Na chegada, o empresário apareceu dirigindo um caminhão da Havan carregado com móveis e utensílios, cena que chamou atenção porque o veículo transportava os três itens mencionados por Monique e outros objetos destinados a equipar a casa.

Além do sofá, da televisão e da cama, a família recebeu outros móveis necessários para a residência e um enxoval completo, ampliando a ajuda para além do conteúdo escrito pela menina e atendendo demandas básicas surgidas depois da enchente.

Na época, Monique vivia com o irmão Dominique, de 6 anos, o pai Gediel, de 27, e a avó Luciane, de 53, que também participou do reencontro realizado na nova moradia da família em Estrela.

Ao perceber que o pedido havia sido atendido, a criança contou que havia solicitado ao empresário que pensasse com o coração, frase registrada durante a entrega e depois associada à divulgação do encontro nas plataformas digitais.

Enchentes atingiram o Vale do Taquari

A história ocorreu após as enchentes de maio de 2024, que atingiram diferentes regiões do Rio Grande do Sul e obrigaram milhares de moradores a deixar suas casas enquanto procuravam abrigo, documentos, roupas, móveis e condições para recomeçar.

Em Estrela e em outros municípios do Vale do Taquari, muitas famílias permaneceram em alojamentos temporários ou residências provisórias, cenário que ajuda a contextualizar por que objetos comuns, como cama, sofá e televisão, passaram a representar parte importante da reconstrução doméstica.

Troco Solidário integrou a entrega

Junto aos bens transportados no caminhão, foram entregues R$ 10 mil provenientes do Troco Solidário, quantia formada por contribuições realizadas por clientes da Havan nos caixas das lojas físicas mantidas pela rede em diferentes cidades.

Esse detalhe diferencia as origens da ajuda, pois os móveis e o enxoval foram providenciados para atender à carta, enquanto o valor em dinheiro resultou da participação de consumidores no programa de arrecadação administrado pela empresa.

Durante a mesma visita, Hang declarou que providenciaria uma prótese dentária para Luciane, avó de Monique, apresentando a promessa como uma forma adicional de auxílio à integrante da família citada no pedido original da menina.

Pedido continuou após a saída do abrigo

O encontro, embora breve no início, continuou produzindo efeitos depois que a família saiu do abrigo, porque a carta permaneceu com o empresário e motivou uma tentativa de localização mesmo sem informações atualizadas sobre o novo endereço.

Sem o vídeo produzido pela fotógrafa, a equipe não teria conseguido encontrar naquele momento a nova moradia, e a circulação da gravação acabou reconectando o empresário à criança que havia feito o pedido semanas antes.

Também contribuiu para a repercussão o forte apelo visual da entrega, marcada pela chegada de Hang ao volante do caminhão, pelos móveis descarregados diante da família e pela reação de Monique ao perceber que a carta havia sido lembrada.

Os três objetos escritos no papel sintetizavam necessidades imediatas de uma família que tentava reconstruir a rotina doméstica, enquanto o acréscimo de outros móveis e do enxoval ampliou a estrutura disponível para a nova casa.

Monique não havia detalhado todos os itens necessários para reorganizar a residência, mas concentrou o pedido no sofá, na televisão e, sobretudo, na cama destinada à avó, revelando quais prioridades estavam mais presentes naquele momento.

A história ganhou dimensão pública ao reunir a destruição provocada por uma enchente, o pedido de uma criança, a dificuldade para reencontrar a família e um vídeo que mudou o rumo da busca, até permitir que a entrega finalmente acontecesse.

Quantas famílias atingidas por tragédias continuam sem apoio porque suas histórias não alcançam um vídeo, uma reportagem ou alguém com recursos suficientes para transformar um pedido simples em ajuda concreta no momento em que ela se torna mais necessária?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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