O depósito de ouro de aproximadamente 32 milhões de onças encontrado no distrito mineral de Vicuña na Cordilheira dos Andes é operado por BHP e Lundin Mining e acompanha reservas gigantes de cobre transição energética e prata na fronteira entre Chile e Argentina
Um depósito de ouro avaliado em aproximadamente R$ 771 bilhões foi identificado na Cordilheira dos Andes, a mais de 4 mil metros de altitude, na fronteira entre Chile e Argentina. A descoberta faz parte do distrito mineral de Vicuña, considerado um dos maiores depósitos ainda não explorados de ouro, cobre e prata do mundo, e está sendo desenvolvido por uma joint venture formada pelas mineradoras BHP e Lundin Mining.
Segundo UOL, além das cerca de 32 milhões de onças de ouro, os estudos geológicos apontam reservas de aproximadamente 13 milhões de toneladas de cobre e 659 milhões de onças de prata, avaliadas em R$ 247,5 bilhões. O cobre transição energética é o metal mais estratégico do complexo porque é essencial para veículos elétricos, energia renovável e redes de transmissão, e a dimensão das reservas encontradas no distrito mineral de Vicuña está atraindo a atenção da indústria global de mineração e de governos ao redor do mundo.
O distrito mineral de Vicuña reúne dois projetos gigantes na Cordilheira dos Andes

O depósito de ouro e as demais reservas estão distribuídos em dois grandes projetos chamados Filo del Sol e Josemaría, ambos localizados dentro do distrito mineral de Vicuña na Cordilheira dos Andes.
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A joint venture entre BHP e Lundin Mining é responsável pelo desenvolvimento dos dois projetos, e os trabalhos realizados nos últimos anos revelaram mineralizações muito mais profundas e extensas do que as primeiras análises geológicas haviam identificado.
A avaliação mais recente foi baseada em centenas de novas perfurações que expandiram significativamente o conhecimento sobre o potencial do subsolo.
O que começou como uma estimativa promissora se transformou em uma das maiores descobertas minerais das últimas décadas, com volumes de ouro, cobre e prata que posicionam o distrito mineral de Vicuña como referência global.
A dimensão exata do potencial econômico ainda depende de novos estudos, mas os números já divulgados por BHP e Lundin Mining impressionam qualquer parâmetro do setor.
Investimentos podem chegar a US$ 15 bilhões ao longo da implantação
O projeto vem sendo tratado como aposta estratégica pela indústria. A Vicuña Corp., responsável pelo desenvolvimento dos projetos na Cordilheira dos Andes, aplicou cerca de US$ 400 milhões em 2025 e avalia dobrar esse valor para aproximadamente US$ 800 milhões em 2026, sinalizando a aceleração das operações na região do depósito de ouro.
No longo prazo, os aportes totais podem ser muito maiores.
Estimativas iniciais apontam investimentos próximos de US$ 5 bilhões, mas autoridades locais e fontes da indústria mencionam valores que poderiam chegar a US$ 15 bilhões ao longo da implantação completa do complexo mineral.
Se as estimativas se confirmarem, a produção comercial pode começar por volta de 2030, com uma planta central de processamento na área de Josemaría e vida útil inicial de cerca de 25 anos, o que faz de BHP e Lundin Mining protagonistas de uma operação que vai redefinir o mapa da mineração na América do Sul.
Cobre transição energética é o metal mais estratégico do complexo
Embora o depósito de ouro de R$ 771 bilhões seja o número que mais chama atenção, o cobre é o metal que dá ao distrito mineral de Vicuña sua importância estratégica de longo prazo.
O cobre transição energética é considerado essencial para a eletrificação global: sem ele, não se fabricam veículos elétricos, não se instalam painéis solares e não se constroem redes de transmissão de energia renovável.
As 13 milhões de toneladas de cobre estimadas no complexo aparecem em um momento em que a demanda mundial pelo metal cresce a cada ano.
Para a Argentina, o desenvolvimento do distrito tem importância econômica adicional: o país não produz cobre desde 2018, quando a mina La Alumbrera foi encerrada, e o projeto na Cordilheira dos Andes representa a oportunidade de retomar a produção em escala significativa.
O cobre transição energética encontrado junto ao depósito de ouro transforma o Vicuña em um ativo duplamente valioso.
Operar a 4 mil metros de altitude na Cordilheira dos Andes é um desafio extremo
A localização das jazidas impõe obstáculos que vão muito além da engenharia convencional. As áreas de exploração do distrito mineral de Vicuña ficam a mais de 4 mil metros de altitude em uma região remota da Cordilheira dos Andes, onde o ar rarefeito, o clima instável e as grandes distâncias dificultam operações de grande escala.
Visitantes e trabalhadores precisam passar por avaliações médicas antes de subir à região por causa do risco de problemas relacionados à altitude.
A construção de estradas, linhas de energia e infraestrutura industrial em áreas montanhosas representa um desafio logístico que encarece significativamente cada etapa do projeto.
Para BHP e Lundin Mining, resolver essas limitações operacionais é tão importante quanto confirmar as reservas, porque de nada adianta ter um depósito de ouro de R$ 771 bilhões se a logística inviabilizar a extração.
Glaciares e água doce estão no centro do debate ambiental
O avanço da mineração no distrito mineral de Vicuña também levanta preocupações ambientais sérias.
Organizações como a Fundación Ambiente y Recursos Naturales alertam para possíveis impactos sobre glaciares e reservas de água doce na Cordilheira dos Andes, recursos que são vitais tanto para comunidades locais quanto para a agricultura de Chile e Argentina.
O grande volume de água necessário para atividades de mineração metálica é outro ponto sensível. Projetos semelhantes na região já foram criticados pelo uso intensivo de recursos hídricos em áreas de clima extremamente seco, e o depósito de ouro do Vicuña não será exceção a esse escrutínio.
O equilíbrio entre explorar reservas que valem mais de R$ 1 trilhão somando ouro, cobre transição energética e prata e preservar ecossistemas frágeis é o dilema central que BHP e Lundin Mining terão que enfrentar publicamente nos próximos anos.
Essa descoberta muda o mapa da mineração mundial?
O depósito de ouro de R$ 771 bilhões encontrado no distrito mineral de Vicuña na Cordilheira dos Andes é uma das maiores descobertas minerais das últimas décadas.
Com reservas de ouro, cobre transição energética e prata que juntas ultrapassam R$ 1 trilhão, e investimentos de BHP e Lundin Mining que podem chegar a US$ 15 bilhões, o projeto tem potencial para redesenhar o cenário global de mineração.
Você acha que a exploração deve avançar mesmo com os riscos ambientais? O cobre e o ouro justificam uma operação a 4 mil metros de altitude nos Andes? Deixe sua opinião nos comentários.

e bom para empresa exploradora e pesimo para as personas que vivem na area pois geralmente exploração minerar contamina aguas
Nem deviam divulgar isso