A serra de R$ 76 milhões que liga os cânions do Rio Grande do Sul ao Litoral Sul catarinense reabriu em 18 de agosto, porém o boletim restringe carros e motos a janelas de uma hora, mantém domingos fechados e admite suspensões por chuva ou neblina durante as obras finais
A serra de R$ 76 milhões que liga os cânions do Rio Grande do Sul ao Litoral Sul catarinense voltou a receber carros e motos em 18 de agosto de 2026, após permanecer totalmente fechada desde 13 de abril no trecho do Morro dos Cabritos. A reportagem de Marcelo Macieski, publicada pelo ND Mais às 7h58, confirmou a reabertura parcial da Serra do Faxinal, na SC-290, em meia pista e no sistema siga e pare. A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade divulgou a operação em boletim oficial da Secom catarinense, publicado em 17 de agosto às 19h27.
O boletim da SIE, a matéria do ND Mais e a apuração de Maryele Cardoso para o portal 4oito divergem nos horários de passagem. A comunicação estadual informa 7h30 às 8h30 e 16h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira, além de 7h30 às 8h30 e 11h às 12h no sábado, com domingo fechado. O ND Mais e o 4oito registraram 7h às 8h e 17h às 18h nos dias úteis e 7h às 8h e 12h às 13h no sábado. Publicações do Governo de Santa Catarina de julho de 2025 e julho de 2026 sustentam os R$ 76 milhões, os 15,6 quilômetros, o pavimento misto, as contenções e o viaduto ambientalmente exigido.
Os horários oficiais reservam somente 12 horas de passagem por semana

A programação estadual abre a Serra do Faxinal por uma hora no começo da manhã e outra no fim da tarde, de segunda a sexta-feira. Os veículos leves podem passar das 7h30 às 8h30 e das 16h30 às 17h30. O sábado oferece duas janelas diferentes, das 7h30 às 8h30 e das 11h às 12h. O domingo permanece fechado. Quem chegar alguns minutos depois poderá encontrar bloqueio completo e máquinas ocupando a pista.
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As seis jornadas autorizadas somam 12 horas semanais de passagem, caso nenhum período seja cancelado. Uma semana tem 168 horas. Faz a conta: a abertura programada ocupa cerca de 7,1% do tempo total, ou pouco menos de uma hora liberada em cada 14 horas corridas do calendário. A proporção serve para mostrar o tamanho da restrição e não significa espera contínua, porque as janelas ficam concentradas em horários definidos.
A divergência entre os horários publicados muda uma viagem de verdade. Uma família que seguir a versão das 7h às 8h pode chegar às 7h10 e encontrar a operação estadual prevista apenas para as 7h30. Um motorista que confiar na abertura até as 18h pode alcançar a serra depois do encerramento oficial das 17h30. A sinalização no acesso e os canais da SIE precisam ser conferidos no dia da viagem, especialmente enquanto a fase de testes estiver em andamento.
Carros e motos passam, enquanto veículos pesados continuam barrados
Os carros e as motos formam o grupo autorizado a usar a reabertura parcial. A pista única recebe tráfego alternado nos dois sentidos, e as equipes liberam um lado por vez no siga e pare. O motorista precisa reduzir a velocidade, guardar distância e obedecer aos trabalhadores posicionados no trecho. A estrada continua sendo um canteiro ativo, com profissionais, materiais e equipamentos dividindo o corredor estreito com os usuários.
Os caminhões, ônibus, motorhomes e demais veículos pesados permanecem proibidos. A liberação atual atende veículos leves e não restabelece o tráfego normal entre Praia Grande e Cambará do Sul. A regra vale durante todas as janelas e mantém esses veículos fora de um trecho íngreme que continua ocupado por equipes, equipamentos e intervenções da etapa final.
A chuva, a neblina ou qualquer condição que ameace motoristas e trabalhadores pode suspender uma janela já anunciada. A execução de determinados serviços também pode fechar toda a rodovia. A passagem depende, portanto, do relógio e da avaliação de segurança feita no local. O fato de uma janela constar na programação não autoriza o condutor a avançar quando a equipe interromper o fluxo.
O bloqueio durou 127 dias e terminou com a nova pista de concreto
O trecho próximo ao Morro dos Cabritos fechou totalmente em 13 de abril de 2026 para permitir a construção de um viaduto e o avanço da pavimentação. A reabertura parcial começou em 18 de agosto. O intervalo entre as duas datas soma 127 dias, equivalentes a quatro meses e cinco dias. O resultado mede a espera sem arredondá-la para baixo.
As equipes concluíram em agosto a pista de concreto que tornou possível receber veículos leves em meia pista. O Morro dos Cabritos concentra uma das partes mais íngremes da Serra do Faxinal e exigiu pilares, contenções e avaliações geotécnicas. A nova faixa abriu uma passagem controlada, mas o viaduto e os serviços restantes ainda impedem a circulação permanente.
O bloqueio anunciado em abril tinha previsão de até quatro meses, com expectativa inicial de liberar veículos leves em siga e pare antes do encerramento completo. A abertura ocorreu cinco dias depois de completados quatro meses. O prazo original, portanto, ficou próximo do resultado, embora a passagem parcial tenha chegado mais tarde do que estimativas intermediárias que apontavam junho ou julho.
Os R$ 76 milhões cobrem 15,6 quilômetros de terreno severo

A Serra do Faxinal recebe pavimentação e melhorias ao longo de 15,6 quilômetros da SC-290. O projeto combina asfalto nas retas e nas áreas mais planas com concreto nas curvas e nas partes altas. A escolha do pavimento acompanha as diferenças do relevo e das condições de cada segmento. Drenagem, alargamento, sinalização e estruturas de proteção completam o conjunto executado na serra.
Os 16 pontos de contenção de encostas enfrentam um terreno que não permite tratar a obra como uma estrada urbana plana. O trecho também ganhou soluções especiais no Morro dos Cabritos e um viaduto ligado a exigências ambientais. A divisão simples dos R$ 76 milhões pelos 15,6 quilômetros resulta em cerca de R$ 4,87 milhões por quilômetro, mas esse valor médio inclui estruturas, drenagem, contenções e outros serviços, não apenas a camada que recebe os pneus.
Os 15,6 quilômetros correspondem a aproximadamente 149 campos de futebol de 105 metros alinhados pelas linhas laterais. A régua brasileira ajuda a visualizar a extensão num mapa montanhoso, onde cada curva esconde a parte seguinte da pista. A comparação mede distância linear. Ela não compara área, largura, volume de concreto nem dificuldade de execução.
A serra de R$ 76 milhões que liga os cânions do Rio Grande do Sul ao Litoral Sul catarinense começou a receber a pavimentação atual em 2024 e entrou na fase final em 2026. O investimento integra o Programa Estrada Boa. A liberação parcial mostra que boa parte do corredor está executada, mas não equivale ao recebimento definitivo da obra nem à entrega de todas as estruturas previstas.
A rota aproxima Praia Grande de Cambará do Sul e das bordas dos cânions
A SC-290 sobe de Praia Grande, no Extremo Sul de Santa Catarina, em direção à divisa e a Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. O caminho conecta a parte baixa da região dos cânions aos acessos do planalto gaúcho. Moradores, trabalhadores do turismo e visitantes esperaram durante décadas por uma ligação pavimentada capaz de enfrentar melhor chuva, tráfego e desgaste.
O ecoturismo reúne hospedagens, restaurantes, condutores, passeios de balão, trilhas e visitas aos cânions distribuídos pelos dois estados. Uma estrada concluída pode facilitar o deslocamento entre as duas faces da Serra Geral, mas a reabertura parcial ainda não oferece liberdade para montar um roteiro em qualquer horário. O visitante precisa encaixar chegada e saída nas janelas e prever uma alternativa caso o tempo feche.
Os veículos pesados ainda não podem usar a conexão regional entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul enquanto durar a proibição. A função logística completa depende da conclusão, da liberação integral e das regras definitivas de operação. Qualquer promessa de redução de tempo ou distância precisa esperar uma medição oficial do trajeto em funcionamento normal.
Novos fechamentos totais ainda podem interromper a fase de testes
As peças pré-moldadas do viaduto exigem guindastes de grande capacidade e ocupação da faixa disponível durante o içamento. A continuidade dessa etapa pode obrigar a SIE a fechar novamente toda a Serra do Faxinal. A programação inicial previa comunicação com pelo menos dois dias de antecedência quando a instalação das peças exigisse bloqueio completo.
A fase de testes mede fluxo, tempo de travessia e condições de segurança. Os horários podem mudar conforme o comportamento do trânsito e o avanço da obra. A abertura de 18 de agosto não criou calendário definitivo nem garantiu passagem em qualquer condição meteorológica. Chuva forte e neblina aparecem expressamente entre os motivos capazes de suspender a operação.
Os motoristas precisam consultar os avisos mais recentes antes de sair de Praia Grande ou Cambará do Sul. Aplicativos de navegação podem reconhecer a via como aberta sem conhecer a janela operacional, a proibição de veículos pesados ou um fechamento emergencial. A placa, o bloqueio físico e a orientação da equipe no local prevalecem sobre a rota sugerida pelo celular.
A conclusão ainda separa a reabertura parcial da estrada pronta
A etapa iniciada em 18 de agosto devolveu uma passagem limitada a carros e motos depois de 127 dias de bloqueio total. A medida permite cruzar o Morro dos Cabritos em horários curtos, por uma faixa e com alternância de sentidos. Ela não entrega trânsito contínuo, não libera caminhões e ônibus e não elimina a possibilidade de novas interdições.
A serra de R$ 76 milhões que liga os cânions do Rio Grande do Sul ao Litoral Sul catarinense permanece em obras, com a programação oficial sujeita a clima, segurança e execução dos serviços. O próximo avanço verificável será a ampliação dos horários ou a liberação integral anunciada pela SIE, acompanhada da conclusão das estruturas pendentes.
Os moradores e visitantes que dependem desse caminho já sentiram os quatro meses de desvio e agora enfrentam o relógio da operação parcial. Você considera suficientes as janelas de uma hora ou a SIE deveria ampliar a passagem para veículos leves enquanto termina a obra? Conte nos comentários qual horário atenderia melhor quem trabalha ou visita os cânions e quanto o bloqueio mudou seu trajeto.
