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Depois de passar anos caminhando acorrentado para pedir dinheiro, carregar madeira e participar de procissões, elefante Veer, de 26 anos, desenvolveu deformação na articulação dianteira e lesões crônicas nos pés até finalmente ser transferido, em 2026, para um hospital especializado na Índia

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 26/08/2026 às 11:05
Assista o vídeoElefante asiático com dificuldade na perna dianteira caminha sobre solo macio acompanhado por profissionais de um hospital especializado.
Imagem ilustrativa mostra um elefante asiático caminhando sobre areia e lama enquanto recebe acompanhamento especializado após anos de trabalho e sobrecarga.
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Após anos caminhando acorrentado para pedir dinheiro, carregar madeira e participar de procissões, Veer chegou ao Elephant Hospital Campus, em 2026, com deformação na articulação dianteira, degeneração crônica e lesões nas almofadas dos pés

Durante anos, Veer percorreu ruas acorrentado enquanto era usado para pedir dinheiro, transportar cargas e participar de procissões religiosas.

O elefante também carregava pessoas durante os deslocamentos. Grande parte do trabalho acontecia sobre concreto, uma superfície que impunha pressão constante sobre seus pés e articulações.

A rotina deixou marcas profundas.

Aos aproximadamente 26 anos, Veer apresentava dificuldades de mobilidade, alterações em uma das pernas dianteiras e problemas nas almofadas dos pés.

A exploração terminou somente em 2026, quando ele foi transferido para o Elephant Hospital Campus, na Índia.

Elefante asiático entre estruturas metálicas no Elephant Hospital Campus, na Índia.
No Elephant Hospital Campus, elefantes com problemas de mobilidade recebem acompanhamento especializado em instalações adaptadas. Crédito: Wildlife SOS.

Rotina combinava mendicância, procissões e cargas pesadas

Veer não permaneceu ligado a uma única atividade.

Em parte de sua vida, responsáveis conduziam o elefante por áreas urbanas para pedir dinheiro. Ele precisava caminhar por ruas movimentadas enquanto carregava pessoas e permanecia sob controle constante.

Veer também participava de cerimônias e procissões religiosas.

Nessas ocasiões, enfrentava multidões, ruídos intensos, calor e longos períodos em pé. As correntes limitavam seus movimentos durante parte dessa rotina.

O elefante ainda trabalhou no transporte de madeira e de outros objetos pesados.

Cada atividade exigia esforço físico. Juntas, elas formaram uma rotina prolongada de caminhadas, contenção e sobrecarga.

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Articulação dianteira apresentava deformação visível

A chegada ao hospital revelou a dimensão dos danos acumulados.

A equipe veterinária identificou uma anormalidade evidente no membro dianteiro direito. A articulação apresentava deformação e sinais de degeneração crônica.

Segundo o relato oficial do resgate de Veer, a perna direita apresentava uma cicatriz próxima à articulação, enquanto o membro esquerdo suportava parte do peso adicional.

As alterações foram descritas como compatíveis com artrite ou uma doença semelhante à gota. Esse tipo de problema pode causar dor, rigidez e dificuldade para distribuir corretamente o peso corporal.

As almofadas dos pés também estavam comprometidas.

Para um animal do tamanho de Veer, qualquer lesão nessa região afeta diretamente a capacidade de caminhar. A combinação entre problemas nos pés e danos articulares tornava cada deslocamento mais desconfortável.

Equipe veterinária utiliza equipamentos para avaliar um elefante dentro do hospital especializado.
Equipamentos veterinários permitem examinar articulações e identificar danos relacionados a lesões, sobrecarga e caminhadas prolongadas.

Hospital substitui concreto por areia e lama

A transferência encerrou os percursos usados para exploração econômica.

No Elephant Hospital Campus, Veer passou a encontrar superfícies mais adequadas, incluindo áreas com areia e lama. Esses terrenos reduzem o impacto provocado pelo contato contínuo com ruas pavimentadas.

O tratamento inclui acompanhamento das articulações, cuidados com os pés e medidas para controlar a dor.

A equipe também pode adotar caminhadas controladas e atividades de enriquecimento, respeitando a condição física do elefante.

Cada exercício precisa considerar seus limites. O objetivo não consiste apenas em estimular o movimento, mas evitar que o esforço agrave as lesões já existentes.

Profissionais realizam exame clínico em elefante dentro de uma unidade veterinária especializada.
Profissionais acompanham um elefante durante procedimento clínico em uma estrutura preparada para animais de grande porte.

Recuperação enfrenta consequências que podem ser permanentes

A retirada do trabalho representa uma mudança decisiva, mas não elimina automaticamente os danos acumulados.

Problemas articulares crônicos podem acompanhar Veer pelo restante da vida. O tratamento consegue reduzir o desconforto, melhorar parte da mobilidade e tentar desacelerar a progressão das lesões.

A resposta dependerá do estado das articulações e das estruturas afetadas.

A organização responsável não informou quanto tempo Veer permaneceu em cada atividade. Também não divulgou a identidade do antigo proprietário nem a distância percorrida durante a transferência.

O caso mostra como anos de caminhadas sobre concreto, transporte de peso e contenção podem comprometer o corpo de um elefante ainda relativamente jovem.

Aos 26 anos, Veer deixou as procissões, as cargas e a mendicância. No hospital, começou uma nova rotina voltada ao alívio da dor e à recuperação possível.

Na sua opinião, o uso de elefantes em procissões deveria ser proibido ou submetido a regras mais rígidas de proteção animal?

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Caio Aviz

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