Após anos caminhando acorrentado para pedir dinheiro, carregar madeira e participar de procissões, Veer chegou ao Elephant Hospital Campus, em 2026, com deformação na articulação dianteira, degeneração crônica e lesões nas almofadas dos pés
Durante anos, Veer percorreu ruas acorrentado enquanto era usado para pedir dinheiro, transportar cargas e participar de procissões religiosas.
O elefante também carregava pessoas durante os deslocamentos. Grande parte do trabalho acontecia sobre concreto, uma superfície que impunha pressão constante sobre seus pés e articulações.
A rotina deixou marcas profundas.
-
“Rei do Bolão” desafia as probabilidades, participa de apostas que acertam o prêmio principal 10 vezes em apenas oito meses, ganha duas Mega-Sena em menos de três meses e revela que repete as mesmas combinações há anos
-
Cada minuto contava para salvar Vitor, de 6 anos: após surgir um coração compatível em Ribeirão Preto, policiais da Base de Aviação da PM, piloto do helicóptero Águia e equipe médica montaram uma força-tarefa para levar o órgão por 200 km até São José do Rio Preto, onde ele foi implantado após 161 minutos fora do corpo
-
Concessionária promete moto 0 km para quem ficar 10 minutos de cabeça para baixo pendurado no veículo, atrai mais de 20 participantes, ninguém consegue completar o desafio e vídeo ultrapassa 10 milhões de visualizações enquanto ação levanta dúvidas sobre segurança
-
Currículos enviados por candidatos acabam usados para embalar pedido de doces, e cliente encontra 32 documentos dentro da caixa com dados pessoais; denúncia viraliza com 1,9 milhão de visualizações, empresa assume responsabilidade e especialistas alertam para possível violação da LGPD
Aos aproximadamente 26 anos, Veer apresentava dificuldades de mobilidade, alterações em uma das pernas dianteiras e problemas nas almofadas dos pés.
A exploração terminou somente em 2026, quando ele foi transferido para o Elephant Hospital Campus, na Índia.

Rotina combinava mendicância, procissões e cargas pesadas
Veer não permaneceu ligado a uma única atividade.
Em parte de sua vida, responsáveis conduziam o elefante por áreas urbanas para pedir dinheiro. Ele precisava caminhar por ruas movimentadas enquanto carregava pessoas e permanecia sob controle constante.
Veer também participava de cerimônias e procissões religiosas.
Nessas ocasiões, enfrentava multidões, ruídos intensos, calor e longos períodos em pé. As correntes limitavam seus movimentos durante parte dessa rotina.
O elefante ainda trabalhou no transporte de madeira e de outros objetos pesados.
Cada atividade exigia esforço físico. Juntas, elas formaram uma rotina prolongada de caminhadas, contenção e sobrecarga.
Articulação dianteira apresentava deformação visível
A chegada ao hospital revelou a dimensão dos danos acumulados.
A equipe veterinária identificou uma anormalidade evidente no membro dianteiro direito. A articulação apresentava deformação e sinais de degeneração crônica.
Segundo o relato oficial do resgate de Veer, a perna direita apresentava uma cicatriz próxima à articulação, enquanto o membro esquerdo suportava parte do peso adicional.
As alterações foram descritas como compatíveis com artrite ou uma doença semelhante à gota. Esse tipo de problema pode causar dor, rigidez e dificuldade para distribuir corretamente o peso corporal.
As almofadas dos pés também estavam comprometidas.
Para um animal do tamanho de Veer, qualquer lesão nessa região afeta diretamente a capacidade de caminhar. A combinação entre problemas nos pés e danos articulares tornava cada deslocamento mais desconfortável.

Hospital substitui concreto por areia e lama
A transferência encerrou os percursos usados para exploração econômica.
No Elephant Hospital Campus, Veer passou a encontrar superfícies mais adequadas, incluindo áreas com areia e lama. Esses terrenos reduzem o impacto provocado pelo contato contínuo com ruas pavimentadas.
O tratamento inclui acompanhamento das articulações, cuidados com os pés e medidas para controlar a dor.
A equipe também pode adotar caminhadas controladas e atividades de enriquecimento, respeitando a condição física do elefante.
Cada exercício precisa considerar seus limites. O objetivo não consiste apenas em estimular o movimento, mas evitar que o esforço agrave as lesões já existentes.

Recuperação enfrenta consequências que podem ser permanentes
A retirada do trabalho representa uma mudança decisiva, mas não elimina automaticamente os danos acumulados.
Problemas articulares crônicos podem acompanhar Veer pelo restante da vida. O tratamento consegue reduzir o desconforto, melhorar parte da mobilidade e tentar desacelerar a progressão das lesões.
A resposta dependerá do estado das articulações e das estruturas afetadas.
A organização responsável não informou quanto tempo Veer permaneceu em cada atividade. Também não divulgou a identidade do antigo proprietário nem a distância percorrida durante a transferência.
O caso mostra como anos de caminhadas sobre concreto, transporte de peso e contenção podem comprometer o corpo de um elefante ainda relativamente jovem.
Aos 26 anos, Veer deixou as procissões, as cargas e a mendicância. No hospital, começou uma nova rotina voltada ao alívio da dor e à recuperação possível.
Na sua opinião, o uso de elefantes em procissões deveria ser proibido ou submetido a regras mais rígidas de proteção animal?


