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De hotel simples em Balsas a frota com 400 caminhões: como Zezão, gaúcho de Não-Me-Toque, criou a Guis e virou potência do agronegócio no Maranhão e Piauí, símbolo de trabalho

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Escrito por Carla Teles Publicado em 08/02/2026 às 14:32 Atualizado em 08/02/2026 às 14:34
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Em Balsas Maranhão, a Guis construiu frota de caminhões e virou potência do agronegócio, referência do agronegócio no Maranhão.
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Com mais de 40 anos em Balsas Maranhão, a Guis saiu de um hotel simples para uma frota de caminhões e virou potência do agronegócio no Maranhão.

Com mais de quatro décadas de história, a trajetória de José Antônio Gorgen, o Zezão, mostra como um gaúcho de Não-Me-Toque saiu de um quarto simples de hotel em Balsas para comandar um grupo com cinco fazendas, misturadoras de fertilizantes, venda de máquinas, construção de silos, pivôs de irrigação e uma frota com mais de 400 caminhões. Hoje, a Guis virou potência do agronegócio na região de Balsas e em outros pontos do Maranhão e do Piauí, sem perder o sotaque de pioneiro e o discurso de humildade.

Mais do que números, a história de Zezão é um retrato de como o agronegócio do Cerrado nordestino foi sendo construído na base da coragem, da visão de longo prazo e da capacidade de enxergar oportunidades “da porteira para dentro e da porteira para fora”. A Guis virou potência do agronegócio porque não parou de crescer, diversificar e investir em gente, mantendo a raiz de produtor rural, mas criando um verdadeiro conglomerado ligado à produção, à logística e aos serviços que giram em torno da fazenda.

Do mato à luz da torre de Balsas

Antes de qualquer caminhão, silo ou misturadora, a história começa na estrada. Quando Zezão chegou a Balsas, ainda nos anos 80, a paisagem era basicamente mato, terra vermelha e horizonte aberto.

Ele lembra que, ao se aproximar da cidade, o primeiro sinal de que “a civilização” estava chegando eram as luzes da torre de comunicação.

Foi ali que veio a primeira frase simbólica da jornada: “chegamos, estamos perto”. Essa chegada não foi em grande hotel ou estrutura luxuosa. Zezão ficou no Estrela Dalva, um hotel simples que existe até hoje.

O pai ficou em um quarto, ele e o primo em outro, onde havia uma cama e uma rede. Como ninguém estava acostumado a dormir em rede, eles revezavam a cama noite sim, noite não, para pelo menos ter uma noite bem dormida.

Esse começo modesto ajuda a entender por que, para ele, crescimento nunca foi sobre ostentação, e sim sobre construir algo sólido em cima de cada passo dado.

A primeira fazenda que deu certo e nunca saiu das mãos da família

Em Balsas Maranhão, a Guis construiu frota de caminhões e virou potência do agronegócio, referência do agronegócio no Maranhão.

Logo na primeira visita, Zezão foi ver a fazenda que até hoje faz parte do grupo. Ele olhou a terra, avaliou o solo, reparou na cor e na textura. “Terra roxa, bonita, generosa. Gostamos. Aqui vai dar certo” foi o tipo de percepção que guia quem conhece lavoura na prática.

O primeiro negócio foi fechado ainda à moda antiga, por telefone, com o proprietário original. Houve discussão de preço, revisão de proposta, mas o acordo saiu.

Mesmo com idas e vindas, as primeiras fazendas compradas continuam até hoje nas mãos da Guis, o que mostra uma marca forte da empresa: não entrar e sair de regiões ao sabor do momento, mas construir história em cima do mesmo chão.

A partir dali, a expansão não parou. Nos anos 80, a área plantada aumentava ano após ano. Em 1991, a família comprou uma fazenda no Piauí.

Cada passo era mais um pedaço do Cerrado sendo desbravado e transformado em lavoura mecanizada, consolidando Balsas como polo agrícola e fincando a presença da Guis em dois estados.

Como a Guis virou potência do agronegócio

Hoje, quando se fala em Guis na região de Balsas, já não se fala só em fazenda. A empresa virou potência do agronegócio porque entendeu que, para crescer, não bastava produzir grão: era preciso dominar a cadeia toda.

Entre os principais braços do grupo estão cinco fazendas no Maranhão e no Piauí, com sede no Maranhão; três misturadoras de fertilizantes, sendo uma no Piauí, que é a única do estado, e duas no Maranhão; a venda de máquinas agrícolas, sempre atualizada com o que há de mais moderno em mecanização; a construção de silos Kepler Weber, atuando como revendedora autorizada; a operação com pivôs de irrigação, garantindo estabilidade produtiva em cenários de clima desafiador; e uma forte estrutura de logística, com frota de mais de 400 veículos, formada quase toda por caminhões Mercedes e Volvo, incluindo rodotrens e tritrens Librelato, que agilizam o transporte da produção e conectam as fazendas aos mercados compradores.

Com essa estrutura integrada, a Guis virou potência do agronegócio na prática, porque consegue unir insumos, produção e logística, reduzindo gargalos e ganhando competitividade em cada etapa da cadeia.

A virada de chave: olhar da porteira para fora

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Mesmo com crescimento constante, Zezão conta que houve um momento que virou chave na cabeça dele. Em uma viagem ao Rio Grande do Sul, ele assistiu a uma palestra de Fernando Homem de Melo na Expointer.

Ali, ouviu uma coisa que nunca tinha ouvido com tanta clareza: existem negócios da porteira para dentro e negócios da porteira para fora.

Até então, o foco estava quase todo dentro da fazenda, na produção, na área plantada, na colheita. A palestra mostrou que havia um outro mundo de oportunidades: revenda de máquinas, comercialização de insumos, transporte, sementes, serviços integrados. Negócios da porteira para fora que não concorrem com a fazenda, mas somam valor a ela.

Foi a partir dessa visão que a empresa consolidou sua atuação em segmentos como revenda de máquinas, garantindo acesso a maquinário de ponta e boas condições de compra; revenda de produtos químicos, integrando insumos ao próprio sistema produtivo; produção de sementes; transporte dedicado à própria operação e a parceiros; e outras frentes que cercam a fazenda e ampliam a força do grupo no mercado.

Na prática, foi assim que a Guis virou potência do agronegócio, conectando o que planta ao que compra, ao que vende e ao que transporta, em vez de depender apenas de terceiros e de margens apertadas na lavoura.

Gente no centro: participação nos lucros e carreira no campo

Outro ponto que diferencia a cultura da empresa é a forma de enxergar os funcionários. Zezão destaca que a participação nos lucros faz parte da realidade da Guis, com um projeto formal de PL estruturado com apoio de empresa especializada.

Esse modelo tem regras claras: quem mais contribui para o resultado tem mais participação nos lucros; faltas injustificadas, advertências e suspensões reduzem a fatia no PL; e o tempo de casa conta a favor, já que quem tem mais de dez anos na empresa ganha um “acelerador” na participação. Do gerente ao estivador, todo mundo tem algum nível de participação proporcional ao salário.

Isso cria a sensação de que cada pessoa está ajudando diretamente a Guis a manter o status de potência do agronegócio, e não apenas “trabalhando na fazenda de alguém”.

O resultado é um time mais comprometido, que enxerga futuro profissional dentro do grupo e se sente reconhecido pelo esforço ao longo dos anos.

Humildade, dinheiro e a filosofia de quem construiu tudo do zero

Em Balsas Maranhão, a Guis construiu frota de caminhões e virou potência do agronegócio, referência do agronegócio no Maranhão.

Apesar de comandar um conglomerado que virou potência do agronegócio no Maranhão e no Piauí, Zezão mantém um discurso simples quando fala de dinheiro e sucesso. Uma frase resume bem sua visão: “Quanto mais você corre atrás do dinheiro, mais ele foge de você.”

Na prática, o conselho é direto. Em vez de viver obcecado pelo ganho imediato, a pessoa deve se concentrar em fazer bem feito o trabalho de hoje. “Trabalhe sem pensar no quanto você vai ganhar que ele vem automaticamente para você”, diz ele.

Essa mentalidade ajuda a explicar por que, mesmo com frota gigante, silos, misturadoras e vários ramos de atuação, ele ainda fala muito em humildade e foco.

Para Zezão, a Guis só virou potência do agronegócio porque nunca perdeu o hábito de desbravar, aprender e reinvestir, sem se deslumbrar com o que já conquistou.

Um símbolo de trabalho no Cerrado nordestino

A história de Zezão e da Guis se confunde com a própria transformação de Balsas e região. De um cenário de mato, estradas de terra e hotel simples, o município se tornou referência agrícola e polo de serviços ligados ao campo.

Hoje, a empresa é vista como símbolo de trabalho, visão e persistência, mostrando que é possível sair de um quarto dividido entre rede e cama e chegar a comandar uma estrutura complexa, com negócios da porteira para dentro e da porteira para fora.

No fim das contas, a Guis virou potência do agronegócio não só pelos números, mas pelo conjunto de decisões tomadas ao longo de décadas, sempre somando terra, gente, tecnologia e logística em uma mesma equação.

Conteúdo inspirado em entrevista e informações compartilhadas pelo canal TERRA AGRO.

E você, olhando para essa história, o que mais te inspira: o jeito como Zezão desbravou Balsas lá atrás ou a forma como a Guis virou potência do agronegócio investindo em gente, estrutura e visão de longo prazo?

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Cristiano Santos e Silva
Cristiano Santos e Silva
10/02/2026 04:58

Tudo nessa história é inspirador e isso me faz pensar em fazer o mesmo, começar um negócio do nada e torná-lo grandioso.
Parabéns ao Zezão e a todo o time dele.

Daniel Motta
Daniel Motta
09/02/2026 15:37

Só corrigindo, nome da empresa é Gees

Silvio César
Silvio César
09/02/2026 10:25

Zezão, resumindo tudo em humildade e gratidão! Parabéns

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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