Construção Naval: Sinaval propõe que conteúdo local passe de 25% para no mínimo 40%, durante audiência da Alerj

Roberta Souza
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30-06-2021 14:59:57
em Indústria Naval, Portos e Estaleiros
Construção naval – Alerj - Sinaval Estaleiro Atlântico Sul/ Fonte: DefesaNet


No último dia 21, durante audiência da Alerj, o Sinaval ressaltou que a construção naval brasileira pode voltar a crescer com o aumento da contratação local

Durante audiência pública da Comissão da Indústria Naval da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval) apresentou sugestões para que o setor da construção naval brasileira possa voltar a crescer. O sindicato propôs os seguintes parâmetros: elaboração de uma política de Estado para o setor; retomada do conteúdo local com índice maior do que 25% – com uma proposta intermediária de no mínimo 40%; além de índices de juros e prazos melhores. Veja ainda: Indústria naval: Construção de novas embarcações da Marinha, em estaleiros do Rio de Janeiro, pode abrir muitas vagas de empregos

Aumento da mão-de-obra local na construção naval do Brasil

Sérgio Bacci, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), diz que com apenas 25% de conteúdo local (contratação de fornecedores), a construção de plataformas pela Petrobras foi reduzida a poucos módulos e os estaleiros começaram a enfrentar dificuldades. Consequentemente, tiveram redução expressiva das vagas de emprego.

A presidente da Comissão, deputada Célia Jordão (Patriota), ressaltou durante a audiência da Alerj que as obras de construção naval da Petrobras, em sua grande maioria, têm sido encaminhadas a estaleiros coreanos e chineses, e para o Brasil fica uma parcela muito pequena da construção, o que gerou um número grande de desempregados.

Outras propostas para retomar o crescimento da construção naval

Outra sugestão do Sinaval é que o Governo Federal destine 10% do fundo da Marinha Mercante para a construção naval de barcos de patrulha. A construção de fragatas para o Ministério da Marinha é uma saída para a retomada das atividades dos estaleiros do Rio de Janeiro. Sérgio Bacci ressaltou que a Marinha tem frota antiga e enfrenta necessidade urgente de reposição, e que esta seria uma oportunidade para gerar emprego e renda no Rio de Janeiro.

De acordo com representantes da empresa pública que faz a gestão de projetos navais, a Marinha precisa de 12 fragatas. Dessas, quatro já estão sendo construídas em Santa Catarina, com até 40% de contratação de conteúdo local naquele estado. O relatório do Sinaval aponta que as demais obras de construção naval podem ser trazidas para o Rio de Janeiro, com potencial contratação de profissionais no estado.

Veja ainda: Indústria naval e setor de petróleo e gás podem voltar a crescer e gerar empregos no Rio de Janeiro

No último dia 17/06, o presidente da república Jair Bolsonaro se reuniu com representantes de 11 grupos empresarias de diversos segmentos no estado do Rio de Janeiro, para a apresentação de novos projetos e empregos que possam ajudar na retomada da economia no estado. O Movimento Rio Produtivo, do qual os grupos empresarias fazem parte, apresentou uma carta ao presidente que cita os projetos nos segmentos da construção naval, petróleo, gás, infraestrutura e outros.

Durante o encontro do Movimento Rio Produtivo, uma carta foi entregue pela Presidente Angela Costa – ACRJ (Associação Comercial do RJ) ao presidente da república, Jair Bolsonaro. Tal carta traz um diagnóstico da indústria da construção naval, petróleo e gás, no estado do Rio de Janeiro, apontando caminhos para que, em um curto prazo de tempo, possa ser possível gerar milhares de empregos.

A carta diz que é sabido que o estado do Rio de Janeiro possui ainda o maior polo de instalações da indústria da construção naval e reparo offshore do Brasil, tendo ainda condições ideais para constituir o maior parque desta fronteira offshore, realizando o descomissionamento de plataformas e desmantelamento de suas estruturas.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos