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Compressão submarina de gás usa instalação de 5.100 toneladas a 270 metros de profundidade para ampliar recuperação de dois campos no Mar da Noruega

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 27/09/2026 às 17:18 Atualizado em 27/09/2026 às 18:34
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A compressão submarina de gás aumenta a pressão no trajeto entre os poços e a plataforma
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A compressão submarina de gás aumenta a pressão no trajeto entre os poços e a plataforma, permitindo aproveitar uma parcela maior das reservas de Mikkel e Midgard, campos que já produziam gás

A compressão submarina de gás acontece dentro de uma instalação de 5.100 toneladas, assentada a 270 metros de profundidade no Mar da Noruega. Em setembro de 2025, a Equinor colocou em operação a segunda fase do sistema ligado aos campos Mikkel e Midgard.

O objetivo é enfrentar um problema comum em campos antigos: com o tempo, a pressão dentro das reservas diminui, e o gás encontra mais dificuldade para percorrer o caminho dos poços até a plataforma. A Equinor, empresa de energia que opera o campo Åsgard na Noruega, divulgou a conclusão da segunda fase em 26 de setembro de 2025.

Como a compressão submarina de gás ajuda quando a pressão cai

O gás precisa sair dos poços e seguir por tubulações até a plataforma Åsgard B. Quando a pressão nas reservas diminui, esse deslocamento se torna mais difícil. Os compressores instalados no fundo do mar aumentam a pressão do gás durante esse trajeto.

A solução foi planejada para compensar a queda de pressão ao longo da produção. A primeira fase começou a operar em 2015. Na segunda fase, um módulo compressor foi substituído em 2023, e o outro foi instalado em 2025.

A compressão submarina de gás acontece dentro de uma instalação de 5.100 toneladas, assentada a 270 metros de profundidade no Mar da Noruega.
A compressão submarina de gás acontece dentro de uma instalação de 5.100 toneladas, assentada a 270 metros de profundidade no Mar da Noruega.

Assim, o projeto permite continuar retirando gás de campos conhecidos. Não se trata de uma nova descoberta, mas de uma forma de recuperar uma parcela maior do recurso que já estava identificado.

Uma instalação industrial de 3.300 m² no fundo do mar

A estação ocupa 3.300 m² e se eleva 26 metros acima do leito marinho. Ela fica no campo Midgard, a cerca de 40 km do centro de Åsgard.

Dentro da estrutura, há dois conjuntos de compressão que trabalham em paralelo. Cada um possui um compressor acionado por um motor elétrico com potência de 11,5 MW. Juntos, eles ajudam a manter o fluxo de gás em direção à plataforma.

O tamanho da instalação chama atenção, mas sua função é direta: dar ao gás a pressão necessária para seguir pelas tubulações quando a força natural das reservas já não oferece a mesma ajuda.

Módulos podem ser retirados e substituídos

A estação foi construída em partes que podem ser substituídas. Isso permite retirar um módulo compressor e instalar outro quando o equipamento precisa de intervenção, sem trocar toda a estrutura que permanece no fundo do mar.

A Equinor, empresa de energia responsável pela operação de Åsgard na Noruega, informa que mantém um conjunto completo de reserva em Kristiansund. Componentes importantes dos módulos antigos também passaram por revisão e foram reutilizados nos novos equipamentos.

Essa organização ajuda a entender por que a manutenção faz parte do projeto desde sua concepção. A estação fica a centenas de metros de profundidade, mas seus principais equipamentos não precisam permanecer ali durante toda a vida útil da estrutura.

Recuperação prevista chega a 90% nos campos Mikkel e Midgard

Com as duas fases do sistema, a taxa de recuperação de gás de Mikkel e Midgard deve chegar a 90%. Esse percentual indica a parcela das reservas dos campos que poderá ser retirada. Ele não mede a eficiência energética dos compressores.

O ganho adicional estimado é de 306 milhões de barris de óleo equivalente. Essa é uma unidade usada para expressar a quantidade de energia contida em diferentes recursos. O número não significa 306 milhões de barris de petróleo bruto.

O caso mostra por que um campo pode continuar recebendo investimentos muitos anos depois de iniciar a produção. Em vez de procurar uma nova reserva, a compressão submarina de gás ajuda a aproveitar melhor uma jazida já conhecida.

No fundo do Mar da Noruega, uma estrutura de 5.100 toneladas tornou possível enfrentar a perda de pressão dos campos e ampliar a recuperação prevista de gás. Para você, o mais surpreendente é o tamanho da instalação ou a possibilidade de substituir seus equipamentos a 270 metros de profundidade?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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