Com gestão da JBS Terminais desde outubro de 2024, o Porto de Itajaí, encerrou 2025 com quase 390 mil TEUs e mais de 430 mil movimentados sob nova administração. O aporte de R$ 220 milhões trouxe guindastes de 125 toneladas, 1.708 tomadas reefers e oito gates, ampliando rotas e previsibilidade.
O Porto de Itajaí, virou um termômetro direto de como investimento e gestão mudam a velocidade de um terminal: em 2025, a operação fechou com quase 390 mil TEUs no ano, depois de um período marcado por paralisação e queda de competitividade.
Ao mesmo tempo, a mudança ganhou escala em pouco tempo: desde outubro de 2024, já foram mais de 430 mil TEUs sob a nova administração, em uma janela de 15 meses que mistura modernização física, reorganização de fluxo e a tentativa de recolocar Santa Catarina numa rota mais estável do comércio internacional.
O que significa “quase 390 mil TEUs” e por que isso vira notícia
TEU é a unidade padrão para medir contêineres, equivalente a um contêiner de 20 pés. Quando um terminal fala em “quase 390 mil TEUs”, ele não está apenas somando caixas: está descrevendo capacidade real de giro, ocupação de pátio, cadência de atracação e eficiência para receber e liberar cargas.
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No caso do Porto de Itajaí,, o volume de 2025 foi apresentado como 11% superior ao registrado em 2022, período anterior à paralisação das atividades do terminal.
Essa comparação chama atenção por um motivo prático: ela sugere que o terminal voltou a operar acima do patamar pré-interrupção, o que costuma exigir sincronia entre navios, pátio, gates e equipamentos de cais.
R$ 220 milhões em modernização: onde o dinheiro aparece na operação

A cifra de aproximadamente R$ 220 milhões foi direcionada a modernização tecnológica e infraestrutura, com foco em tirar gargalos do caminho do contêiner. O destaque mais visível é a aquisição de dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres.
Na prática, esse tipo de equipamento interfere no tempo de operação por navio, na flexibilidade para lidar com diferentes perfis de embarcação e na produtividade de carga e descarga.
Quando um terminal aumenta a capacidade de içamento e alcance, ele mexe no elemento mais “caro” do cronograma: o tempo de berço, que é o período em que o navio fica atracado para ser operado.
Reefers, gates e o lado “invisível” da eficiência
O terminal reforçou a vocação para proteínas e cargas refrigeradas com a instalação de 1.708 tomadas para reefers, os contêineres refrigerados que precisam de energia constante no pátio. Isso não é detalhe técnico, porque a capacidade de “plugar” reefers limita diretamente quanto de carga fria o terminal consegue manter sem risco operacional.
Outro ponto decisivo foi a implementação de oito gates reversíveis, acessos de entrada e saída que podem ter o sentido invertido conforme a demanda. Em termos de logística terrestre, gates são o ponto onde caminhões entram, passam por conferência e liberam ou retiram contêineres.
Quando a infraestrutura de gate melhora, o efeito costuma aparecer em filas menores, melhor distribuição de janelas e mais previsibilidade para transportadoras e embarcadores.
Cais, berços e a engrenagem que conecta Santa Catarina ao mundo
A infraestrutura descrita para o Porto de Itajaí, inclui uma área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais e quatro berços, com 14 metros de profundidade.
Esses números definem o tamanho do “corredor” por onde o comércio passa: quantos navios podem operar, com que porte, e com qual margem de manobra para manter escalas regulares.
A operação trabalha com 10 linhas de navegação regulares e sete escalas semanais, conectando Santa Catarina a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África. Em 2025, o terminal recebeu 384 embarcações, com atuação nos segmentos de Full Conteiner LC e Full Conteiner CB.
E, em janeiro, foi adicionado mais um serviço ao portfólio, o LUX, projetado para conectar o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.
Quem ganha, que cargas dominam e onde a pressão aumenta
A carteira atendida sob nova administração foi descrita como diversificada, com três mil clientes. Na pauta de exportação, as carnes lideram, seguidas pela madeira. Já no fluxo de importação e exportação, aparecem plásticos, alimentos preparados para animais e máquinas de alto valor agregado, um mix que tende a exigir controle de janela, armazenagem e disciplina documental para evitar travas no pátio.
No campo social e de trabalho, a operação sustenta 345 colaboradores diretos e mobiliza diariamente cerca de 600 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs).
Esse ponto costuma ser sensível porque produtividade, escala e segurança do trabalho precisam caminhar juntas: quando o volume cresce, aumenta também a cobrança por rotinas mais rígidas de gestão portuária, treinamento e coordenação de turnos.
O que fica de pé quando os números esfriam
O discurso de retomada não depende só do recorde: ele depende da continuidade. Um terminal vira “hub logístico” quando mantém regularidade, preserva janelas e consegue equilibrar carga refrigerada, carga geral e variações sazonais sem colapsar o acesso terrestre.
No Porto de Itajaí,, a combinação de investimento, equipamentos, infraestrutura de pátio e expansão de serviços sugere um reposicionamento relevante, mas o teste final é sempre o mesmo: manter fluxo acima do período pré-paralisação sem perder previsibilidade para quem exporta e para quem depende do terminal para importar insumos e máquinas.
E, olhando como cidadão e consumidor, isso bate no cotidiano: mais eficiência pode significar prazos mais estáveis para cadeias de suprimento, enquanto gargalos tendem a encarecer fretes e aumentar incertezas para empresas e trabalhadores.
Você já sentiu na prática algum impacto de melhora ou piora na logística (prazo, preço, disponibilidade) por causa de portos no Brasil? E, na sua visão, o que mais muda um terminal: investimento pesado em equipamentos ou gestão e regras de operação no dia a dia?

Se o Brasil tivesse o foco no desenvolvimento, investimentos em infraestrutura como ferrovias, estradas, hidrovias, portos, aeroportos de qualidade, com certeza seríamos p/menos um país desenvolvido, de primeiro mundo e com melhor distribuição de renda.
Quando vejo um país de dimensões continentais, que não apresenta grandes variações de mudanças bruscas nas 4 estações do ano, que produz de tudo nas 5 regiões, c/cerca de 8 mil de litoral, uma das maiores bacias hidrográficas do planeta, as maiores áreas agricultaveis do mundo, as maiores reservas **** e de petróleo, fico a pensar quando vamos tomar **** e começarmos a cobrar de nossas autoridades as verdadeiras mudancas que nosso país tem que passar, começando pela reforma política.
Não dá mais esperar. Já fizeram as reformas da Previdência, Trabalhista, Tributaria, agora fala-se na Administrativa, mas a que deveria ser a primeira, a que baliza todas as outras, que é a política, nunca sai.
Chega de tanta negligência. São tantos desvios de recursos e condutas de nossos governantes, que dá nojo em ver nas autoridades, que deveriam ser os salvaguardas da sociedade, ao ocuparem os cargos e se prevalecer da imunidade dos cargos públicos e praticarem vários crimes, como as fatídicas EMENDAS PIX/SECRETAS.
Nossas autoridades, não têm o direito de negar o desenvolvimento deste país.