Bilionário manteve o mesmo endereço em Omaha durante quase toda a vida adulta, mesmo enquanto sua fortuna cresceu para mais de US$ 140 bilhões e sua carreira transformou a Berkshire Hathaway em um gigante empresarial.
Enquanto fortunas bilionárias costumam ser associadas a mansões espalhadas pelo mundo, Warren Buffett permaneceu ligado durante quase toda a vida adulta ao mesmo endereço em Omaha, no estado americano de Nebraska.
O investidor comprou sua casa em 1958 por US$ 31.500 e continua morando nela quase sete décadas depois, mesmo com um patrimônio estimado atualmente em mais de US$ 140 bilhões.
A escolha chama atenção pela diferença entre o preço original do imóvel e a dimensão alcançada pela fortuna de Buffett.
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Nesta sexta-feira (4), a Forbes estimava seu patrimônio em aproximadamente US$ 144,5 bilhões, colocando-o na 11ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo.
Nascido em 30 de agosto de 1930, Buffett completou 96 anos em 30 de agosto de 2026.
A permanência na mesma casa não depende apenas de relatos sobre os hábitos do bilionário.
Na mensagem publicada em novembro de 2025, ele explicou que a casa fica a cerca de duas milhas da região onde cresceu, menos de dois quarteirões de onde viviam seus sogros e aproximadamente seis quarteirões da antiga mercearia da família Buffett.
Ele também detalhou que o imóvel fica a poucos minutos de carro do edifício onde trabalhou durante décadas.
Buffett comprou a casa antes de se tornar um dos homens mais ricos do planeta
Quando Warren Buffett comprou o imóvel por US$ 31.500, sua trajetória empresarial ainda estava muito distante da escala que alcançaria décadas depois.
A casa fica em Omaha, cidade onde Buffett nasceu e que continuou ocupando um papel central em sua vida pessoal e profissional.
Segundo a Forbes, ele ainda reside no mesmo imóvel adquirido em 1958.
O local tem cinco quartos e, embora esteja longe de ser uma residência minúscula, é consideravelmente mais discreto do que as propriedades normalmente associadas às maiores fortunas do mundo.
A Architectural Digest também registra que Buffett já afirmou que não trocaria a casa por nada.
Décadas depois da compra, o próprio investidor voltou a explicar por que considera aquela decisão tão importante.
Em sua carta aos acionistas da Berkshire Hathaway referente a 2010, Buffett classificou a casa como o terceiro melhor investimento que já havia feito, atrás apenas das alianças de casamento.
A avaliação não estava baseada no retorno financeiro do imóvel.
Buffett escreveu que teria acumulado muito mais dinheiro se tivesse alugado uma residência e aplicado os US$ 31.500 no mercado de ações.
Mesmo assim, destacou que a casa havia proporcionado à família 52 anos de boas lembranças até aquele momento.

A localização também ajuda a explicar por que ele nunca quis sair
A relação de Buffett com a residência vai além das paredes.
Na mensagem publicada em novembro de 2025, quando tinha 95 anos, ele explicou que a casa fica a cerca de duas milhas da região onde cresceu, menos de dois quarteirões de onde viviam seus sogros e aproximadamente seis quarteirões da antiga mercearia da família Buffett.
O caminho até o escritório também sempre foi curto.
Segundo o próprio investidor, o endereço fica a apenas seis ou sete minutos de carro do edifício onde trabalhou por 64 anos.
Esse vínculo com Omaha atravessou praticamente toda sua carreira.
Buffett chegou a trabalhar em Manhattan durante a década de 1950, mas voltou para Nebraska em 1956.
Dois anos depois, comprou a residência que se tornaria seu endereço definitivo.
A escolha acabou acompanhando a transformação de um investidor ainda em início de carreira no principal nome associado à Berkshire Hathaway.
A fortuna cresceu, mas a casa permaneceu
A diferença entre o patrimônio de Buffett e o preço originalmente pago pelo imóvel se tornou cada vez mais evidente com o passar das décadas.
Em setembro de 2026, a Forbes calcula sua fortuna em cerca de US$ 144,5 bilhões.
O valor muda diariamente conforme a cotação das participações que compõem seu patrimônio, principalmente as ações da Berkshire Hathaway.
A própria vida profissional de Buffett também mudou recentemente.
Ele deixou o cargo de CEO da Berkshire Hathaway no fim de 2025.
Greg Abel assumiu como diretor-presidente em janeiro de 2026, enquanto Buffett permaneceu ligado à companhia como presidente do conselho.
Isso corrige um ponto que aparece em versões anteriores da história: Buffett não é mais o CEO da Berkshire Hathaway.
A mudança de comando, porém, não alterou o endereço residencial que ele mantém desde 1958.
McDonald’s e cupons também fazem parte da fama de vida econômica
A casa é apenas o exemplo mais conhecido de um conjunto de hábitos associados à imagem de frugalidade construída por Buffett ao longo de décadas.
Um deles envolve o McDonald’s.
No documentário Becoming Warren Buffett, o investidor descreveu sua rotina de escolher opções relativamente baratas da rede durante o trajeto até o trabalho.

O hábito ganhou notoriedade justamente porque contrastava com a fortuna bilionária acumulada por ele.
Há também um episódio envolvendo Bill Gates.
Em uma carta de 2017, Gates relembrou uma viagem que os dois fizeram a Hong Kong.
Na ocasião, Buffett se ofereceu para pagar uma refeição no McDonald’s e retirou cupons do bolso para fazer o pagamento.
O episódio foi citado pelo próprio Gates ao comentar a conhecida preocupação do amigo em evitar desperdícios.
O detalhe dos cupons, portanto, não é apenas uma história repetida informalmente sobre o investidor.
Ele foi registrado pelo próprio Bill Gates ao recordar a viagem.

Ter mais casas não significaria necessariamente viver melhor, segundo Buffett
Buffett também já falou diretamente sobre a relação entre patrimônio, consumo e satisfação pessoal.
Em 2017, durante a estreia do documentário sobre sua vida em Nova York, afirmou que possuir dez casas não necessariamente o faria mais feliz e comentou que, em determinado momento, os próprios bens passam a exigir atenção de seus donos.
A frase ajuda a contextualizar por que sua residência em Omaha continuou sendo suficiente mesmo depois de sua fortuna atravessar sucessivamente as marcas de dezenas e, posteriormente, centenas de bilhões de dólares.
A casa tampouco foi o único imóvel que Buffett possuiu ao longo da vida.
Ele teve uma residência de férias em Laguna Beach, na Califórnia, comprada em 1971 e vendida em 2018.
Ainda assim, a propriedade de Omaha permaneceu sua residência principal e aquela que ele próprio descreve como sua primeira e única casa no sentido de lar permanente.
Aos 96 anos, Buffett continua no endereço comprado aos 27
Quando adquiriu a casa em 1958, Warren Buffett tinha 27 anos.
Nesse intervalo, a Berkshire Hathaway se transformou em um conglomerado que reúne negócios de seguros, ferrovias, energia, indústria, serviços e varejo.
Buffett, por sua vez, tornou-se um dos investidores mais conhecidos do mundo e acumulou uma fortuna que permanece acima de US$ 100 bilhões mesmo depois de bilhões de dólares destinados à filantropia.
A Forbes informa que ele já doou mais de US$ 68 bilhões ao longo dos anos e mantém o compromisso de destinar mais de 99% de sua riqueza à filantropia.
Ainda assim, uma das coisas que pouco mudaram é o lugar para onde volta no fim do dia.
Em 2010, Buffett já dizia que as lembranças construídas na casa valiam mais para ele do que o retorno financeiro que poderia ter obtido aplicando os US$ 31.500 em ações.
Quinze anos depois, em sua mensagem de 2025, voltou a registrar que continuava ocupando a mesma casa adquirida em 1958.
Assim, enquanto sua fortuna passou por dezenas de bilhões de dólares e a liderança da Berkshire Hathaway chegou a uma nova geração, o endereço escolhido por Buffett aos 27 anos permaneceu essencialmente o mesmo durante quase sete décadas.

