Unidade de Alagoinhas reúne linhas de envase de alta velocidade, cerca de 92 mil m² de área construída e uma cadeia associada a 780 empregos diretos e aproximadamente 3,5 mil indiretos, além da distribuição de bebidas para diferentes mercados do Nordeste.
Em Alagoinhas, no interior da Bahia, a fábrica do Grupo Petrópolis produz cerca de 9 milhões de hectolitros de cerveja por ano, equivalentes a aproximadamente 900 milhões de litros. Esse volume exige uma estrutura integrada de produção, envase, armazenagem, circulação de cargas e expedição para diferentes mercados do Nordeste.
A dimensão física acompanha a capacidade produtiva. A BDG Construtora registra uma ampliação concluída em 2018 com construções totalizando 84.283,22 m², enquanto o Movimento Econômico descreve o complexo com cerca de 92 mil m² de área construída.
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Os dois números foram apresentados em contextos diferentes e não devem ser somados como se os 84,3 mil m² tivessem sido simplesmente acrescentados aos 92 mil m². O primeiro identifica a metragem das construções do projeto executado pela construtora; o segundo, a dimensão construída atribuída ao complexo.
A ficha da obra identifica Alagoinhas, o ano de 2018 e o status de projeto concluído, mas não afirma que a metragem corresponda ao acréscimo líquido sobre a área anterior da fábrica.
A unidade está instalada em Alagoinhas desde 2013 e, conforme o Movimento Econômico, cresceu até ocupar quase o dobro da área construída de sua configuração original. A expansão física acompanhou a incorporação de linhas capazes de processar diferentes embalagens e produtos.
Linhas movimentam centenas de milhares de embalagens por hora
Parte da produção passa por duas linhas destinadas às latas, cada uma com capacidade de até 128 mil unidades por hora. Em conjunto, elas podem chegar a 256 mil latas por hora, ritmo que ajuda a dimensionar o nível de automação empregado na operação.
As garrafas seguem por outras duas linhas, com capacidade aproximada de 62 mil unidades por hora em cada uma, totalizando até 124 mil garrafas por hora. A planta mantém ainda operações voltadas a refrigerantes e chope, ampliando a variedade de produtos processados no mesmo complexo.
A capacidade nominal das linhas mostra a escala disponível para o envase e ajuda a visualizar a infraestrutura necessária para transformar a produção de bebidas em embalagens prontas para armazenamento, carregamento e distribuição.
A produção feita em Alagoinhas abastece principalmente Bahia e Sergipe e também alcança partes do Piauí e do Maranhão. Esse alcance exige conexão entre fábrica, transportadoras, distribuidores, redes varejistas e pontos de venda espalhados por diferentes mercados consumidores.
Empregos ampliam o efeito da fábrica fora dos portões
O peso econômico da unidade também aparece no emprego. O Movimento Econômico atribui à operação cerca de 780 postos diretos e 3,5 mil indiretos, considerando a cadeia associada à atividade da fábrica.

Uma operação desse porte também se conecta a transporte, manutenção, prestação de serviços e fornecimento de materiais. Trabalhadores, insumos, embalagens e cargas circulam pelo complexo enquanto a produção segue para mercados localizados dentro e fora da Bahia.
Alagoinhas também abriga uma grande operação da Heineken e mantém produtores artesanais de cerveja, formando uma concentração industrial que ajudou a transformar o município em polo do setor. A atividade cervejeira passou a ocupar espaço relevante na identidade econômica local.
O município recebeu o título de Capital Estadual da Cerveja, reconhecimento relacionado à presença das grandes fábricas e ao desenvolvimento de produtores artesanais. O título foi instituído em 2023, em uma iniciativa que também criou o festival Bahia Beer.
Água subterrânea integra a estrutura do polo cervejeiro
Uma característica natural de Alagoinhas aparece nessa trajetória: a disponibilidade de água subterrânea. O município está sobre o sistema aquífero Marizal–São Sebastião, cuja água é apontada no levantamento como um dos fatores associados ao desenvolvimento da produção de bebidas na região.
A relação é especialmente importante porque a água constitui matéria-prima essencial na fabricação de cervejas e refrigerantes. O Aquífero São Sebastião passa sob o município e integra o sistema Marizal–São Sebastião, localizado no Recôncavo Norte da Bahia.
Dentro desse ambiente, a fábrica do Grupo Petrópolis funciona como um núcleo que conecta produção em grande escala e logística regional. Os cerca de 92 mil m² de área construída abrigam etapas que vão do envase ao armazenamento e à expedição para diferentes pontos do Nordeste.
Os 9 milhões de hectolitros anuais correspondem a uma média matemática de 750 mil hectolitros, ou cerca de 75 milhões de litros por mês. O cálculo dimensiona o volume anual informado, sem significar que a produção efetiva seja idêntica em todos os meses.
A presença das duas grandes cervejarias amplia o peso do setor na economia municipal. Juntas, Grupo Petrópolis e Heineken somam entre 1.700 e 1.800 empregos diretos em Alagoinhas, conforme os números publicados pelo Movimento Econômico.

