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Com 32 milhões de habitantes, a maior cidade do planeta supera a população de mais de 150 países

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 23/11/2025 às 18:31
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Chongqing impressiona com sua geografia extrema, arranha-céus colossais e bairros construídos em diferentes alturas, criando uma das paisagens urbanas mais únicas e surpreendentes da China
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Chongqing impressiona com sua geografia extrema, arranha-céus colossais e bairros construídos em diferentes alturas, criando uma das paisagens urbanas mais únicas e surpreendentes da China

Chongqing, no sudoeste da China, é um daqueles lugares que parece inventado. Uma cidade oficialmente reconhecida com mais de 32 milhões de habitantes, maior que muitos países inteiros, cortada por rios gigantes, arranha-céus intermináveis, vales profundos, neblina permanente e um ritmo que mistura futuro tecnológico com tradições muito antigas.

Mesmo assim, para grande parte do público ocidental, ela quase não existe no radar. É a maior cidade do mundo por população dentro dos limites administrativos e, ao mesmo tempo, uma das mais desconhecidas fora da Ásia.

A metrópole cresceu de forma acelerada nas últimas décadas, impulsionada por indústrias de tecnologia, transporte fluvial e investimentos urbanos em escala quase inimaginável. A geografia montanhosa, que poderia ter sido um obstáculo, acabou moldando uma arquitetura única.

Ruas surgem como pontes, prédios atravessam túneis e estações de metrô sobem ladeiras como se desafiando a física. Não por acaso, Chongqing é conhecida também como a cidade das “montanhas e luzes”, uma mistura que impressiona qualquer visitante.

O que torna Chongqing tão grande e tão diferente

Ao contrário de outras megacidades chinesas como Xangai ou Pequim, Chongqing não cresceu apenas como um núcleo urbano contínuo. Desde 1997, a cidade é uma das quatro municipalidades diretamente administradas pelo governo central, o que lhe deu o status equivalente ao de uma província.

Isso significa que seus limites incluem áreas urbanas densas, cidades satélites, áreas rurais, parques industriais e regiões montanhosas que se estendem por quase 82 mil quilômetros quadrados. Na prática, é como se uma metrópole absorvesse dezenas de municípios ao seu redor, criando um território gigantesco administrado de forma unificada.

Esse modelo ajudou a impulsionar o desenvolvimento econômico. A cidade se transformou em um polo logístico e industrial para o interior da China, conectando-se ao restante do país através de ferrovias de alta velocidade, portos fluviais estratégicos e corredores logísticos que chegam até a Europa pelo chamado “Novo Cinturão Econômico” da Rota da Seda. Esse impulso também contribuiu para a explosão populacional, com milhões de pessoas migrando para novas oportunidades de trabalho e estudo.

Chongqing também ficou famosa pela sua topografia extrema. É comum que o metrô atravesse edifícios, que pontes tenham mais de 1 quilômetro de extensão e que bairros inteiros fiquem distribuídos em diferentes alturas, variando dezenas de metros entre uma rua e outra. A experiência de caminhar pela cidade lembra uma mistura de metrópole moderna, paisagem montanhosa e cenário de ficção científica.

Crescimento, cultura e a vida em uma megacidade de 32 milhões de pessoas

A vida em Chongqing acontece em vários níveis. Literalmente. A cidade foi construída em camadas. Em alguns bairros, o térreo de um prédio pode ser o 10º andar do edifício vizinho, tamanha é a diferença de altura entre as ruas. A densidade de prédios residenciais também impressiona. São torres de mais de 40 andares surgindo em todos os cantos, muitas vezes tão próximas que parecem formar paredes gigantescas de concreto e vidro.

A cultura local também tem um papel fundamental. Chongqing é a capital do hot pot picante, um dos pratos mais famosos da China. Restaurantes fervilham madrugada adentro e as ruas ganham um aroma característico de pimenta e especiarias.

À noite, a cidade vira um espetáculo à parte. Milhares de prédios se iluminam, pontes brilham sobre o rio Yangtzé e barcos turísticos cruzam o encontro dos rios Jialing e Yangtzé, criando um visual que ficou conhecido como a “Nova Hong Kong do interior”.

O clima, porém, não perdoa. Chongqing é tão úmida e quente no verão que ganhou o apelido de “fornalha da China”. Já no inverno, a cidade parece viver envolta em neblina por semanas seguidas, um fenômeno que cria uma atmosfera quase cinematográfica, reforçada pelos prédios que desaparecem no horizonte.

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Por que Chongqing virou símbolo do futuro urbano da China

O governo chinês usa Chongqing como exemplo de planejamento urbano, industrial e logístico voltado para o interior do país. A cidade recebeu investimentos bilionários em transporte, habitação, energia e mobilidade de massa. Hoje, conta com dezenas de linhas de metrô e monotrilho, avenidas suspensas, pontes colossais e túneis que cruzam montanhas inteiras.

Sua indústria tecnológica também é uma das mais avançadas da China, especialmente nos setores automotivo, de eletrônicos, robótica e inteligência artificial. Empresas internacionais se instalaram ali atraídas pela infraestrutura e pelos centros de inovação de alto nível.

Com tamanho, população e potencial econômico, Chongqing se tornou um laboratório urbano do século XXI. É o retrato de como grandes países estão reorganizando suas megacidades, expandindo territórios administrativos e criando polos gigantescos para sustentar economias complexas e populosas.

Apesar de tudo isso, ainda é uma das maiores cidades do planeta pouco conhecidas pela maior parte do público ocidental, o que aumenta o fascínio: como pode uma cidade de 32 milhões de habitantes ainda ser um mistério para tantos?

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Silvio
Silvio
25/11/2025 11:26

China é um povo superior.. não há mais dúvidas

José Neiva
José Neiva
25/11/2025 07:40

🤔No, thanks!

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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