A pesquisa dos cientistas da Universidade da Califórnia usa simulações hidrodinâmicas para testar o engolfamento planetário, cenário em que o Sol, ao consumir o hidrogênio do núcleo, vira uma gigante vermelha e pode engolir Mercúrio, Vênus e possivelmente Terra em 5 bilhões de anos com efeito na luminosidade por milênios
No debate sobre o destino do planeta, um ponto vira consenso dentro da própria astronomia: o Sol não fica estável para sempre. Nesta pesquisa, os cientistas da Universidade da Califórnia tentam colocar números e física num cenário que costuma ser tratado como abstração, o engolfamento planetário, e o recado é direto: o relógio cósmico não para.
A conta principal aparece numa escala difícil de imaginar, 5 bilhões de anos, mas ela tem um valor jornalístico imediato. Ela ajuda a entender por que o Sol, ao longo da evolução estelar, pode se transformar em uma gigante vermelha capaz de engolir Mercúrio, Vênus e possivelmente a Terra, mudando também a própria luminosidade por longos períodos e alterando o que se observa a partir de longe.
O que está em jogo quando se fala em engolfamento planetário
Engolfamento planetário é o nome dado ao processo em que um planeta acaba envolvido pela atmosfera externa de sua estrela.
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Na formulação usada pelos cientistas da Universidade da Califórnia, isso entra em cena quando o Sol muda de fase e passa a expandir as camadas externas, aproximando o limite da estrela dos planetas mais próximos.
O termo tem um peso especial porque não descreve só uma colisão simples ou um desaparecimento instantâneo. Ele envolve transferência de energia entre estrela e planeta, atrito e aquecimento, com efeitos que podem remodelar o próprio comportamento da estrela por algum tempo.
É por isso que a pesquisa trata o engolfamento planetário como um evento dinâmico, não como um detalhe de rodapé.
Quando se lê que um planeta pode ser engolido, vale entender a nuance: a estrela cresce, o ambiente muda e o planeta passa a interagir com um meio denso e quente.
A fronteira entre planeta e estrela deixa de ser um limite limpo, e essa zona intermediária é o que as simulações hidrodinâmicas tentam representar.
Por que o Sol pode virar uma gigante vermelha
O gatilho central é a exaustão do hidrogênio no núcleo do Sol.
Quando esse combustível se esgota, o Sol entra em uma etapa evolutiva diferente, e a expressão técnica mais usada para essa fase é gigante vermelha, marcada por expansão e mudanças no equilíbrio interno da estrela.
Isso significa que a estrutura do Sol deixa de ser a que conhecemos hoje.
A pesquisa descreve um processo capaz de provocar mudanças drásticas na estrutura e na luminosidade, porque a estrela passa a redistribuir energia e matéria em escalas enormes.
É nesse ponto que a frase fica concreta: o Sol virar uma gigante vermelha significa ter uma atmosfera externa muito maior do que a atual, com impacto direto sobre Mercúrio e Vênus e, no limite, sobre a Terra.
A ideia não é um susto imediato, mas uma mudança física previsível dentro do ciclo de vida estelar.
Como as simulações hidrodinâmicas tentam reproduzir esse futuro
O estudo citado trabalha com simulações hidrodinâmicas, um tipo de modelagem que tenta reproduzir o comportamento de materiais e gases sob condições extremas, como as de uma estrela em expansão.
A proposta é entender com mais detalhe como a interação com um planeta pode acelerar ou modificar etapas do engolfamento planetário.
Essas simulações são usadas porque o fenômeno mistura gravidade, aquecimento e movimento de gases, tudo ao mesmo tempo.
Em vez de tratar o planeta como um ponto e a estrela como uma esfera ideal, a modelagem tenta capturar a física da interação, camada por camada, como um processo contínuo.
Na prática, a simulação procura capturar o que acontece quando um planeta passa a transferir energia para o Sol e, ao mesmo tempo, sofre com o ambiente denso e quente das camadas externas.
O ponto crucial, ressaltado na pesquisa, é que o engolfamento planetário não depende apenas da estrela, mas também da massa do planeta engolido e do estágio evolutivo do Sol.
Mercúrio, Vênus e a dúvida que sobra sobre a Terra
O cenário destacado pelos cientistas da Universidade da Califórnia coloca Mercúrio e Vênus como candidatos diretos a serem engolidos quando o Sol virar uma gigante vermelha.
A Terra aparece como uma possibilidade, não como uma certeza, e essa distinção muda o tom do debate sobre 5 bilhões de anos.
A palavra possivelmente importa porque, nesse tipo de simulação, o resultado depende de como a interação estrela planeta evolui ao longo do tempo.
Um detalhe de dinâmica e energia pode empurrar o sistema para caminhos diferentes, e é por isso que o estudo evita certezas absolutas sobre a Terra.
Mesmo assim, a projeção tem efeito simbólico porque a Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos. Isso coloca a discussão numa linha do tempo contínua: um planeta com bilhões de anos de história pode, em bilhões de anos, enfrentar a fase final de sua estrela.
Em escala humana, tudo isso é inalcançável; em escala cósmica, é um intervalo relativamente curto.
O que acontece com a luminosidade quando um planeta é engolido
As simulações indicam que os planetas engolfados enfrentam alterações profundas por causa da energia trocada com o Sol.
Dependendo do tamanho e da composição, o efeito pode variar, e a pesquisa aponta que a interação entre a estrela e o planeta engolfado pode resultar em um aumento na luminosidade do Sol por milhares de anos.
Essa parte do estudo importa porque dá um tipo de assinatura observável.
Se a luminosidade muda por um período prolongado, astrônomos podem interpretar melhor sinais em outras estrelas que estejam em fases evolutivas semelhantes, com sistemas planetários variados.
A liderança do trabalho é atribuída a Ricardo Yarza, e a ênfase passa pela ideia de que estrelas evoluídas podem aumentar o brilho conforme a massa do planeta engolido e o estágio evolutivo do Sol.
O engolfamento planetário, nesse enquadramento, deixa de ser apenas um destino e vira também um mecanismo capaz de alterar o que se vê no céu.
Por que falar em 5 bilhões de anos ainda mexe com o presente
A distância do prazo costuma anestesiar. Só que, ao colocar 5 bilhões de anos como referência, os cientistas da Universidade da Califórnia jogam luz sobre um fato que raramente entra na conversa cotidiana: o Sol é um sistema em evolução, e a estabilidade atual é apenas uma fase.
A pesquisa também se conecta a um esforço maior de entender como estrelas mudam e como planetas sobrevivem, migram ou desaparecem ao longo do tempo.
O estudo cita que observações de sistemas planetários variados ajudam a prever variações no comportamento estelar e suas possíveis consequências.
No fundo, a discussão é menos sobre medo e mais sobre compreensão do lugar da Terra num universo vasto. Quando a expressão engolfamento planetário aparece, ela carrega um lembrete duro: as condições que permitem oceanos, atmosfera e vida dependem de uma estrela que também muda.
Em 5 bilhões de anos, o Sol virar uma gigante vermelha pode ser o capítulo que encerra a história dos planetas internos.
A ciência costuma ser acusada de olhar longe demais, mas aqui o detalhe técnico tem um efeito simples: ajuda a entender o que o Sol pode se tornar e por que o engolfamento planetário virou tema de simulações hidrodinâmicas.
Se o prazo é de 5 bilhões de anos, o impacto imediato está no modo como pensamos a Terra e na fragilidade do cenário que parece permanente.
No fim, a pergunta não é quando isso acontece, porque o número já está posto, e sim o que essa ideia provoca hoje. Você acha que o Sol virar uma gigante vermelha é um destino inevitável para os planetas internos, ou a hipótese de a Terra escapar ainda faz sentido para você? Que evidência, ou que descoberta, mudaria sua opinião de verdade?

Bem otimista esta previsão dos cientistas. Quem viver verá.
Em bem menos desta data,serei dono do universo.
LULI PICANHA Vai Acabar com o País Muito Antes Que Isso 😌.
Kkkkkkk