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Chevrolet Celta brasileiro vai correr em Daytona contra Porsche, BMW e Mustang: projeto feito no Brasil chega aos EUA para enfrentar 100 carros em uma das provas mais duras do mundo

Escrito por Ana Alice
Publicado em 08/02/2026 às 04:39
Atualizado em 08/02/2026 às 04:40
Assista o vídeoChevrolet Celta preparado no Brasil está inscrito nas 14 Horas de Daytona e vai enfrentar BMW e Mustang em prova de endurance nos EUA. (Imagem: Edmar Salguero Junior/Autoesporte/Reprodução)
Chevrolet Celta preparado no Brasil está inscrito nas 14 Horas de Daytona e vai enfrentar BMW e Mustang em prova de endurance nos EUA. (Imagem: Edmar Salguero Junior/Autoesporte/Reprodução)
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Um carro popular brasileiro preparado no país está confirmado em uma corrida de longa duração nos Estados Unidos, em um grid com marcas tradicionais do automobilismo internacional, após anos de desenvolvimento técnico, adaptação logística e negociações regulatórias para competir fora do Brasil.

Um Chevrolet Celta 2012 preparado no Brasil está inscrito para disputar a prova “The Daytona 14-Hour”, da ChampCar Endurance Series, marcada para 11 de abril de 2026, no Daytona International Speedway, nos Estados Unidos.

O carro aparece na lista oficial de inscritos do evento com o nome da equipe paulista Callflex Racing e número 33, em um grid limitado a 100 veículos.

A presença do modelo brasileiro ocorre em um contexto de forte diversidade técnica.

A relação divulgada pela organização indica a participação de carros como Ford Mustang, Chevrolet Camaro, BMW, Mazda e Porsche.

Segundo os dados oficiais, há 13 Mustangs e cinco Camaros inscritos, além de 32 veículos da BMW e 16 da Mazda, principalmente do modelo Miata, além de diferentes gerações de Porsche.

A corrida será disputada no traçado misto de Daytona, que combina o circuito interno com o oval.

De acordo com o regulamento suplementar do evento, as curvas do oval têm inclinação de até 31 graus, característica que impõe exigências específicas de acerto, resistência mecânica e gestão de ritmo ao longo das 14 horas de prova.

Inscrição do Celta e o projeto da equipe brasileira

A Callflex Racing afirma que a participação em Daytona com um carro próprio faz parte de uma estratégia de consolidação do projeto fora do Brasil.

Fundada em 2018, a equipe surgiu no ambiente do automobilismo amador e passou a estruturar sua atuação a partir de experiências em track days e provas de carros de produção adaptados para competição.

Alexandre Azzoni, empresário do setor de tecnologia, piloto e um dos fundadores da equipe, afirma que a trajetória não seguiu um planejamento fechado desde o início.

Segundo ele, o grupo avançou de forma gradual, priorizando aprendizado técnico e organização.

Em declaração à reportagem, Azzoni diz que o objetivo sempre foi entender os limites do projeto a partir dos recursos disponíveis.

A equipe também é formada por Alex Benedetti e Leandro Justo, que aparecem como responsáveis por diferentes frentes do trabalho.

Benedetti relata experiência prévia em modalidades do automobilismo amador, como arrancada, slalom e corridas de turismo.

Justo, por sua vez, destaca a importância de transformar a prática esportiva em uma operação estruturada, capaz de sustentar compromissos de longa duração.

Endurance e aprendizado em provas longas no Brasil

A Callflex aponta a participação em provas de endurance no Brasil como um divisor de águas no desenvolvimento do time.

Até então, a maior parte da vivência vinha de competições mais curtas, nas quais erros pontuais tinham impacto limitado.

Em provas de longa duração, segundo integrantes da equipe, falhas de preparação ou estratégia podem comprometer todo o resultado.

A estreia nesse tipo de desafio ocorreu nas Mil Milhas, com um Voyage preparado de forma independente.

À época, a estrutura disponível era reduzida, sem caminhão de apoio ou grande estoque de peças.

Alex Benedetti afirma que esse cenário ajudou a equipe a dimensionar a diferença entre provas curtas e corridas de resistência.

A partir dessa experiência, a Callflex decidiu manter como diretriz o uso de carros de produção.

Segundo o time, a escolha não foi motivada apenas por orçamento, mas também por identidade técnica.

Leandro Justo afirma que trabalhar com veículos originalmente de rua influencia diretamente as escolhas de projeto, manutenção e estratégia.

Volkswagen up! como etapa de desenvolvimento técnico

Antes do Celta, a equipe desenvolveu um projeto com o Volkswagen up!.

O modelo foi utilizado em provas de endurance no Brasil e, segundo a Callflex, tornou-se o primeiro carro de produção com motor três-cilindros turbo a disputar esse tipo de corrida no país.

Nas Mil Milhas de 2024, o up! completou a prova e terminou em segundo lugar em sua categoria.

De acordo com a equipe, o resultado foi consequência de constância de ritmo e confiabilidade mecânica.

A experiência reforçou a avaliação interna de que o próximo passo poderia envolver um desafio internacional.

Por que o Chevrolet Celta foi escolhido para Daytona

Após uma participação internacional em 2023 com um carro alugado, a Callflex definiu que um eventual retorno aos Estados Unidos seria feito com veículo próprio.

A escolha do Chevrolet Celta foi tomada nesse contexto.

Segundo a equipe, a decisão considerou fatores técnicos, logísticos e simbólicos, mas também envolveu riscos adicionais.

Leandro Justo afirma que optar por um modelo sem histórico competitivo nos Estados Unidos exigiu negociações com a organização da ChampCar.

O carro recebeu autorização para competir em uma classe de exceção, procedimento previsto no regulamento, mas menos comum dentro da categoria.

O desenvolvimento do Celta levou cerca de dois anos, período que incluiu preparação mecânica, testes e adaptação às exigências técnicas da prova.

Alexandre Azzoni destaca que a complexidade não se limitou ao carro em si, mas também ao planejamento de operação fora do país.

Logística internacional e preparação nos Estados Unidos

O Chevrolet Celta foi preparado integralmente no Brasil e enviado aos Estados Unidos por transporte marítimo em contêiner.

Segundo informações divulgadas pela própria equipe, a travessia durou cerca de 40 dias.

O embarque ocorreu no terminal de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

O desembarque foi realizado no porto de Everglades, na Flórida.

Após a chegada, o carro seguiu para a oficina da MapGreen, responsável pelo suporte final de adaptação ao regulamento da ChampCar e pela operação durante a corrida.

A Callflex afirma que a opção pelo transporte marítimo foi adotada por questões de viabilidade financeira, apesar dos prazos mais longos.

Prova, transmissão e expectativas da equipe

A prova “The Daytona 14-Hour” está confirmada para 11 de abril de 2026 e integra o calendário oficial da ChampCar Endurance Series.

A organização informa que o evento terá transmissão ao vivo pelo YouTube, prática comum nas etapas do campeonato.

A Callflex também prevê a utilização de câmera onboard própria e cobertura nas redes sociais durante a corrida.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Internamente, integrantes da equipe afirmam que o projeto tem impacto que vai além do resultado esportivo.

Leandro Justo afirma que a ideia é demonstrar que existe um caminho possível a partir de experiências iniciais em pista, desde que haja organização e continuidade.

Alex Benedetti afirma que o objetivo nunca foi reproduzir modelos consolidados, mas desenvolver soluções dentro da realidade do grupo.

Com a largada marcada em Daytona, o Chevrolet Celta da Callflex Racing passará a integrar um grid numeroso e tecnicamente diverso.

Ao longo de 14 horas, fatores como confiabilidade, estratégia e gestão de equipe tendem a ser determinantes.

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Artur V Gomes
Artur V Gomes
08/02/2026 21:23

Já estou na torcida pelo CELTÃO ! ! !

Oscar Brasileiro
Oscar Brasileiro
08/02/2026 13:50

Estaremos torcendo pelo nosso Celtinha 🚦🚀🚀🚀

Ricardo torquato
Ricardo torquato
08/02/2026 12:04

Parabéns aos envolvidos!

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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