O novo Chevrolet Captiva PHEV apareceu sem camuflagem em testes no interior de São Paulo. O SUV de 204 cv terá motor a gasolina, bateria recarregável e montagem no Ceará, entrando na disputa com híbridos chineses.
O Chevrolet Captiva voltou a aparecer no Brasil com uma diferença importante em relação ao SUV elétrico que já está nas lojas: desta vez, o carro leva também um motor a gasolina. Fotografado sem os disfarces que escondiam suas linhas nos primeiros testes, o Captiva PHEV foi visto pela revista Quatro Rodas no interior de São Paulo e se aproxima de uma estreia que pode mexer com uma das disputas mais fortes do mercado brasileiro.
A Chevrolet confirmou que o modelo será montado ainda em 2026 na Planta Automotiva do Ceará, em Horizonte. A novidade é a combinação de combustível e tomada em um SUV de porte familiar, caminho pelo qual BYD, GWM e outras marcas chinesas vêm conquistando consumidores interessados em economizar combustível sem depender de recargas para todas as viagens.
O flagrante revela um detalhe que muda tudo na Captiva
O novo Captiva PHEV tem a mesma base visual da Captiva EV já oferecida pela Chevrolet, mas aparece com duas portinholas laterais: uma para colocar gasolina e outra para recarregar a bateria. Essa diferença permite reconhecer o híbrido plug-in mesmo quando a carroceria parece igual à do elétrico.
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As imagens feitas em São Paulo mostram um veículo de testes muito próximo de sua aparência de produção. O flagrante permite ver o desenho final que os protótipos camuflados escondiam, embora o início das vendas ainda dependa de anúncio oficial.
O SUV resulta do projeto chinês Wuling Starlight S, da associação entre SAIC e General Motors. Na versão brasileira, será vendido com a marca Chevrolet, mas o desenho e a proposta de eletrificação vêm dessa plataforma desenvolvida na China.
Até 90 km movido a eletricidade: e se acabar a bateria?
A configuração já conhecida em mercados vizinhos reúne motor 1.5 a gasolina aspirado e motor elétrico dianteiro, com potência combinada de 204 cv. A bateria tem 20,5 kWh e a referência internacional é de cerca de 90 km de autonomia elétrica, segundo a Quatro Rodas. A marca ainda precisa divulgar os números homologados especificamente para o Brasil.

O uso muda conforme a rotina. Um motorista que consiga recarregar em casa ou no trabalho pode fazer parte dos deslocamentos cotidianos com energia da tomada. Para uma viagem longa, o motor a gasolina continua disponível. O alcance combinado mencionado para o projeto supera 1.000 km em condições de referência internacionais, algo a ser confirmado nos testes brasileiros.
A recarga externa é o que diferencia a Captiva PHEV de um híbrido convencional: ela aceita energia da tomada e utiliza uma bateria maior. Quem não dispõe de local para conectar o veículo continuará podendo abastecê-lo, mas aproveita menos uma das principais vantagens do sistema.
Um SUV maior que o Corolla Cross entra na briga dos híbridos
Com 4,74 metros de comprimento e 2,80 metros de distância entre os eixos, o Captiva PHEV tem dimensões superiores às do Corolla Cross. O espaço é um trunfo para famílias que procuram um SUV médio e estão comparando modelos híbridos de diferentes fabricantes.
Na lista de possíveis rivais estão BYD Song Pro, Song Plus, GWM Haval H6 e Geely EX5 EM-i. Cada um oferece soluções próprias de eletrificação; o confronto real de preços e equipamentos depende da configuração definitiva que a Chevrolet anunciar para o Brasil.
O carro apresentado fora do país conta com central multimídia de 15,6 polegadas, teto panorâmico e sistemas de assistência à condução, como frenagem automática e câmeras de visão ampla. A composição dos pacotes brasileiros ainda será definida pela marca.
No Ceará, a estreia terá uma particularidade que muita gente desconhece
A operação de Horizonte montará o Captiva PHEV pelo sistema SKD, sigla usada para o processo em que conjuntos parcialmente montados chegam à fábrica e recebem etapas finais de instalação no país. É diferente de fabricar localmente, peça por peça, todo o conjunto mecânico e a carroceria.
A unidade cearense já começou a montar o Spark EUV e a Captiva EV. Em comunicado de 26 de agosto, a General Motors confirmou o híbrido plug-in como o terceiro integrante dessa linha industrial. A Captiva PHEV amplia a gama eletrificada da Chevrolet para um público que quer rodar com bateria carregada no dia a dia e ainda abastecer na estrada.
A fabricante ainda não apresentou preço, consumo homologado ou data exata de início das vendas do Captiva PHEV. A possibilidade de ter quilômetros elétricos no dia a dia sem abandonar as viagens abastecidas com gasolina já está definida; falta saber quanto a Chevrolet vai cobrar por isso.
Você consideraria trocar seu SUV por um híbrido que também carrega na tomada? Conte nos comentários se a liberdade para viajar com gasolina pesa mais do que a economia elétrica nos percursos curtos.
