Craig e Connie Cook transformaram uma propriedade em Ontário, no Canadá, em uma casa autossuficiente, reduzindo despesas com água, eletricidade e climatização antes da aposentadoria.
Uma decisão tomada pensando na aposentadoria mudou completamente a maneira como Craig e Connie Cook passaram a morar no Canadá.
O casal trabalhava como zelador em uma escola primária quando começou a calcular quanto teria disponível depois de deixar os empregos.
As contas mostraram que uma parcela importante da renda continuaria comprometida com as despesas domésticas.
-
Família compra cabana abandonada em 1945, amplia terreno para 365 acres para impedir construções e acaba ajudando a preservar florestas, dunas, áreas úmidas e praias no lago Michigan
-
Sem estrada e a 1.638 metros de altitude nos Alpes, cabana isolada recebe caixas de cerveja penduradas em helicóptero, abastecimento pelo céu viraliza e ultrapassa 10 milhões de visualizações
-
Adolescente transforma projeto da 8ª série no Hot Seat, sistema criado para alertar quando uma criança fica esquecida no carro
-
Aos 49 anos e vivendo nas ruas de Florianópolis após enfrentar problemas de saúde, homem participa de dois aulões gratuitos, recebe isenção, transporte e alimentação, passa em processo seletivo da Comcap e começa o ano trabalhando como auxiliar operacional da limpeza pública
Craig e Connie buscaram uma alternativa capaz de reduzir esses custos de maneira permanente.
A solução encontrada foi uma Earthship, modelo residencial desenvolvido para integrar energia, água, controle térmico e produção de alimentos.
O projeto utilizou cerca de 1.200 pneus descartados nas paredes, além de painéis solares e um sistema para captar água da chuva.
A redução das despesas domésticas ajudou o casal a alcançar outro objetivo: deixar o trabalho aos 55 anos.

Busca por uma casa diferente começou antes da aposentadoria
Craig e Connie moravam anteriormente em uma residência convencional e começaram a pesquisar alternativas para diminuir seus gastos futuros.
A primeira possibilidade analisada envolvia construções feitas com fardos de palha.
A pesquisa levou o casal até as Earthships, conceito desenvolvido pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds.
Craig e Connie compraram uma propriedade rural e decidiram adaptar a proposta ao clima de Ontário.
O objetivo era integrar diferentes recursos em uma única construção e, principalmente, diminuir a dependência de serviços externos.
Cerca de 1.200 pneus descartados foram parar nas paredes
Uma das características mais incomuns da residência está escondida em sua própria estrutura.
Cerca de 1.200 pneus usados receberam terra fortemente compactada e passaram a funcionar como grandes blocos nas paredes.
Uma camada de argamassa foi utilizada posteriormente para cobrir a estrutura.
O reaproveitamento dos pneus também proporcionou uma característica importante para o funcionamento térmico da Earthship.
A grande massa das paredes absorve energia térmica e libera esse calor gradualmente.
Esse processo ajuda a reduzir as oscilações de temperatura dentro da residência durante diferentes períodos do ano.
Casa mantém temperatura próxima dos 20°C sem climatização convencional
O clima de Ontário tornou o controle térmico uma das partes importantes do projeto.
A residência combina massa térmica, isolamento, circulação de ar e aquecimento solar passivo para estabilizar a temperatura interna.
O posicionamento das janelas também permite aproveitar melhor a incidência solar durante os períodos mais frios.
Craig relatou que a temperatura permanece em uma faixa aproximada de 2°C em torno dos 20°C ao longo das estações.
A casa consegue manter essa condição sem depender de ar-condicionado ou de um sistema convencional de aquecimento.
A própria arquitetura, dessa maneira, desempenha parte do trabalho normalmente realizado por equipamentos de climatização.
Água que cai sobre o telhado abastece os moradores
A redução das despesas também alcançou um recurso indispensável para qualquer residência: a água.
O telhado coleta a chuva, enquanto um sistema instalado na propriedade armazena e filtra o recurso para utilização dos moradores.
A Earthship também reaproveita parte dessa água e utiliza soluções destinadas a diminuir o consumo.
Craig e Connie estimaram ao The Weather Network um consumo conjunto de apenas seis galões diariamente.
O volume corresponde a aproximadamente 22,7 litros de água por dia para o casal.
A estrutura permite, portanto, diminuir a dependência de uma rede convencional de abastecimento.
Painéis solares de 7,5 kW fornecem eletricidade para a casa
A produção de eletricidade segue a mesma proposta de autonomia adotada no abastecimento de água.
Um conjunto de painéis solares com capacidade de 7,5 kW fornece energia para a residência.
Craig e Connie estimaram sua demanda elétrica em aproximadamente 1 kWh por dia.
A eletricidade abastece equipamentos domésticos como geladeira, freezer, televisão e computador.
O casal, com isso, não mantém contas convencionais de água e eletricidade relacionadas à residência.
A autonomia não eliminou todas as despesas mensais.
Telefone, internet e a compra de determinados alimentos continuam fazendo parte do orçamento de Craig e Connie.
Plantação dentro da residência produz alimentos no Canadá
Uma das partes mais curiosas da Earthship aparece no interior da própria casa.
Um ambiente protegido permite que Craig e Connie cultivem alimentos mesmo diante das condições climáticas de Ontário.
A temperatura relativamente estável cria condições para o desenvolvimento de diferentes plantas ao longo do ano.
O casal relatou cultivar produtos como cenoura, batata-doce e tomate.
Bananas também chegaram a crescer dentro do ambiente protegido da propriedade.
A produção de alimentos integra a proposta das Earthships, juntamente com geração energética, aproveitamento de água e controle térmico.
Redução das contas ajudou casal a deixar o trabalho aos 55 anos
A motivação econômica esteve presente desde o início do projeto.
Craig e Connie perceberam que a renda esperada durante a aposentadoria teria dificuldade para acompanhar as despesas mantidas enquanto trabalhavam.
A Earthship mudou principalmente os custos recorrentes associados à moradia.
Uma reportagem do The Weather Network estimou em aproximadamente 90 mil dólares canadenses o valor dos materiais utilizados na construção.
Craig afirmou que provavelmente continuaria trabalhando caso ainda precisasse assumir os custos convencionais daquela residência.
A redução das despesas com água, eletricidade e climatização contribuiu para que Craig e Connie deixassem seus empregos aos 55 anos.
A emissora pública TVO voltou à propriedade em 2024 e encontrou o casal ainda vivendo na Earthship.
O projeto pensado para diminuir despesas acabou transformando toda a rotina dos dois.
Pneus descartados viraram paredes, a chuva passou a fornecer água, painéis solares produziram eletricidade e parte dos alimentos começou a crescer dentro da residência.
A experiência de Craig e Connie mostra como uma decisão relacionada aos custos da aposentadoria acabou criando uma forma completamente diferente de morar.
Você viveria em uma casa construída com pneus, energia solar, água da chuva e uma plantação no interior para reduzir as despesas mensais?

