Adega escondida de 14 m² em casa na zona Sul de São Paulo guardava dezenas de vinhos antigos, incluindo um Château Margaux de 45 anos
Um casal que comprou uma casa na zona Sul de São Paulo encontrou dezenas de vinhos antigos brasileiros e internacionais esquecidos desde a década de 1970 em uma adega na garagem, descoberta durante a reforma e depois exibida em vídeo.
Néia e Sérgio Cabral já sabiam, pela planta do imóvel, que havia uma “adega secreta”, mas não imaginavam tantas garafas guardadas.
A surpresa apareceu quando a reforma da casa avançou e o casal decidiu abrir uma pequena porta na garagem.
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O que havia no espaço
No espaço de cerca de 14 m², estavam dezenas de vinhos brasileiros e internacionais, esquecidos desde a década de 1970.
As garrafas foram encontradas empoeiradas, com rolhas e rótulos intactos, mas o casal ainda não sabe o que fará com elas.
Segundo a especialista em vinhos Ana de Andrade, a poeira funciona como sinal positivo, porque mostra que as garrafas não são movimentadas há muito tempo.
Ainda assim, isso não basta para definir se os vinhos estão aptos ao consumo.
Destaque entre os rótulos
Ao observar os rótulos, Ana destacou uma garrafa de bordeaux Château Margaux, com 45 anos. Para ela, esse exemplar tem ótimo valor comercial e ainda pode ser perfeito para beber, mas a avaliação das condições de vedação continua necessária.

Valor e destino possível
A especialista também ressalta que, mesmo quando os vinhos antigos não resistem a tanto tempo, ainda pode existir mercado em leilões voltado a colecionadores.
Por isso, o estado do armazenamneto e da vedação será decisivo para medir valor e segurança.
Vídeo ampliou repercussão
O achado ganhou força também fora da casa. A descoberta da adega secreta virou tema de um vídeo publicado no TikTok, que já ultrapassa 100 mil visualizações e ampliou o interesse sobre os vinhos antigos encontrados na garagem do imóvel.
Até agora, o casal não decidiu o destino das garrafas, enquanto tenta entender se o conteúdo pode ser consumido ou comercializado depois.

Com informações de CNN.
Você também pode gostar: Arqueólogos encontram no México um altar de sacrifício com mais de 1.000 anos, cercado por crânios, ossos humanos e sinais de rituais do Império Tolteca

Arqueólogos no México identificaram um altar tolteca de pedra usado em rituais de sacrifício humano há mais de 1.000 anos, durante escavações ligadas a um projeto de transporte perto de Tula, a 88 quilômetros ao norte da Cidade do México, ampliando o conhecimento sobre práticas rituais e organização social da antiga civilização.
Descoberta perto de Tula
A descoberta ocorreu nas proximidades do sítio arqueológico de Tula, antiga capital do Império Tolteca. As escavações estavam vinculadas a um projeto de transporte na região.
Além do altar tolteca, os pesquisadores encontraram ossos humanos, facas de obsidiana e vasos de cerâmica. O conjunto indica uso ritual da área.
A estrutura foi descrita como um momoztli, termo em náuatle para esse tipo de altar. Ela tem formato quadrado, cerca de um metro por um metro, e é composta por três camadas de pedra.
Ossos humanos e oferendas
Durante os trabalhos, foram recuperados quatro crânios humanos e diversos ossos de pernas. Esses vestígios estavam distribuídos em três lados do altar.
Segundo Víctor Francisco Heredia Guillén, os restos provavelmente pertencem a indivíduos sacrificados como parte de oferendas.
Ele afirmou que isso é indicado pela localização dos materiais em seções específicas da estrutura.
Heredia também disse que não é possível saber se há outros vestígios subterrâneos que não podem ser vistos fisicamente.
Indícios sobre o complexo
Vestígios de paredes ao redor da estrutura sugerem que o altar estava em um pátio. Áreas adjacentes também indicam a existência de cômodos que podem ter feito parte de um complexo maior.
De acordo com a interpretação apresentada, esse conjunto poderia corresponder a um palácio ou a uma residência ligada à elite de Tula.
Tula teve papel central na Mesoamérica entre a queda de Teotihuacán, por volta de 550 d.C., e a ascensão de Tenochtitlán, em 1325. A cidade floresceu como capital tolteca entre 950 e 1150.
Rituais no auge tolteca
Os pesquisadores acreditam que o altar data do auge do domínio tolteca, período em que o grupo já era conhecido por sua tradição guerreira. Há indícios de que sacrifícios humanos ocorriam após vitórias militares.
Um dos crânios parece estar ligado a parte da coluna vertebral, o que sugere decapitação ritual. Heredia explicou que esses atos ainda eram feitos com facas de obsidiana ou sílex.
Estudos sobre as vítimas
Apesar das evidências, ainda existem perguntas abertas sobre a identidade das vítimas.
Estudos antropológicos devem apontar o sexo dos indivíduso, enquanto análises químicas podem indicar se eles vieram da região ou de outras áreas.
Para Claudia Curiel de Icaza, cada descoberta como essa amplia o conhecimento sobre uma das grandes civilizações da Mesoamérica.
Os achados também reforçam a importância de Tula e ofeecem pistas sobre seus rituais.
Com informações de Aventuras na História.

