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BYD King GS despenca mais de R$ 37 mil em 2 anos e vira sedã híbrido usado de R$ 144 mil, com 235 cv, 33,1 kgfm, 80 km de autonomia elétrica, porta-malas de 450 litros + garantia de 8 anos para a bateria

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 26/09/2026 às 23:43
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byd king gs 2025/Divulgação
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BYD King GS 2025 cai para R$ 144.702 na Fipe, entrega 235 cv, bateria de 18,3 kWh, 80 km elétricos e porta-malas de 450 litros.

O BYD King GS 2025 entrou em setembro de 2026 em uma faixa de preço bastante diferente daquela vista em sua estreia no Brasil. A versão topo de linha do sedã híbrido plug-in tem valor de R$ 144.702 na Tabela Fipe, enquanto a média nacional calculada pela Webmotors está próxima de R$ 146,3 mil. Quando chegou ao país em junho de 2024, o GS custava oficialmente R$ 187.800, mas uma promoção de pré-venda com bônus de R$ 6 mil derrubava o desembolso para R$ 181.800.

Comparado aos R$ 181.800 pagos durante a oferta inicial, o valor atual da Fipe representa perda nominal de R$ 37.098, aproximadamente 20,4%. Se a comparação for feita com o preço público oficial de lançamento de R$ 187.800, a diferença aumenta para R$ 43.098, perto de 23%. O resultado coloca hoje um sedã de 4,78 metros, híbrido plug-in, com 235 cv e bateria de 18,3 kWh em uma faixa ocupada por automóveis novos de categorias inferiores.

BYD King GS 2025 já tem Fipe de R$ 144.702

A Tabela Fipe de setembro de 2026 registra exatamente R$ 144.702 para o BYD King GS DM-i 2025, código Fipe 095011-4. Um mês antes, em agosto, a referência estava em R$ 146.267, enquanto julho registrava R$ 147.055.

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A queda não aparece apenas na tabela. A Webmotors calcula média nacional na casa dos R$ 146 mil e registra anúncios em uma faixa bastante ampla, começando abaixo de R$ 130 mil e avançando para valores bem superiores conforme quilometragem, estado de conservação e localização do veículo.

Isso significa que o comprador de um King usado já encontra unidades negociadas praticamente no território dos R$ 140 mil. Para um automóvel que estreou como um dos principais rivais eletrificados do Toyota Corolla, a mudança de posicionamento aconteceu em pouco mais de dois anos.

Oferta de lançamento derrubava o GS para R$ 181.800

A diferença entre preço de tabela e preço promocional ajuda a explicar os R$ 37 mil do título. Quando apresentou o King em 18 de junho de 2024, a BYD definiu o GL em R$ 175.800 e o GS em R$ 187.800. Durante a pré-venda, porém, ofereceu bônus de R$ 6.000, reduzindo temporariamente os valores para R$ 169.800 e R$ 181.800, respectivamente.

A própria BYD manteve posteriormente ações de lançamento com bônus de até R$ 6 mil na rede de concessionárias. Assim, compradores que aproveitaram a condição inicial efetivamente tiveram acesso ao GS por R$ 181.800.

Dois anos depois, a Fipe de R$ 144.702 mostra como o mercado de usados absorveu parte relevante daquele valor inicial.

Sistema híbrido entrega 235 cv

A queda de preço não alterou o conjunto mecânico que tornou o King GS uma proposta incomum entre os sedãs médios.

A ficha técnica oficial da BYD informa 235 cv de potência combinada. O motor elétrico sozinho desenvolve 197 cv e 325 Nm, equivalentes a aproximadamente 33,1 kgfm, enquanto o motor 1.5 aspirado a gasolina entrega 110 cv e 135 Nm.

BYD King GS 2025 cai para R$ 144.702 na Fipe, entrega 235 cv, bateria de 18,3 kWh, 80 km elétricos e porta-malas de 450 litros.
byd king 2025/Divulgação

O sistema utiliza a arquitetura DM-i, sigla para Dual Mode Intelligent. A lógica prioriza a propulsão elétrica em boa parte das situações, deixando o motor a combustão atuar para gerar energia ou participar diretamente da movimentação conforme carga da bateria, velocidade e demanda de potência.

King GS faz de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos

Mesmo tendo proposta voltada à eficiência, o desempenho é de sedã relativamente rápido. A BYD declara 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e velocidade máxima de 185 km/h para o King GS.

O desempenho se explica principalmente pelo trabalho do motor elétrico, que entrega torque instantâneo e assume papel importante nas arrancadas.

A potência combinada de 235 cv também coloca o King bem acima de grande parte dos sedãs médios convencionais vendidos no Brasil.

Para efeito de uso cotidiano, a diferença aparece principalmente em ultrapassagens, entradas em rodovias e retomadas. Não é necessário esperar o motor 1.5 subir de giro para que o carro entregue a maior parte de sua resposta inicial.

Bateria Blade tem 18,3 kWh

A principal diferença mecânica entre o King GS e o GL lançado em 2024 está justamente na bateria. O GS utiliza Bateria Blade de 18,3 kWh, com química de fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP. A versão GL daquele período tinha um conjunto bem menor, de 8,3 kWh.

A capacidade maior permite ao GS funcionar por muito mais tempo sem ligar o motor a combustão.

A ficha técnica mais recente da BYD informa 120 km de autonomia elétrica pelo ciclo NEDC, enquanto o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro homologou aproximadamente 80 km para o modelo na configuração original brasileira.

São até 80 km sem gastar gasolina pelo padrão brasileiro

Os 80 km de alcance elétrico criam uma utilização muito diferente daquela de um híbrido convencional.

Um proprietário que percorra distâncias menores diariamente e consiga recarregar o carro em casa ou no trabalho pode realizar boa parte dos deslocamentos urbanos sem usar gasolina. Quando a bateria baixa, o sistema híbrido continua funcionando normalmente.

É justamente essa possibilidade de rodar como elétrico no cotidiano que diferencia um PHEV, ou híbrido plug-in, de modelos híbridos que possuem baterias pequenas e não podem ser ligados à tomada.

A recarga em corrente alternada aceita potência de até 6,6 kW na especificação atual do GS. A bateria também permite a função V2L, capaz de fornecer energia para equipamentos externos compatíveis.

Autonomia combinada foi divulgada em até 1.200 km

Quando foi lançado, a BYD anunciava até 1.200 km de autonomia combinada, considerando o tanque abastecido e a bateria carregada dentro do ciclo utilizado pela fabricante.

O tanque de combustível comporta 48 litros. Com isso, o King pode alternar entre eletricidade, funcionamento híbrido e participação do motor a combustão durante uma viagem longa.

BYD King GS 2025 cai para R$ 144.702 na Fipe, entrega 235 cv, bateria de 18,3 kWh, 80 km elétricos e porta-malas de 450 litros.
Interior do byd king gs 2025/Divulgação

Na prática, autonomia real depende de velocidade, temperatura, carga, relevo, frequência das recargas e nível de participação do motor térmico.

Um teste publicado pelo Vrum estimou algo próximo de 1.000 km em utilização combinando cidade e estrada, ainda um alcance elevado para um sedã dessa categoria.

Inmetro registrou 16,4 km/l na cidade

Quando a análise considera somente o consumo homologado de combustível, os números do King GS também são relevantes.

Dados do PBE Veicular 2025 registraram 16,4 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada com gasolina para o GS em uma das atualizações do programa. A autonomia elétrica homologada nessa configuração apareceu em 78 km.

Outra atualização da tabela do próprio PBE registrou 16,8 km/l na cidade, 14,7 km/l na estrada e 80 km de autonomia elétrica, mostrando diferenças conforme a atualização e o lote de homologação.

O ponto central permanece o mesmo: o maior ganho do plug-in acontece quando o proprietário recarrega a bateria regularmente. Usar um PHEV sem conectá-lo à rede reduz justamente uma das principais vantagens da arquitetura.

Porta-malas oferece 450 litros

Apesar de carregar um sistema híbrido completo e uma bateria relativamente grande, o King mantém um porta-malas competitivo.

A capacidade oficial é de 450 litros. O volume permite levar bagagem familiar sem exigir o rebatimento do banco traseiro e fica próximo do oferecido por sedãs médios tradicionais.

O banco traseiro pode ser rebatido de forma bipartida, ampliando a capacidade para objetos compridos.

A presença da bateria não levou a BYD a transformar o compartimento em um espaço pequeno ou irregular, algo que ocorreu em alguns híbridos de gerações mais antigas.

São 4,78 metros de comprimento

O King também chama atenção pelo porte. São 4.780 mm de comprimento, 1.837 mm de largura e 1.495 mm de altura, com distância entre os eixos de 2.718 mm. O raio de giro informado é de 5,1 metros.

É um automóvel longo para os padrões brasileiros e maior que muitos sedãs médios tradicionais em comprimento total.

As rodas utilizam aro 17 com pneus 215/55 R17. Na dianteira, a suspensão é independente McPherson; atrás, a BYD adotou barra de torção.

Os freios são a disco nas quatro rodas, ventilados no eixo dianteiro.

Vão livre de 120 mm exige atenção em lombadas

Um número da ficha técnica merece atenção especial para quem circula diariamente por ruas irregulares. A distância mínima do solo é de apenas 120 mm em ordem de marcha.

Isso é pouco diante do que oferecem SUVs e até alguns sedãs adaptados às condições brasileiras. Valetas profundas, rampas muito inclinadas e lombadas altas exigem mais cuidado.

BYD King GS 2025 cai para R$ 144.702 na Fipe, entrega 235 cv, bateria de 18,3 kWh, 80 km elétricos e porta-malas de 450 litros.
byd king gs 2025/Divulgação

O conjunto de baterias também aumenta a massa do veículo, algo perceptível principalmente no trabalho da suspensão em pisos muito deteriorados.

Para quem pretende comprar uma unidade usada, inspeção da parte inferior da carroceria é uma etapa relevante, sobretudo em carros que circularam intensamente em cidades com pavimento ruim.

Central multimídia gira e mede 12,8 polegadas

Dentro da cabine, o King GS segue a receita que ajudou a BYD a se diferenciar nos primeiros anos de expansão no Brasil.

A central multimídia possui 12,8 polegadas e rotação elétrica, podendo trabalhar na posição horizontal ou vertical. Há Apple CarPlay, Android Auto, GPS integrado, internet 4G, comandos de voz e atualizações OTA.

O painel de instrumentos digital mede 8,8 polegadas.

A configuração GS também traz oito alto-falantes e quatro entradas USB, além de carregador sem fio para smartphones.

Bancos dianteiros possuem ajustes elétricos

O nível de conforto foi um dos argumentos utilizados pela BYD desde o lançamento. O banco do motorista oferece ajuste elétrico em seis direções, enquanto o passageiro dianteiro recebe regulagem elétrica em quatro posições na versão GS. O revestimento utiliza material sintético de acabamento premium.

O ar-condicionado da versão mais cara trabalha com duas zonas e possui saída de ventilação para os ocupantes traseiros. Há ainda filtro de partículas PM2.5.

A iluminação ambiente multicolorida também fazia parte dos diferenciais do GS em relação ao GL no lançamento.

Câmera de 360 graus ajuda nas manobras

As dimensões de quase 4,8 metros são acompanhadas por uma câmera com visão de 360 graus, recurso que facilita principalmente estacionamento e manobras em locais estreitos.

O King 2025 também traz sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, freio eletrônico e função Auto Hold.

Há ainda controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampas e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.

É um pacote relevante para um usado na região dos R$ 145 mil, especialmente porque grande parte desses equipamentos já fazia parte da configuração original.

King GS 2025 tem seis airbags

Na proteção passiva, o modelo utiliza seis airbags. São duas bolsas frontais, duas laterais dianteiras e duas cortinas que atendem as regiões dianteira e traseira da cabine.

Os bancos contam ainda com fixações Isofix para cadeiras infantis, enquanto os cintos dianteiros utilizam pré-tensionadores e limitadores de força.

O King comercializado no lançamento de 2024, porém, não trazia o pacote completo de ADAS que passou a aparecer em fichas posteriores do modelo. Para o 2025 usado, a lista deve ser conferida de acordo com o ano e a configuração específica.

Garantia da bateria foi anunciada em oito anos

Quando o modelo chegou ao Brasil, a BYD anunciou seis anos de garantia para o veículo e oito anos para a Bateria Blade, ambos divulgados naquele momento sem limite de quilometragem, sujeitos às condições contratuais da fabricante.

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Esse ponto ganha importância no mercado de usados porque unidades 2025 ainda podem carregar uma parcela relevante da cobertura original, dependendo da data de faturamento, histórico e cumprimento das condições de manutenção.

Antes da compra, é recomendável conferir o número do chassi em uma concessionária BYD e verificar revisões, campanhas de serviço e eventual histórico de reparos.

Em um híbrido plug-in, a análise não deve se limitar ao motor a combustão. Bateria de alta tensão, sistema de recarga, inversores e funcionamento do conjunto elétrico precisam ser verificados.

Anúncios chegam abaixo da própria Fipe

A dispersão de preços reforça esse cenário. A Webmotors registrava em setembro de 2026 exemplares anunciados entre aproximadamente R$ 126.900 e R$ 199.990, enquanto a média nacional estava próxima de R$ 146 mil.

Os valores extremos precisam ser analisados individualmente. Quilometragem elevada, condições de financiamento, veículos de frota, histórico de sinistro, localização e conservação podem explicar diferenças muito grandes.

Para uma comparação correta, o comprador precisa olhar unidades com ano, versão e quilometragem semelhantes.

No caso do King, também é importante não confundir o GS de 235 cv e bateria de 18,3 kWh com o GL, cuja Fipe de setembro de 2026 está em R$ 135.521.

King usado combina preço de sedã comum com desempenho de 235 cv

É justamente essa combinação que transforma o cenário em 2026. Por R$ 144.702 na Fipe, o comprador encontra um automóvel de 4,78 metros com 235 cv, motor elétrico de 325 Nm, 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e bateria de 18,3 kWh.

O pacote acrescenta porta-malas de 450 litros, central giratória de 12,8 polegadas, painel digital, câmera de 360 graus, bancos dianteiros elétricos e ar-condicionado de duas zonas.

A autonomia puramente elétrica homologada no Brasil chega a aproximadamente 80 km, enquanto a BYD anunciava até 1.200 km de alcance combinado no ciclo utilizado durante o lançamento.

São características que permanecem iguais mesmo depois da queda do valor de mercado.

De R$ 181.800 na promoção para R$ 144.702 na Fipe

A conta final explica por que o BYD King GS 2025 passou a chamar atenção entre os usados. Em junho de 2024, sua tabela oficial era de R$ 187.800, mas o bônus inicial da BYD permitia comprar a versão por R$ 181.800. Em setembro de 2026, a Fipe registra R$ 144.702.

São R$ 37.098 a menos diante do valor promocional e R$ 43.098 abaixo do preço público original. Ao mesmo tempo, o conjunto continua entregando 235 cv, bateria Blade de 18,3 kWh, cerca de 80 km de autonomia elétrica pelo padrão brasileiro, 450 litros de porta-malas e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos.

A desvalorização mudou, portanto, a posição do King no mercado. O sedã que nasceu para enfrentar o Corolla entre os zero-quilômetro agora começa a construir outra história nas lojas de seminovos, onde potência elevada, possibilidade de rodar diariamente sem gasolina e preço próximo de R$ 145 mil passam a pesar tanto quanto o nome estampado na tampa traseira.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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