Início Brasileiro acadêmico cria aerogerador a vela capaz de produzir energia eólica com pouquíssimo vento e muita produtividade: a tecnologia é chamada de Cubo de Vento

Brasileiro acadêmico cria aerogerador a vela capaz de produzir energia eólica com pouquíssimo vento e muita produtividade: a tecnologia é chamada de Cubo de Vento

17 de fevereiro de 2022 às 11:02
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Cubo de vento aerogerador de energia eólica parque eólico
Cubo de Vento Energia Eólica. Fonte Cortesia: Marco Sombra

Eólica Urbana com velas concentradoras de vento viabilizam micro-parque autoprodutor

O Cubo de Vento é uma inovação disruptiva de geração de energia eólica, “impacto zero”, totalmente reciclável, amigável com a fauna e a flora e se instala em 6 horas – vem em uma torre telescópica, basta erigir e estaiar. Literalmente é possível ter um parque eólico de alta capacidade em áreas bastante reduzidas com esse tipo de aerogerador.

A bucólica imagem de velas náuticas em um campo de relva, remetendo ao mais sustentável e ao historicamente mais impactante meio de transporte – o barco à vela -tem um fortíssimo apelo midiático, e uma campanha que explore a imagem do Cubo de Vento pode ter repercussão mundial.

Vídeo de Funcionamento do Cubo de Vento

Funcionamento do Cubo de Vento: Fonte: Marco Sombra

O vento pode vir de qualquer direção pois usa 4 velas em forma de X que concentram o vento no vértice, onde um rotor do aerogerador gira em alta rotação dispensando a caixa de multiplicação, totalmente enclausurado em uma torre estaiada, o que  impede a projeção de partes, sendo a mais segura turbina de energia eólica do mundo.

Em certas áreas do Brasil o vento sopra 80% do tempo, um dos mais constantes do mundo, porém são fracos. A energia do vento é uma função cubica da velocidade – um vento de 3 m/s tem 8 vezes menos energia por área que um de 6 m/s.

Faltava uma turbina com tecnologia adequada ao regime brasileiro, já que no resto do mundo se usa turbinas para 10 m/s, que não funcionam aqui, pois apenas na costa do NE e a 100 m de altura temos ventos com essa velocidade.

O Cubo de Vento, com sua gigantesca área de velas, resolveu esse problema genialmente, captando e concentrando os ventos fracos, protegendo a torre com desconectores que soltam a ponta da vela no caso de vendavais, permitindo-a suportar “embandeirada” tufões de 120 km/h. 

Sistema de Velas e Aerogerador do Cubo de Vento
Sistema de Velas e Aerogerador do Cubo de Vento

Premiada em um hub de Inovação da SABESP, a segunda maior consumidora de eletricidade de SP, o Cubo de Vento compete diretamente com as fotovoltaicas, e leva uma vantagem fulcral: a fotovoltaica só produz energia quando há incidência de luz solar, e só se o tempo não estiver nublado para haver produção satisfatória.

O Cubo de Vento gera sempre, seja de dia, de noite, com chuva, com trovoadas e com “invasão marciana ou derrota na Copa do Mundo”.

Segundo o site Epower Bay, o parque eólico mais eficiente foi o Testa Branca I, no Piauí com FC (Fator de Capacidade) de 81,31%,  propriedade da Omega Energia.

O parque fotovoltaico mais eficiente foi o Pereira Barreto I com FC de 34,44%, em SP, da EDP Renováveis, o 5º maior do mundo, com uma equipe de especialistas permanentemente mantendo a produtividade no máximo, com ajustes, lavagem e substituição dos painéis. Com 250.000 kW, empregou 1500 pessoas na sua construção.

Se o FC das gigantescas fotovoltaicas centralizadas já é baixo, em pequenas instalações distribuídas a coisa piora radicalmente, com micros produtores produzindo menos que 20% em alguns casos. Uma parte das instalações solares abaixo de 400 kW.h nem sequer se pagará ao longo da sua vida útil.

Gráfico de Fatores de Velocidade Média dos ventos no Brasil

Em áreas do regime de brisa a variação anual do vento é muito menor que a de energia solar entre o verão e inverno, trazendo a garantia de produção mais estável.

E o gerador de indução assíncrono é famoso pela robustez, a torre é zincada a fogo e os estais garantem estabilidade em qualquer situação, permitindo expectativa de 20 anos de funcionamento sem sustos.

Cubo de Vento, nas áreas de vento propício, se paga em 2 anos, apoiado na produtividade 4 vezes maior, na menor manutenção e no ínfimo espaço ocupado, protegendo eficientemente o investimento através do arrendamento das turbinas com garantia de produção por contrato de performance.

Toda a Região dos Lagos até a orla do Espirito Santo, pontos na Serra da Mantiqueira e grande parte do interior de SP, picos no interior de MG, e alguns edifícios altos, tem vento suficiente para tornar viável a instalação de um Cubo de Vento.

Considerando apenas a região SE, a mais rica e com maior número de consumidores cativos que pagam a maior tarifa (principal cliente), temos um potencial de 5 bilhões de Reais honestos em 10 anos.

Em escala nacional um empreendedor habilidoso (já que não é preciso nenhum investimento, basta a habilidade mesmo) pode facilmente dobrar esse valor.

E o resto do mundo, com ventos semelhantes, pode ser um novo Eldorado.

Fonte: Marco Sombra, Acadêmico e Inventor da área de energia e sustentabilidade brasileira

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