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Brasil atinge recorde de expansão na geração de energia elétrica em 2023.

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 03/01/2024 às 08:10 Atualizado em 03/01/2024 às 17:56
geração elétrica, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), CGH, Energia eólica, Energia solar fotovoltaica, Geração de energia, PCHs, Termelétricas
Usina híbrida eólica e solar fotovoltaica (Foto: Divulgação Voltalia) – Todos os direitos: EPBR
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O setor de energia elétrica no Brasil está em constante crescimento, com recordes de expansão da geração elétrica sendo batidos a cada ano. Em 2023, o Brasil instalou 291 usinas, com 10,3 GW de capacidade de geração de energia elétrica, um marco histórico para o país. Esse crescimento reflete o compromisso com a busca por fontes mais limpas e sustentáveis de energia, impulsionando o mercado de energias renováveis e fortalecendo a matriz energética nacional.

A geração elétrica é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável do país, e as iniciativas para aprimorar e expandir a capacidade de geração de energia elétrica continuam ganhando destaque. Além da expansão das usinas, iniciativas como a mudança nas regras do mercado livre de gás natural em São Paulo e a atuação conjunta de empresas como Comerc e Itaú no mercado varejista de eletricidade demonstram a diversificação e a inovação no setor energético do Brasil, promovendo a eficiência e a sustentabilidade no fornecimento de energia elétrica para a população.

Novas tendências na geração de energia elétrica

– À medida que a demanda por energia elétrica cresce, a capacidade de geração também se expande para atender a essa necessidade. No último ano, as eólicas responderam por quase metade da potência instalada, seguidas de perto pelas solares. Foram 140 novos parques, com 4,9 GW de capacidade, o equivalente a 47,65% do total da expansão.

A evolução da energia solar

– A energia solar ficou em segundo lugar, com 104 centrais fotovoltaicas (4,0 GW), seguida por 33 termelétricas (1,2 GW), 11 PCHs (158 MW) e três CGHs (11,4 MW). Essa diversificação na geração elétrica é fundamental para garantir o suprimento de energia elétrica de forma sustentável.

Expansão da capacidade de geração em diferentes regiões

– As novas usinas entraram em operação em 19 estados das cinco regiões brasileiras, destacando-se locais como Bahia (2.614 MW), Rio Grande do Norte (2.278,5 MW) e Minas Gerais (2.025,7 MW). O país atingiu a marca de 199.324,5 MW de capacidade instalada, impulsionando a geração de energia elétrica em todo o território nacional.

Impactos nos combustíveis fósseis

Petróleo cai. Os contratos futuros de petróleo caíram, o que demonstra um cenário de transformação na matriz energética, com impactos diretos na geração elétrica e na energia solar fotovoltaica. Além disso, a paridade internacional entre os preços da gasolina e do diesel sinaliza mudanças significativas no setor de energia elétrica, principalmente no que diz respeito à neutralidade tecnológica.

Regulamentação e leilões

ANP homologa leilão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou os resultados do 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, evidenciando a importância de líderes como a BP Energy no setor de geração de energia. Essa homologação impacta diretamente a capacidade de geração elétrica no país, impulsionando a busca por fontes mais sustentáveis.

Futuro da energia renovável

Descarbonização acelerada. A agenda da descarbonização tende a acelerar nos próximos anos, com expectativas de crescimento da energia renovável. A visão de neutralidade para o Combustível do Futuro e a busca por alternativas para combater a emissão de carbono refletem uma evolução no setor de geração de energia, com impactos positivos na energia solar e outras fontes limpas.

Transformações no mercado de energia

São Paulo muda regras do gás. A atualização das regras para o mercado livre de gás natural nas áreas de concessão do estado de São Paulo evidenciam as transformações em andamento no mercado de energia elétrica, incluindo a possibilidade de retorno para o mercado cativo e mudanças nas formas de fornecimento, em um cenário de transição para fontes mais sustentáveis.

Parcerias estratégicas no setor energético

Comerc e Itaú juntos. A parceria entre a Comerc, da Vibra Energia, e o Itaú para atuar no mercado livre de energia elétrica evidencia o potencial de crescimento e inovação no setor. Essa associação pode impulsionar a transição para fontes renováveis e a ampliação da capacidade de geração de energia, especialmente em energias limpas como a energia solar fotovoltaica.

Liderança na indústria automobilística

BYD passa Tesla. A ascensão da BYD como a maior fabricante de carros elétricos do mundo em relação à Tesla reflete um cenário de expansão e aceitação crescente da mobilidade elétrica, impulsionando a energia solar e outras fontes limpas na busca por uma matriz energética mais sustentável.

Fonte: EPBR

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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