Brasil ficou com juro real de 9,33% após corte de 0,25 ponto percentual na Selic e passou a ocupar a segunda posição em ranking da MoneYou e Lev Intelligence.
Em 5 de agosto de 2026, o Brasil deixou de ocupar a primeira posição no ranking mundial de juros reais depois que o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros básicos brasileiros passaram para 14% ao ano.
A mudança levou o juro real brasileiro para 9,33%, segundo levantamento elaborado pela MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. A Rússia passou a ocupar a primeira colocação, com taxa real de 9,67%.
O novo resultado manteve o Brasil entre as economias com os maiores juros reais do levantamento. México e África do Sul aparecem nas posições seguintes, com percentuais bem abaixo daqueles registrados por Rússia e Brasil.
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Corte da Selic para 14% tirou Brasil da liderança dos juros reais
A decisão anunciada pelo Copom em 5 de agosto alterou diretamente a posição brasileira no ranking. Antes do corte, o país ocupava a liderança, mas a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica mudou o cálculo do juro real.
Com a Selic em 14% ao ano, o Brasil passou a registrar juro real de 9,33%. A Rússia ficou à frente com 9,67%, diferença de 0,34 ponto percentual entre os dois primeiros colocados.
A alteração mudou apenas a liderança entre os países apresentados no levantamento. O Brasil continuou distante das taxas registradas por México e África do Sul, que aparecem logo depois na classificação.
Rússia assumiu primeiro lugar com juro real de 9,67%, seguida pelo Brasil com 9,33%
A nova configuração do ranking colocou a Rússia na primeira posição, com juro real de 9,67%. O Brasil aparece logo atrás, com 9,33%, mantendo pequena diferença em relação ao país que passou a liderar o levantamento.
O México ocupa a terceira colocação, com taxa real de 5,09%. A África do Sul aparece em seguida, com 4,62%, completando as quatro posições informadas pela MoneYou e Lev Intelligence.
A distância entre os dois primeiros países e os demais chama atenção dentro do próprio levantamento. Brasil e Rússia permanecem próximos entre si, enquanto México e África do Sul apresentam taxas reais bem inferiores.

Brasil permanece em quarto lugar no ranking de juros nominais
A posição brasileira também continua elevada quando são observados os juros nominais. Após a redução da Selic, o Brasil permaneceu na quarta colocação entre os países citados nesse recorte.
A Turquia ocupa o primeiro lugar, com juros nominais de 37%. A Argentina aparece na segunda posição, com 29%, enquanto a Rússia registra 14,50% e ocupa o terceiro lugar.
O Brasil surge logo depois, com taxa básica de 14% ao ano. Nesse caso, a diferença para a Rússia é de apenas 0,50 ponto percentual.
Conflito entre Irã e Estados Unidos mudou expectativas para inflação global
O cenário internacional também influenciou a configuração do ranking, segundo a MoneYou. O conflito entre Irã e Estados Unidos alterou as expectativas relacionadas à inflação global.
A mudança nas projeções levou autoridades monetárias a adotarem uma postura mais cautelosa. Esse comportamento passou a influenciar as decisões relacionadas às taxas de juros em diferentes economias.
A MoneYou atribui parte da configuração atual do levantamento a esse ambiente de maior cautela. As expectativas para a inflação global passaram a ter peso ainda maior nas decisões de política monetária.
Brasil deixou primeiro lugar, mas segue entre os maiores juros reais do mundo
A decisão do Banco Central em 5 de agosto de 2026 mudou a posição brasileira no ranking mundial de juros reais. A Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual e passou para 14% ao ano.
O juro real brasileiro caiu para 9,33%, colocando o país na segunda posição. A Rússia assumiu a liderança com 9,67%, enquanto México e África do Sul ficaram com 5,09% e 4,62%, respectivamente.
O Brasil também permaneceu na quarta posição entre os maiores juros nominais citados no levantamento. Mesmo após o corte promovido pelo Copom, o país continua entre as economias com taxas de juros mais elevadas da comparação feita pela MoneYou e Lev Intelligence.
