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BR-135 muda de pele: 74 km federais entre Miranda do Norte e Alto Alegre do Maranhão viram concreto White Topping, prometendo 30 anos de durabilidade; com R$ 382 milhões, 43 km liberados e conclusão prevista para o fim de 2026

Publicado em 02/01/2026 às 20:44
BR-135 no Maranhão recebe concreto White Topping em rodovia federal; 74 km ganham nova estrutura com durabilidade e tecnologia inédita no país.
BR-135 no Maranhão recebe concreto White Topping em rodovia federal; 74 km ganham nova estrutura com durabilidade e tecnologia inédita no país.
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Na BR-135, o trecho entre Miranda do Norte e Alto Alegre do Maranhão troca o asfalto por concreto White Topping em 74 km. O DNIT informa investimento de R$ 382 milhões, 43 km liberados e 55% executados. A promessa é durabilidade de 30 anos, com entrega no fim de 2026.

A BR-135 entrou em um ciclo de transformação que tenta resolver, com engenharia de desempenho, um problema antigo de rodovia carregada e manutenção constante. Em outubro de 2023, foi assinada a ordem de início para restaurar 74 km com a técnica White Topping, aplicando concreto como solução para tráfego intenso no corredor maranhense.

Agora, com 43 km já liberados em concreto e 55% de execução contratual, a obra da BR-135 é apresentada como uma virada de padrão: R$ 382 milhões para buscar 30 anos de durabilidade no trecho entre Miranda do Norte e Alto Alegre do Maranhão, com conclusão prevista para o fim de 2026.

Onde fica o trecho e por que ele é tratado como gargalo

O recorte da BR-135 em obra tem 74 km e fica entre os municípios de Miranda do Norte e Alto Alegre do Maranhão, no segmento indicado como km 125 ao km 199.

Na prática, é o tipo de trecho curto no mapa, mas enorme no cotidiano: quando trava, a logística do estado sente.

A importância estratégica da BR-135 aparece com força quando o assunto é acesso: para São Luís, a rodovia é colocada como único meio de acesso terrestre à capital maranhense. Quando a “porta” é uma só, qualquer perda de previsibilidade vira custo.

O que é White Topping e por que a BR-135 virou concreto

A troca de “pele” da BR-135 não é só estética. O White Topping é descrito como reabilitação, com uma camada de concreto aplicada sobre a estrutura existente quando essa base ainda consegue servir de apoio.

A lógica é ganhar rigidez, distribuir cargas e reduzir o ciclo do tapa buraco como rotina.

É por isso que a obra é comunicada como tentativa de sair de intervenções pontuais e migrar para um pavimento pensado para aguentar repetição e peso, buscando uma durabilidade estimada de 30 anos no contexto do projeto.

Números da obra: 74 km, R$ 382 milhões, 43 km liberados e 55% executados

Os dados apresentados para a BR-135 são diretos:

  • Extensão do contrato: 74 km
  • Investimento aproximado: R$ 382 milhões
  • Trecho já liberado em concreto: 43 km
  • Execução contratual informada: 55%
  • Prazo informado: conclusão no fim de 2026

Traduzindo o investimento em escala de obra, R$ 382 milhões em 74 km equivalem a cerca de R$ 5,16 milhões por quilômetro, ou aproximadamente R$ 5,16 mil por metro de rodovia reabilitada, considerando que o contrato inclui mais do que o pavimento.

Por que a BR-135 é chamada de eixo logístico do Maranhão

A BR-135 é descrita como corredor de escoamento, conectando produção e abastecimento ao sistema portuário, com citação do Porto do Itaqui como destino central de carga.

Nesse desenho, o porto aparece associado ao corredor do agro, com estrutura intermodal e terminais como o Tegram, apontado como tendo movimentado mais de 84 milhões de toneladas em 10 anos e com capacidade estática de 500.000 toneladas.

Quando uma rodovia como a BR-135 sustenta esse tipo de fluxo, o ganho prometido não é apenas conforto: é previsibilidade de transporte, menos interrupções e menor custo escondido em frete, manutenção veicular e atrasos.

O que muda para quem trafega: segurança, custo e previsibilidade

Nos comunicados, a justificativa para a intervenção da BR-135 se apoia em três entregas esperadas:

Ganho significativo em segurança, com pavimento mais estável e comportamento diferente sob frenagens e chuva.
Redução de custos de manutenção, com menor recorrência de reparos emergenciais.
Maior previsibilidade de transporte, um ativo real para quem depende do trecho para abastecer, entregar e voltar.

Esse efeito é especialmente importante em rodovia viva, com tráfego que não “para” para a obra acontecer. A rotina vira gestão de fluxo, desvios, sinalização e devolução do eixo com segurança.

Como o concreto é aplicado: da preparação à cura

A obra da BR-135 é apresentada como um processo em camadas, com etapas técnicas que decidem o resultado final.

Primeiro vem a preparação: o revestimento existente precisa ser regularizado, tratado e corrigido onde há patologia, criando condição de aderência e suporte.

Depois, entra o concreto como estrutura: juntas, detalhamento de cortes planejados e, quando previsto, barras de transferência de carga, evitando que bordas virem pontos fracos.

Em seguida, entram textura e cura, que são determinantes para desempenho e durabilidade.

A cura, em especial, é tratada como etapa crítica: sem ela, o pavimento pode parecer pronto por fora e vulnerável por dentro.

E, no Maranhão, o texto chama atenção para ambiente e execução: calor e vento podem acelerar perda de água na superfície e elevar risco de fissuração precoce se o canteiro não ajustar ritmo e proteção.

O que ainda precisa acontecer até o fim de 2026

Com 43 km liberados, a obra da BR-135 ainda tem caminho pela frente até fechar o trecho completo de 74 km.

Em obras rodoviárias, a execução contratual costuma incluir, além do pavimento, itens como drenagem, sinalização e dispositivos de segurança, que também pesam no prazo e na percepção do usuário.

Se o cronograma se mantiver, a expectativa divulgada é que o trecho em concreto consolide um novo padrão de qualidade, reduzindo o improviso diário e tornando a BR-135 mais estável e previsível para o tráfego pesado que atravessa o corredor.

Na sua opinião, essa restauração em concreto na BR-135 é um passo decisivo para destravar o gargalo do Maranhão ou ainda é pouco diante do volume de carga que passa por ali?

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Silvana Freitas
Silvana Freitas
03/01/2026 23:26

Sim, eu tráfego pela rodovia semanalmente e no ano de 2019 trafeguei na lama no inverno e na poeira no verão.
Os trechos já entregues nos trazem trouxeram ganhos significativos de segurança e manutenção do veículo.
Em relação ao transporte de cargas trará também mais segurança e menos paradas por causa de problemas na pista.

Arnaldo
Arnaldo
03/01/2026 10:23

Muito bom, ainda falta fazer nós outros corredores no Maranhão. Assim vale a pena pagar impostos, com certeza!

Carlos
Carlos
03/01/2026 09:12

Esse trecho só vivia com operação tapa buracos.

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Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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