Quem sobe ou desce a Serra gaúcha pela BR-116, entre Caxias do Sul e a Região das Hortênsias, vai seguir parando no semáforo de Nova Petrópolis: o Dnit adiou de outubro de 2026 para fevereiro de 2027 o fim das obras na encosta.
O novo cronograma foi informado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ao Pioneiro, da GZH. A autarquia atribui o atraso às chuvas intensas provocadas pelo El Niño.
O trânsito no trecho funciona no sistema pare e siga, com semáforos, há mais de três anos.
A restrição começou em junho de 2023, com o deslizamento da encosta.
As limitações na BR-116 em Nova Petrópolis começaram em junho de 2023, quando chuvas causaram deslizamentos de terra. A encosta ficou instável e a base que sustenta o leito da rodovia foi danificada.
-
Turistas e moradores que passam pelo km 179 da BR-116 em Nova Petrópolis vão continuar parando no semáforo da encosta: o Dnit empurrou o fim da obra de outubro para fevereiro de 2027
-
Caminhoneiros de pesados vão rodar com a transmissão TraXon 2 feita em Sorocaba (SP) a partir de meados de 2027, que gasta até 1,7% menos diesel: a ZF já fechou contrato com duas montadoras
-
Quem vai de Guarulhos a Jericoacoara, Porto Seguro ou João Pessoa terá até 47% menos assentos da Latam no 2º trimestre de 2027: a aérea tirou 2.476 voos do sistema da Anac
-
No meio do sertão, um Porto Seco prepara 10 mil toneladas de grãos para uma estreia que pode mudar o caminho das cargas no Ceará e transformar a Transnordestina em nova rota estratégica do Nordeste
Um mês depois do primeiro desmoronamento, o tráfego voltou, mas já no pare e siga. Desde então, etapas da reconstrução foram entregues e a pista ganhou reforço.
O sistema, porém, nunca saiu. Novas ocorrências climáticas, como a enchente de abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul, obrigaram a abrir outras frentes de serviço.

Os pontos críticos ficam entre o km 177,7 e o km 179,5.
As obras atuais se concentram na reforma e na estabilização de pontos críticos entre os quilômetros 177,7 e 179,5. O serviço principal é a manutenção e a instalação de cortinas atirantadas, paredes de concreto presas ao maciço por tirantes de aço que seguram a encosta e evitam novos desmoronamentos.
Também estão sendo feitos dispositivos de drenagem, para tirar a água que encharca o talude.
O investimento previsto pelo Dnit para o trecho é de cerca de R$ 58 milhões.
Dezembro deve liberar a maior parte da pista, mas não toda.
Há uma etapa intermediária. O Dnit espera que até a primeira quinzena de dezembro as equipes terminem uma viga de reforço e a recomposição do pavimento no km 177,7. Isso deve liberar a maior parte da rodovia que ainda está prejudicada.
No km 179,5, a situação é outra: as alterações de trânsito continuam, porque a obra nesse ponto vai se estender até o ano que vem.
Na prática, o motorista que passar pela Serra no fim de ano ainda deve encontrar ao menos um ponto com espera no semáforo.
O semáforo de Nova Petrópolis não é o único na BR-116 da Serra nesta semana.
O boletim de serviços do Dnit para o período de 31 de outubro a 7 de novembro mostra que quem vem do norte pela BR-116 encontra outros pontos de espera antes de Nova Petrópolis, segundo o alerta publicado pela autarquia:
- km 95,7, divisa de Campestre da Serra com São Marcos: ponte sobre o Rio das Antas interditada;
- km 96,2 e km 102,2 ao 102,6, entre São Marcos e Caxias do Sul: pista parcialmente interrompida, com semáforo 24 horas;
- km 158 ao 168, entre Caxias e Nova Petrópolis: obras de emergência com pare e siga por bandeirinhas, conforme a necessidade;
- km 180,8, em Nova Petrópolis: pista parcialmente interrompida nos dois sentidos, com semáforo 24 horas por dia.
O Dnit avisa que o cronograma pode mudar em caso de chuva.
O Natal de Nova Petrópolis espera 170 mil visitantes com a obra ainda aberta.
O prazo novo atravessa a temporada mais movimentada da cidade. A Magia do Natal de Nova Petrópolis vai de 14 de novembro a 3 de janeiro, com cerca de cem atrações gratuitas, e a organização espera receber 170 mil visitantes, segundo a GZH.
Quem vem de Caxias do Sul chega à cidade justamente pelo trecho da BR-116 que está em obra.
Prazo que escorrega não é exclusividade da Serra gaúcha.
Obras emergenciais que viram rotina de pare e siga se repetem em outras rodovias federais. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o caminhoneiro que leva minério de Corumbá atravessa a ponte do Rio Paraguai em pare e siga 24 horas por dia, com previsão de fim só em 2027.
Em Nova Petrópolis, a data de fevereiro de 2027 é a mais recente de uma sequência de revisões. A anterior, outubro de 2026, venceu sem a obra pronta.
Você passa pela BR-116 entre Caxias e Nova Petrópolis? Conte nos comentários quanto tempo perde no semáforo da encosta e se acredita no prazo de fevereiro.
