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Botijão de gás de 13 kg custa em média R$ 114,80 no Brasil, mas chega a R$ 143,34 em Roraima e cai para R$ 104,05 no Rio: veja o preço médio do seu estado na pesquisa da ANP

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 27/09/2026 às 19:51 Atualizado em 27/09/2026 às 19:52
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Mãos seguram a alça de um botijão de gás de 13 kg com a tara gravada, com outros botijões empilhados ao fundo
Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus (arquivo)
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O botijão de gás passou por 3.301 revendas no levantamento semanal da ANP de 20 a 26 de setembro de 2026; entre o estado mais caro e o mais barato, a diferença passa de R$ 39, e dentro do Rio de Janeiro Macaé paga R$ 148,14 enquanto Niterói paga R$ 91,99.

O botijão de gás de 13 kg custou em média R$ 114,80 no Brasil na semana de 20 a 26 de setembro de 2026. O número é do Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, publicado em 25 de setembro.

A pesquisa da ANP passou por 3.301 revendas de GLP em todo o país. Segundo a agência, a média estadual mais alta ficou com Roraima, R$ 143,34, e a mais baixa com o Rio de Janeiro, R$ 104,05.

O preço médio do botijão de gás no Brasil nesta semana

Segundo a planilha de resumo semanal da ANP, o preço médio de revenda do GLP foi de R$ 114,80 por botijão de 13 kg.

Preço médio do botijão por estado, semana de 20 a 26 de setembro.
Preço médio do botijão por estado, semana de 20 a 26 de setembro. Foto: Arte CPG com dados da ANP

É o valor que o consumidor paga na revenda pesquisada pela ANP para levar o gás de cozinha para casa. A agência registra a média das revendas que visitou, não o preço de todas as revendas do país.

Na semana anterior, de 13 a 19 de setembro, a média nacional do GLP era de R$ 114,24, conforme a planilha anterior da ANP. A alta foi de R$ 0,56 por botijão, ou 0,49%.

Roraima tem o botijão de gás mais caro entre os estados

Em Roraima, o botijão de gás saiu em média por R$ 143,34, segundo a ANP. Pela conta, é R$ 28,54 acima da média nacional do gás de cozinha.

Toda a amostra do estado veio de Boa Vista, onde a ANP registra 23 revendas pesquisadas. Na prática, a média de Roraima é a média da capital.

Nessas revendas, o menor preço que a ANP registra é de R$ 130 e o maior, de R$ 156. Nenhuma revenda pesquisada em Roraima vendeu o botijão de gás abaixo de R$ 130, mostra a planilha.

Na semana anterior, a média do estado era de R$ 143,04, segundo a ANP, e subiu R$ 0,30 na semana.

O Rio de Janeiro tem a menor média estadual

No estado do Rio de Janeiro, a média do botijão foi de R$ 104,05, com 203 revendas pesquisadas, segundo a ANP. Uma semana antes, a planilha registra R$ 103,66.

A diferença para Roraima é de R$ 39,29 por botijão. Pela conta com os números da ANP, o gás de cozinha médio de Roraima custa 37,8% mais que o do Rio.

Na capital fluminense, a ANP registra média ainda mais baixa: R$ 99,63, em 25 revendas. Foi a única capital do país com preço médio abaixo de R$ 100 nesta semana, mostra a aba de capitais.

Preço médio do botijão de gás em cada estado

A lista abaixo traz o preço médio do botijão de 13 kg nos 26 estados e no Distrito Federal, do mais barato ao mais caro, conforme a planilha da ANP para a semana de 20 a 26 de setembro.

posiçãoestadopreço médio (R$)revendas pesquisadas
1Rio de Janeiro104,05203
2Espírito Santo106,4274
3Pernambuco106,47110
4Distrito Federal107,6132
5Alagoas107,7548
6Paraíba108,9044
7Minas Gerais111,59405
8Piauí112,9346
9Sergipe113,2916
10Paraná113,91245
11Goiás114,45153
12Bahia115,26151
13Rio Grande do Norte115,6137
14Ceará115,6278
15São Paulo116,73727
16Pará117,16103
17Rio Grande do Sul117,89271
18Mato Grosso do Sul119,4767
19Santa Catarina122,79101
20Acre123,6523
21Rondônia124,1537
22Mato Grosso127,7487
23Amapá128,8716
24Amazonas129,2079
25Maranhão130,8589
26Tocantins133,4236
27Roraima143,3423

Pela tabela da ANP, dez estados e o Distrito Federal ficaram abaixo da média nacional de R$ 114,80, do Rio de Janeiro a Goiás. Os outros 16 estados ficaram acima dela.

Os cinco estados mais caros e os cinco mais baratos

Depois de Roraima, os maiores preços médios estão em Tocantins (R$ 133,42), Maranhão (R$ 130,85), Amazonas (R$ 129,20) e Amapá (R$ 128,87), segundo a ANP.

Na outra ponta, a planilha mostra, depois do Rio de Janeiro, Espírito Santo (R$ 106,42), Pernambuco (R$ 106,47), Distrito Federal (R$ 107,61) e Alagoas (R$ 107,75).

Pela tabela da ANP, quatro dos cinco estados mais caros ficam na Região Norte. Entre os cinco mais baratos, dois são do Sudeste, dois do Nordeste e um é o Distrito Federal.

A média do GLP por região do país

A ANP também publica a média por região. Na semana de 20 a 26 de setembro, o Norte teve a média mais alta, R$ 123,47, em 317 revendas, segundo a planilha.

Média do botijão por região.
Média do botijão por região. Foto: Arte CPG com dados da ANP

Em seguida, a ANP registra Centro-Oeste (R$ 117,53) e Sul (R$ 117,23). O Nordeste ficou em R$ 114,18, conforme a mesma aba.

O Sudeste teve a menor média regional, R$ 112,21, com 1.409 revendas pesquisadas, segundo a ANP. Pela conta, é a região com mais revendas na amostra, perto de 43% do total do país.

As duas planilhas da ANP mostram que as cinco regiões subiram em relação à semana anterior. A maior alta foi a do Nordeste, de R$ 113,28 para R$ 114,18.

Macaé e Niterói: R$ 56 de diferença no botijão de gás do mesmo estado

Os números por município mostram uma distância ainda maior dentro de um só estado. Em Macaé, o botijão custou em média R$ 148,14 nas 7 revendas pesquisadas, segundo a ANP.

Duas cidades do mesmo estado, R$ 56,15 de diferença.
Duas cidades do mesmo estado, R$ 56,15 de diferença. Foto: Arte CPG com dados da ANP

Em Niterói, a média foi de R$ 91,99, em 5 revendas, conforme a planilha. Foi a menor média municipal do país nesta semana, entre os 390 municípios com GLP no levantamento da ANP.

A diferença é de R$ 56,15 por botijão. Pela conta com os dados da ANP, o gás de cozinha médio de Macaé custou 61% mais que o de Niterói, no mesmo estado que tem a menor média do Brasil.

A ANP não informa o motivo da diferença. As amostras são pequenas, de 7 e 5 revendas, e por isso os números valem para as revendas pesquisadas.

Outras cidades do Rio acima de R$ 130

Macaé não foi a única cidade fluminense com média alta. Segundo a ANP, Angra dos Reis teve média de R$ 132,57 e Resende, de R$ 131.

Em Itaperuna, a ANP registra R$ 120,71. Já Maricá (R$ 97,71), Belford Roxo (R$ 98,99) e Saquarema (R$ 99,99) ficaram abaixo de R$ 100, mostra a planilha.

A ANP pesquisou 25 municípios do estado do Rio nesta semana. Pela planilha, vinte deles ficaram entre R$ 95 e R$ 116.

As cidades com o botijão mais caro do país

Na aba de municípios da planilha, a maior média do país foi a de Pimenta Bueno, em Rondônia, com R$ 148,33 em apenas 3 revendas pesquisadas, segundo a ANP.

Macaé aparece logo atrás, com R$ 148,14, e Boa Vista em terceiro, com R$ 143,34. Ou seja, a ANP registra duas cidades com média acima da de Roraima, embora o estado siga com a maior média estadual.

Pela contagem feita na planilha da ANP, 42 municípios tiveram média de R$ 130 ou mais nesta semana.

As cidades com o botijão mais barato

Depois de Niterói, as menores médias municipais foram as de Cabo de Santo Agostinho (R$ 93,57), em Pernambuco, com 7 revendas, e Santarém, no Pará (R$ 93,96), com 15, segundo a ANP.

O caso de Santarém chama atenção porque o Pará tem média estadual de R$ 117,16, acima da nacional. Na mesma planilha, a ANP registra preço máximo de R$ 145 no estado.

Ao todo, 18 municípios tiveram média abaixo de R$ 100 na semana, mostra a contagem na planilha da ANP.

De R$ 79 a R$ 160: o menor e o maior preço do gás de cozinha

Entre as 3.301 revendas, o menor preço registrado foi de R$ 79, em Caçapava, no interior de São Paulo, segundo a ANP. O maior foi de R$ 160, em Pará de Minas, Minas Gerais.

São R$ 81 de diferença por botijão entre as duas pontas da pesquisa. Conforme a planilha, os dois valores são de revendas individuais, não médias.

Os mesmos extremos do botijão de gás, R$ 79 e R$ 160, já apareciam no levantamento da semana anterior, segundo a planilha da ANP de 13 a 19 de setembro.

Onde a ANP pesquisou mais e menos revendas

A amostra muda muito de um estado para outro. Segundo a planilha da ANP, São Paulo teve 727 revendas pesquisadas, o maior número do país, seguido de Minas Gerais (405), Rio Grande do Sul (271), Paraná (245) e Rio de Janeiro (203).

Na outra ponta, a ANP registra só 16 revendas em Sergipe e no Amapá, e 23 no Acre e em Roraima. Nesses estados, poucas revendas definem a média do botijão de gás.

Pela conta com a planilha, os cinco estados com mais revendas somam 1.851 das 3.301 pesquisadas, ou 56% do total do país.

A faixa de preço dentro de cada estado

Além da média, a ANP informa o menor e o maior preço achado em cada estado. Em Roraima, a faixa foi de R$ 130 a R$ 156, segundo a planilha.

No Tocantins, o menor preço registrado pela ANP foi de R$ 125 e o maior, de R$ 145. Ou seja, nenhuma revenda pesquisada no Tocantins cobrou menos que a média nacional.

Já em Goiás a planilha mostra de R$ 84 a R$ 138, e em São Paulo, de R$ 79 a R$ 150. Em Sergipe, a faixa foi a mais estreita entre os estados, de R$ 105 a R$ 118, conforme a ANP.

O botijão nas capitais

A aba de capitais da ANP mostra a cidade do Rio de Janeiro com a menor média, R$ 99,63, seguida de Vitória (R$ 103,66), João Pessoa (R$ 106,38) e Maceió (R$ 106,53).

As capitais mais caras foram Boa Vista (R$ 143,34), São Luís (R$ 136,12), Palmas (R$ 131,11) e Manaus (R$ 129,27), segundo a mesma aba.

Em São Paulo, a ANP registra média de R$ 119,80 na capital, acima da média do estado (R$ 116,73). Belo Horizonte ficou em R$ 111,95 e Brasília, em R$ 107,61.

Aracaju e Recife não aparecem na aba de capitais da planilha desta semana, que registra 25 capitais com GLP.

Quem subiu e quem caiu em uma semana

Comparando as duas planilhas da ANP, a maior alta estadual foi a do Maranhão: a média passou de R$ 127,53 para R$ 130,85, alta de R$ 3,32.

Variação da média estadual entre as semanas de 13 a 19 e de 20 a 26 de setembro.
Variação da média estadual entre as semanas de 13 a 19 e de 20 a 26 de setembro. Foto: Arte CPG com dados da ANP

Alagoas subiu R$ 2,70, o Distrito Federal, R$ 2,05, e o Pará, R$ 1,99, segundo a ANP. Em São Luís, a planilha registra a média da capital indo de R$ 130,34 para R$ 136,12.

A maior queda foi a de Rondônia, de R$ 127,46 para R$ 124,15, recuo de R$ 3,31, conforme a ANP. Sergipe caiu R$ 1,08, Tocantins, R$ 1,09, e Espírito Santo, R$ 0,66.

Paraíba e Acre repetiram exatamente a média da semana anterior, mostram as duas planilhas.

Quanto o botijão de gás pesa no ano para uma família

Para uma família que usa um botijão de gás por mês, a diferença entre os estados vira dinheiro grande no ano. Pela conta com o preço médio da ANP desta semana mantido, 12 botijões custariam R$ 1.720,08 em Roraima.

No estado do Rio, a mesma conta com os números da ANP dá R$ 1.248,60. São R$ 471,48 a mais por ano em Roraima, com o preço constante.

Na média nacional, 12 botijões somariam R$ 1.377,60. A conta é só uma referência: segundo as próprias planilhas da ANP, o preço muda de semana para semana, e o consumo varia de casa para casa.

Como a ANP faz a pesquisa e como usar a tabela

O levantamento é semanal e sai na página de preços das últimas semanas da ANP, que registra a planilha de 20 a 26 de setembro com atualização em 25 de setembro.

Segundo a ANP, o arquivo traz abas para Brasil, regiões, estados, capitais e municípios, com revendas pesquisadas, média, menor e maior preço de cada lugar.

Em Pimenta Bueno foram 3 revendas; no estado de São Paulo, 727.

A média serve como régua para saber se o preço do gás de cozinha oferecido está alto no seu estado. A mesma planilha da ANP mostra que, no Rio de Janeiro, as revendas pesquisadas foram de R$ 84,99 a R$ 151,99, e em Minas Gerais, de R$ 89 a R$ 160.

Quem acompanha a entrega do botijão no bairro e o preço do botijão de gás pode comparar o valor cobrado com essa faixa. A próxima atualização da ANP deve trazer os preços da semana de 27 de setembro a 3 de outubro.

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Bruno Teles

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