Mercado do boi gordo opera com lentidão após o Natal, com escala de abate cheia, preço da arroba estável e exportação de carne bovina firme.
O mercado do boi gordo retomou as negociações após o feriado de Natal em ritmo mais lento, com poucos negócios registrados, preço da arroba estável e escala de abate já programada em diversas unidades frigoríficas.
O cenário envolve produtores mais afastados das negociações, frigoríficos abastecidos para o curto prazo e um ambiente de cautela típico do período de festas, conforme análise divulgada pela Scot Consultoria.
Mercado pecuário enfrenta baixa liquidez no pós-feriado
Após a pausa do Natal, o mercado pecuário voltou a operar com menor intensidade do que o habitual para uma sexta-feira.
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De acordo com a Scot, a combinação entre escalas já preenchidas e a ausência de pecuaristas nas negociações reduziu significativamente a necessidade de compra por parte dos frigoríficos.
Além disso, algumas unidades industriais optaram por conceder folga às equipes, aproveitando a composição confortável das escalas.
“Algumas unidades, inclusive, aproveitaram a composição das escalas e morosidade de negócios e cederam folga à equipe, com a expectativa de retomada das atividades na próxima segunda-feira (29/12)”, informou a consultoria em boletim.
Escala de abate garante tranquilidade aos frigoríficos
Um dos principais fatores que explicam a lentidão do mercado é a escala de abate, que está, em média, posicionada em torno de dez dias.
Com isso, os frigoríficos não enfrentam pressão imediata para aquisição de novos lotes de boi gordo.
Segundo a Scot, esse quadro tende a manter o mercado moroso no curto prazo. “Com as escalas já preenchidas para a próxima semana, o mercado deve seguir moroso”, estima a consultoria, reforçando a expectativa de estabilidade nas negociações.
Preço da arroba se mantém firme em São Paulo
Apesar do baixo volume de negócios, o preço da arroba segue firme em São Paulo, principal referência do mercado nacional.
O boi gordo está cotado a R$ 321 por arroba, enquanto a vaca é negociada a R$ 302 e a novilha a R$ 312 por arroba.
Já o chamado “boi China”, animal que atende às exigências sanitárias e de idade para a exportação de carne bovina ao mercado chinês, alcança R$ 325 por arroba.
Todos os valores são brutos e com prazo, segundo dados da Scot Consultoria.
Exportação de carne bovina sustenta o mercado
Mesmo com a lentidão no mercado físico, o desempenho da exportação de carne bovina segue positivo.
As vendas externas continuam firmes, contribuindo para equilibrar o mercado e evitar pressões negativas mais intensas sobre os preços.
Além disso, o dólar mais valorizado em relação ao início do último trimestre reforça a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.
Esse fator ajuda a compensar o ritmo mais contido das negociações internas neste fim de ano.
Consumo interno fecha o ano com avaliação positiva
No mercado doméstico, as vendas de carne bovina durante o período de festas são avaliadas como satisfatórias.
O consumo típico de fim de ano contribuiu para a boa saída dos estoques, mesmo diante de um cenário econômico ainda marcado por cautela por parte do consumidor.
Esse equilíbrio entre mercado interno e externo ajuda a explicar a estabilidade observada no mercado do boi gordo, mesmo em um momento tradicionalmente mais lento.
Expectativas para janeiro seguem sem grandes oscilações
Olhando para o curto prazo, a Scot Consultoria avalia que o mercado deve iniciar janeiro sem grandes emoções.
A combinação entre escalas confortáveis, exportação firme e consumo interno regular tende a manter o mercado pecuário em equilíbrio.
Dessa forma, o mercado do boi gordo segue sustentado, porém sem sinais claros de movimentos mais agressivos de alta ou baixa no início do próximo ano.
A atenção dos agentes permanece voltada à retomada plena das atividades após as festas e ao comportamento da demanda nas primeiras semanas de janeiro.
