CBMM e Volkswagen estão prestes a testar, no Rio de Janeiro, a bateria de nióbio produzida após parceria no último ano. O componente com foco no mercado e carros elétricos promete ter recarga ultrarrápida, maior segurança e vários outros benefícios.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus, empresa gigante no desenvolvimento e produção em série de caminhões elétricos, e a CBMM, líder mundial na produção e venda de produtos de Nióbio, fecharam, no último ano, uma parceria para fomentar a mobilidade elétrica. O acordo tem como intuito, desenvolver uma bateria de nióbio com recarga ultrarrápida para modelos elétricos concebidos pela alemã. Agora, o fruto desta parceria será testado em breve no Rio de Janeiro.
Saiba todos os detalhes sobre a parceria entre a CBMM e Volkswagen Caminhões e Ônibus
De acordo com o Presidente e CEO da Volkswagen, Roberto Cortes, há três anos a empresa acumula experiência no setor de eletrificação e agora está aplicando toda essa expertise para que as baterias de nióbio se tornem viáveis.
O centro de desenvolvimento de e-Mobility em Resende, no Rio de Janeiro, utilizará a arquitetura modular para veículos elétricos com o objetivo de expandir a plataforma, que começou no e-Delivery e agora está avançando para novos modelos. O executivo afirma que a parceria com a CBMM está sendo mais um importante passo rumo à mobilidade do futuro.
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O objetivo da parceria é desenvolver uma solução de bateria de nióbio de recarga ultrarrápida pioneira na América Latina. A parceria com a CBMM foi estratégica, tendo em vista que a empresa está consolidada como uma referência mundial no desenvolvimento de novas tecnologias com Nióbio para baterias, com potencial para gerar fortes transformações no setor de mobilidade nos próximos anos. Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus entrará com sua expertise para estabelecer o comportamento dessas baterias no veículo, com todos os parâmetros de qualidade para se desenvolver o desempenho esperado.
CBMM usa experiência adquirida com Toshiba para aprimorar tecnologia de nióbio
De acordo com o Vice Presidente da CBMM, a parceria com a Volkswagen para as baterias de nióbio, que serão testadas no Rio de Janeiro, mostra o que duas empresas globais podem fazer atuando juntas. A experiência da Volkswagen Caminhões e Ônibus na Produção de veículos comerciais será aliada ao conhecimento da CBMM no desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
O executivo ainda acrescenta que a tecnologia que está sendo utilizada nas baterias de nióbio é resultado de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Toshiba, no Japão. Pela primeira vez a empresa está utilizando esta solução, que devido ao uso do óxido de nióbio no ânodo da bateria, tornará possível uma operação de carregamento ultrarrápido.
A parceria entre a CBMM e a Toshiba foi estabelecida em 2018, para produzir baterias de lítio, mas com ânodos mistos de titânio e nióbio. Nesta parceria surgiram baterias de veículos com carregamento ultrarrápido, maior vida útil, maior durabilidade e segurança. Agora, o que a parceria com a Volkswagen busca é testar, no Rio de Janeiro, essas baterias em ônibus e veículos mais pesados.
Curiosidades sobre o Nióbio
Já faz um certo tempo que o nióbio tem ganhado destaque e como também há várias fake news sobre o assunto, separamos algumas informações importantes sobre este material.
O Nióbio é um metal de transição descoberto em 1801 e a princípio foi chamado de Colúmbio e apenas em 1846 recebeu o nome atual. Diferentemente do que várias pessoas pensam, o Nióbio não é um material que existe apenas no Brasil, mas sim, em diversos locais do mundo inteiro. O material é um metal produzido a partir de minério encontrado em algumas rochas e no solo e o processo de produção não é tão simples.
Para a produção são necessários minérios como a Columbita Tantalita, Loparita ou o Pirocloro, que é mais popular no Brasil. O Nióbio é bastante versátil, dúctil e com uma alta resistência a corrosão e ainda possui uma supercondutividade. Em tubulações de gasodutos, por exemplo, são utilizados os ferros nióbios que podem aumentar a resistência do aço em 25%.


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