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Autoridades compram Airbus A300 aposentado, desmontam avião de 54 metros e 47 toneladas, transportam suas partes em cinco carretas e afundam a aeronave a mais de 20 metros no Mar Egeu, onde anos depois peixes ocupam a fuselagem e mergulhadores atravessam até o cockpit

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 27/08/2026 às 16:03 Atualizado em 27/08/2026 às 16:21
Assista o vídeoAirbus A300 comprado por cerca de US$ 93 mil é desmontado, levado em cinco carretas e afundado no Mar Egeu, onde virou recife artificial e ponto de mergulho.
Airbus A300 comprado por cerca de US$ 93 mil é desmontado, levado em cinco carretas e afundado no Mar Egeu, onde virou recife artificial e ponto de mergulho.
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Um Airbus A300 aposentado foi comprado por autoridades de Aydın por cerca de US$ 93 mil, desmontado, transportado em cinco carretas e afundado no Mar Egeu. Com 54 metros e 47 toneladas, repousa a mais de 20 metros, onde peixes ocupam a fuselagem e mergulhadores chegam ao cockpit submerso hoje.

Um Airbus A300 que havia passado décadas em operação terminou a carreira de uma maneira pouco convencional na Turquia. A aeronave foi comprada pelas autoridades de Aydın por cerca de US$ 93 mil, desmontada, levada ao litoral e afundada intencionalmente no Mar Egeu para se transformar em recife artificial e ponto de mergulho.

As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 22 de agosto de 2026, em reportagem de Luiz Dias, da Agência Diário. O avião tinha cerca de 54 metros de comprimento, 44 metros de envergadura e 47 toneladas, e terminou instalado em uma área arenosa a aproximadamente 20 a 24 metros de profundidade.

Airbus escolhido para o projeto havia sido entregue em 1980

O A300 escolhido para o recife era o SX-BEF, batizado de “Ajax”, entregue à Olympic Airways em 1980 e usado pela companhia durante quase duas décadas (Foto: Steve Fitzgerald / Wikimedia Commons)
O A300 escolhido para o recife era o SX-BEF, batizado de “Ajax”, entregue à Olympic Airways em 1980 e usado pela companhia durante quase duas décadas (Foto: Steve Fitzgerald / Wikimedia Commons)

A aeronave selecionada para o recife artificial era o SX-BEF, batizado de “Ajax”.

O Airbus A300 foi entregue à Olympic Airways em 1980 e permaneceu em operação com a companhia durante quase duas décadas antes de mudar de função e proprietário.

Avião passou de transporte de passageiros para cargueiro

O SX-BEF foi vendido em 1999.

Depois da negociação, a aeronave foi convertida para transporte de cargas e passou a operar com a matrícula TC-ACZ, incluindo passagem por empresas como a ACT Cargo.

A300 foi retirado de serviço em 2012

A carreira operacional terminou depois de mais de três décadas.

Uma imagem de setembro de 2012 registra o TC-ACZ no Aeroporto Atatürk, em Istambul, no mesmo ano em que o avião foi retirado de serviço.

Aeronave acumulava 36 anos desde a entrada em serviço

Quando o projeto de afundamento foi realizado, o avião já acumulava décadas de utilização.

O A300 tinha 36 anos de serviço desde sua entrega em 1980, período em que passou de aeronave de passageiros a cargueiro antes da aposentadoria definitiva.

Autoridades de Aydın pagaram cerca de US$ 93 mil pelo avião

Em vez de encaminhar a estrutura diretamente para desmontagem como sucata, autoridades locais decidiram reaproveitá-la.

O Airbus foi adquirido por aproximadamente US$ 93 mil na época, com a proposta de transformá-lo em um recife artificial no litoral turco.

Projeto combinava finalidade turística e ambiental

A intenção declarada era dar uma nova função a uma aeronave já retirada de serviço.

O projeto buscava criar um ponto de interesse para mergulhadores e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma grande estrutura submersa capaz de ser ocupada pela vida marinha.

A300 precisou ser desmontado antes de deixar Istambul

O A300 foi desmontado em Istambul e suas partes seguiram até Kuşadası em cinco carretas, uma operação necessária para transportar componentes muito maiores que a largura normal de uma rodovia (Foto: Xnatedawgx / Wikimedia Commons / Imagem Ilustrativa)
O A300 foi desmontado em Istambul e suas partes seguiram até Kuşadası em cinco carretas, uma operação necessária para transportar componentes muito maiores que a largura normal de uma rodovia (Foto: Xnatedawgx / Wikimedia Commons / Imagem Ilustrativa)

O tamanho da aeronave impedia que o transporte terrestre fosse realizado com o avião completamente montado.

O Airbus foi desmontado em Istambul, separando grandes componentes para permitir o deslocamento até o litoral.

Cinco carretas transportaram as partes do avião

As peças seguiram por rodovia em uma operação logística de grande porte.

Foram necessárias cinco carretas para levar os componentes do A300 até a região de Kuşadası, já que partes da aeronave ultrapassavam as dimensões normalmente compatíveis com uma rodovia.

Avião foi remontado perto de Kuşadası

Depois da viagem terrestre, os componentes chegaram à região costeira.

O Airbus foi levado para Güzelçamlı, na região de Kuşadası, onde passou por remontagem antes da etapa final no Mar Egeu.

Balões de flutuação ajudaram a controlar o afundamento

A colocação de uma aeronave de 47 toneladas no fundo do mar exigiu controle durante toda a operação.

Foram utilizados balões de flutuação, mergulhadores e embarcações para posicionar o Airbus sobre a área escolhida e conduzir o afundamento.

Avião foi colocado sobre fundo arenoso a até 24 metros

O A300 terminou a operação repousando sobre uma área arenosa a aproximadamente 20 a 24 metros de profundidade, transformado em ponto de mergulho e recife artificial (Foto: Reprodução / YouTube / GIU)
O A300 terminou a operação repousando sobre uma área arenosa a aproximadamente 20 a 24 metros de profundidade, transformado em ponto de mergulho e recife artificial (Foto: Reprodução / YouTube / GIU)

O ponto selecionado fica em uma área de fundo arenoso.

O A300 terminou repousando a aproximadamente 20 a 24 metros de profundidade, embora operadores de mergulho indiquem atualmente a estrutura na faixa de cerca de 20 a 22 metros.

Fuselagem de 54 metros virou estrutura de mergulho

A aeronave mantém grande parte do volume reconhecível de um avião mesmo debaixo d’água.

Com cerca de 54 metros de comprimento e 44 metros de envergadura, o antigo cargueiro passou a funcionar como destino para mergulhadores que visitam a região.

Mergulhadores conseguem atravessar partes do interior

A visita não se limita à observação externa.

Operadores de mergulho de Kuşadası realizam trajetos que permitem atravessar determinadas áreas da fuselagem e avançar pelo interior da aeronave submersa.

Percurso pode chegar até o antigo cockpit

Um dos pontos de maior interesse está na parte dianteira do avião.

Mergulhadores com certificação compatível podem avançar pela estrutura e chegar até o cockpit, transformando um espaço antes utilizado para comandar a aeronave em parte de uma rota subaquática.

Airbus mantém três portas de cada lado

Elementos originais da configuração da aeronave ainda fazem parte do cenário.

O A300 possui três portas de cada lado, enquanto diferentes aberturas permitem a circulação de mergulhadores e de animais marinhos pelo antigo interior.

Entrada na fuselagem exige treinamento compatível

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Penetrar em uma estrutura submersa apresenta riscos diferentes dos encontrados em um mergulho realizado apenas em águas abertas.

A PADI indica formação avançada como treinamento útil para o ponto, enquanto operadores locais exigem certificação de mergulho compatível e realizam os percursos com instrutores.

Área quase não recebia mergulhadores antes de 2016

O local onde o avião foi instalado não era um destino consolidado antes do projeto.

O instrutor Tağmaç Saraçoğlu contou à Anadolu Agency que praticamente não havia mergulhadores naquela área antes da chegada do Airbus.

Quatro anos depois, peixes já ocupavam a aeronave

Projeto transformou um Airbus com 36 anos de serviço em recife artificial; anos depois, peixes já ocupavam a antiga fuselagem (Foto: Reprodução / YouTube / GIU)
Projeto transformou um Airbus com 36 anos de serviço em recife artificial; anos depois, peixes já ocupavam a antiga fuselagem (Foto: Reprodução / YouTube / GIU)

Uma expedição realizada em 2020 encontrou um cenário diferente daquele observado antes do afundamento.

Cardumes circulavam dentro e ao redor da fuselagem, demonstrando que a estrutura já havia sido incorporada ao ambiente submerso.

Congros e caranguejos também foram registrados no local

A ocupação não ficou restrita aos cardumes.

A expedição identificou também congros, caranguejos e outros animais, que passaram a utilizar partes da aeronave e a área ao redor.

Estrutura passou a atrair fotógrafos submarinos

O visual incomum do antigo avião também transformou o ponto em destino fotográfico.

Fotógrafos submarinos passaram a procurar o local pela combinação entre a grande estrutura metálica do A300 e a vida marinha instalada ao redor e dentro da fuselagem.

Airbus aposentado permanece como recife artificial no Mar Egeu

O antigo TC-ACZ permanece no fundo do Mar Egeu, transformado de cargueiro aposentado em recife artificial e ponto de mergulho na região de Kuşadası.

Anos depois do afundamento, o avião de 54 metros abriga peixes e outros animais, enquanto mergulhadores com treinamento adequado podem percorrer partes da fuselagem e chegar até o cockpit a mais de 20 metros de profundidade.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse projeto: reaproveitar um Airbus aposentado como recife, transportar a aeronave em cinco carretas ou poder mergulhar dentro da fuselagem até o cockpit? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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