Os astronautas da Artemis 2 completaram um sobrevoo histórico de sete horas ao redor da Lua, observaram o lado oculto que nunca é visível da Terra, encontraram formações com brilho intenso semelhante a neve e testemunharam um eclipse solar do espaço, batendo o recorde de distância da Apollo 13.
Quatro tripulantes da NASA acabam de protagonizar o voo tripulado mais distante da história da humanidade. Os astronautas da Artemis 2 realizaram um sobrevoo de aproximadamente sete horas ao redor da Lua nesta segunda-feira (6) e tiveram acesso a regiões nunca observadas diretamente por olhos humanos, incluindo o enigmático lado oculto do satélite natural. A missão, lançada no início de abril a partir do Centro Espacial Kennedy, marca o retorno de voos tripulados ao entorno lunar após mais de cinco décadas. Durante o trajeto, a nave Orion ultrapassou os 400 mil quilômetros de distância da Terra, superando o recorde da Apollo 13.
O que os astronautas da Artemis 2 encontraram ao se aproximarem da Lua surpreendeu até quem esperava paisagens desoladas. Algumas formações na superfície lunar apresentaram brilho tão intenso que pareciam cobertas por neve, um fenômeno visual que chamou atenção imediata da tripulação e que deve ser analisado em detalhe pelos cientistas da NASA nas próximas semanas. As imagens captadas por equipamentos profissionais e por dispositivos pessoais dos tripulantes prometem contribuir para estudos sobre a formação da Lua e do próprio sistema solar.
O que os astronautas da Artemis 2 viram no lado oculto da Lua

O lado oculto da Lua nunca é visível da Terra porque o satélite leva o mesmo tempo para girar em torno de si mesmo e para orbitar o planeta, mantendo sempre a mesma face voltada para nós.
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Os astronautas da Artemis 2 conseguiram observar diretamente essa região misteriosa e documentar detalhes que só haviam sido registrados por sondas robóticas até então.
Entre os pontos de maior interesse está a bacia de impacto Orientale, uma gigantesca formação com cerca de 950 quilômetros de extensão que é uma das maiores estruturas de impacto do sistema solar.
Além da bacia Orientale, os astronautas da Artemis 2 observaram crateras, cordilheiras e áreas formadas por antigos fluxos de lava que contam a história geológica de bilhões de anos do satélite.
A diferença entre ver essas formações em imagens de satélite e observá-las diretamente pela janela da nave Orion é comparável à diferença entre ver uma foto de uma montanha e estar diante dela. A escala, a textura e os contrastes de luz que os astronautas registraram devem fornecer dados visuais que complementam décadas de pesquisa remota.
As formações com brilho intenso que surpreenderam os astronautas da Artemis 2
O relato sobre superfícies que pareciam cobertas por neve é um dos aspectos mais intrigantes da missão. Os astronautas da Artemis 2 descreveram formações com brilho intenso que se destacavam da paisagem lunar tipicamente cinzenta e escura, sugerindo composição mineral diferente ou propriedades de reflexão de luz que ainda precisam ser estudadas.
O brilho pode estar relacionado a materiais ejetados por impactos recentes (em termos geológicos) ou a concentrações minerais específicas que refletem a luz solar de forma incomum.
Essas observações feitas pelos astronautas da Artemis 2 adicionam uma camada de dados que instrumentos remotos não captam com a mesma fidelidade. A percepção humana de contraste, profundidade e variação de brilho complementa as medições feitas por câmeras e sensores.
Os cientistas da NASA devem cruzar as descrições dos astronautas com dados espectrais já existentes para determinar se essas formações brilhantes correspondem a composições minerais conhecidas ou se representam algo que ainda não foi catalogado.
O eclipse solar visto do espaço durante o sobrevoo dos astronautas da Artemis 2
Durante o sobrevoo lunar, os tripulantes testemunharam um fenômeno que pouquíssimos seres humanos já viram.
A Lua bloqueou completamente a luz do Sol vista a partir da nave Orion, criando um eclipse solar observado do espaço em condições que permitem visualizar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera da estrela, com uma clareza impossível de alcançar a partir da superfície terrestre.
O eclipse permitiu que os astronautas da Artemis 2 observassem outros corpos celestes que normalmente ficam ofuscados pelo brilho solar, incluindo Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno.
A oportunidade de ver vários planetas ao mesmo tempo, sem a interferência da atmosfera terrestre, oferece perspectivas visuais e científicas que complementam os dados coletados por telescópios espaciais. Para a tripulação, o momento representou uma experiência que nenhum ser humano tinha vivido desde as missões Apollo.
O recorde de distância que os astronautas da Artemis 2 quebraram
A nave Orion ultrapassou os 400 mil quilômetros de distância da Terra durante a missão, quebrando o recorde estabelecido pela Apollo 13 em 1970. Os astronautas da Artemis 2 se tornaram os seres humanos que mais se distanciaram do planeta em toda a história, superando uma marca que permaneceu intocada por mais de meio século.
A Apollo 13, que foi forçada a contornar a Lua após uma explosão a bordo, havia estabelecido o recorde anterior de forma involuntária durante o procedimento de retorno de emergência.
A diferença é que os astronautas da Artemis 2 quebraram o recorde de forma planejada, como parte de uma missão projetada para testar a nave Orion em condições reais de voo lunar antes de missões futuras que incluirão pouso na superfície.
A cápsula, os sistemas de navegação, o escudo térmico e os procedimentos de comunicação foram todos validados durante o trajeto de ida, o sobrevoo e o retorno, que deve culminar com pouso no oceano Pacífico nos próximos dias.
O que a missão dos astronautas da Artemis 2 significa para o futuro da exploração lunar
A Artemis 2 não é o destino final. É o passo estratégico que abre caminho para a Artemis 3, que será a primeira missão a pousar astronautas na superfície lunar desde a Apollo 17 em 1972.
O programa Artemis tem como objetivo estabelecer presença humana sustentável na Lua, com foco na região do polo sul lunar, onde cientistas acreditam existir depósitos de gelo de água em crateras permanentemente sombreadas.
Os astronautas da Artemis 2 provaram que a nave Orion funciona, que a tripulação suporta a viagem e que os sistemas de navegação são confiáveis. Com esses dados validados, a NASA pode avançar para as etapas seguintes com mais segurança.
A expectativa é que missões futuras incluam operações na órbita lunar e, posteriormente, o envio de astronautas para a superfície, construindo gradualmente a infraestrutura que sustentará uma base lunar permanente.
O que mais te impressionou na missão dos astronautas da Artemis 2: as formações brilhantes que pareciam neve, o eclipse visto do espaço ou o recorde de distância quebrado? Acha que vamos ver astronautas pisando na Lua de novo nos próximos anos? Conta nos comentários. A humanidade está voltando à Lua, e dessa vez os planos são de ficar.


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