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Apple pode reatar com a Intel: multinacional estaria considerando usar o processo 14A como segunda fonte e desafiar a TSMC

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 28/07/2025 às 11:38
Apple pode reatar com a Intel: multinacional estaria considerando usar o processo 14A como segunda fonte e desafiar a TSMC
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Apple avalia usar chips Intel 14A a partir de 2028, dividindo produção com a TSMC. Parceria pode render contrato bilionário à Intel e reduzir dependência da Apple.

A relação entre Apple e Intel, que parecia ter chegado ao fim após anos de parceria, pode ganhar um novo capítulo. De acordo com o analista Jeff Pu, da GFKH, a Apple está avaliando a possibilidade de usar o processo Intel 14A para fabricar chips da série M a partir de 2028, transformando a Intel em uma segunda fornecedora e reduzindo a dependência exclusiva da TSMC, hoje responsável por todos os chips usados em Macs e outros dispositivos da empresa.

Se confirmada, a movimentação representa um passo estratégico relevante para a Apple e um sopro de esperança para a Intel, que enfrenta uma fase delicada, com queda de receitas, perda de espaço para concorrentes e até a saída de Pat Gelsinger, CEO que esteve na empresa por mais de 30 anos.

Apple Intel 14A: um retorno inesperado de uma parceria histórica

A Apple e a Intel têm um histórico longo de colaboração. Por muitos anos, os Macs usaram processadores Intel, até que a Apple decidiu apostar em chips próprios, inaugurando a linha Apple Silicon e deixando a Intel de lado.

Desde então, a TSMC assumiu a fabricação desses chips, consolidando-se como a principal parceira de produção da gigante de Cupertino.

No entanto, a busca da Apple por maior controle sobre sua cadeia de suprimentos e a redução de dependência de um único fornecedor reacendem o interesse em um modelo de dual sourcing — ou seja, dividir a produção de chips entre mais de um parceiro. A entrada da Intel com o processo 14A se encaixaria nessa estratégia.

Fabricação de chips 14A: o que muda na prática?

O processo Intel 14A promete saltos técnicos importantes. A expectativa é de que ele entregue de 15% a 20% mais desempenho por watt em comparação com o 18A, hoje utilizado, além de permitir frequências mais altas e um consumo energético até 35% menor.

Essas melhorias podem ajudar a Apple a continuar evoluindo seus chips da linha M, que equipam Macs e iPads, e manter a liderança em eficiência energética, um dos pontos mais fortes dos processadores Apple Silicon.

Para a Intel, ter a Apple como cliente de um processo tão avançado seria um contrato bilionário e, mais do que isso, um reconhecimento do esforço para recuperar relevância no setor de fundição, onde enfrenta TSMC e Samsung.

Apple dual sourcing: redução de riscos e dependência

Atualmente, a Apple depende exclusivamente da TSMC para fabricar seus chips de 3 nm e, no futuro, os de 1,4 nm. Essa relação estreita é estratégica, mas também cria um ponto de vulnerabilidade: qualquer problema de produção, gargalo ou crise geopolítica envolvendo Taiwan poderia afetar a cadeia de fornecimento da Apple.

Ao adotar um modelo de dual sourcing, a Apple diversificaria riscos, garantiria maior segurança no fornecimento e ainda poderia negociar condições mais vantajosas, estimulando a competição entre fornecedores.

Intel Foundry Apple: possível contrato bilionário e recuperação da Intel

A possível parceria com a Apple chega em um momento crucial para a Intel. A companhia enfrenta forte pressão financeira, perda de participação de mercado e uma transição de liderança após a saída de Pat Gelsinger.

Ter a Apple como cliente para o processo 14A seria um divisor de águas. Além do impacto financeiro direto, ajudaria a Intel a consolidar a imagem de que está conseguindo competir novamente em processos de ponta, algo essencial para sua estratégia de longo prazo.

TSMC concorrente: como fica o acordo já existente?

A Apple já tem um contrato com a TSMC para a fabricação de chips em litografia de 1,4 nm a partir de 2028. Isso não significa que a parceria será rompida, mas sim que a produção poderia ser compartilhada com a Intel.

Essa divisão traria benefícios à Apple, como maior flexibilidade e capacidade de aumentar a produção sem depender de um único parceiro. Para a TSMC, porém, representaria um sinal de alerta: a exclusividade na produção de chips Apple pode estar com os dias contados.

Nos últimos anos, a Apple vem investindo pesado para diminuir a dependência de terceiros. A criação do chip C1, modem 5G usado no iPhone 16e, foi um exemplo dessa busca por autonomia.

Com o movimento em direção ao processo 14A, a Apple mostra que, embora queira independência em design de chips, ainda precisa de parceiros para fabricá-los em escala — e quer que esses parceiros sejam mais de um.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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