Reunião realizada em 11 de março reuniu governo federal, governo do Rio Grande do Sul e representantes do setor agropecuário para discutir ampliação da irrigação no estado, após perdas de 48,6 milhões de toneladas de grãos e impacto econômico estimado em R$ 319,2 bilhões entre 2020 e 2025
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta quarta-feira (11) com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para discutir a ampliação da irrigação no estado como estratégia para reduzir impactos das estiagens recorrentes sobre a produção agrícola.
Reunião discute ampliação da irrigação para enfrentar estiagens no estado
O encontro ocorreu com a participação do secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, e do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes. A reunião teve como foco estratégias para ampliar a irrigação e reduzir os efeitos das estiagens frequentes sobre a produção agrícola gaúcha.
Durante a reunião, o governador apresentou o projeto “Irrigação Resiliente no Rio Grande do Sul”. A proposta prevê a ampliação da área irrigada e investimentos em infraestrutura hídrica para fortalecer a segurança hídrica e energética da produção agrícola.
-
Sete mulheres da mesma família transformaram uma queijaria em Minas em atração turística, onde visitantes acompanham a ordenha, veem o queijo artesanal nascer e ainda levam para casa produtos feitos na própria fazenda
-
Ele arrancou todo o gramado do quintal, transformou a casa numa fazenda urbana e vendeu comida para os vizinhos até a prefeitura aparecer com uma multa por violação de zoneamento
-
Após trabalhar como garçom por dez anos, ele pegou R$ 500 emprestados do irmão, criou filas de 40 minutos com um carrinho de açaí na rua e hoje comanda uma fazenda de 600 mil pés no Pará e uma rede de R$ 45 milhões
-
Inventor mineiro converte moto comum em triciclo agrícola com pulverizador, carroceria basculante e oficina móvel com gerador para atender o pequeno produtor rural sem trator
Segundo o governo estadual, a iniciativa busca aumentar a previsibilidade da produção e ampliar a capacidade de adaptação do setor agropecuário do estado a eventos climáticos extremos. A proposta também pretende reforçar a estabilidade da atividade agrícola em períodos de estiagem.

Irrigação é apontada como ferramenta para adaptação às crises climáticas
Durante o encontro, o ministro Carlos Fávaro ressaltou a importância da articulação entre diferentes instituições para enfrentar os impactos das crises climáticas sobre a agricultura.
Ele destacou a mobilização política e institucional promovida pelo governo do estado em torno da ampliação da irrigação.
Fávaro afirmou que a crise climática já se transformou em um problema econômico que exige medidas estruturantes. Segundo ele, o Ministério da Agricultura está à disposição para oferecer subsídios técnicos e pareceres relacionados às propostas apresentadas.
O ministro também destacou a importância da irrigação e citou experiências observadas em outras regiões do país. Ele mencionou sistemas que utilizam águas de aquíferos e afirmou que o uso racional da água é essencial para garantir a eficiência e a longevidade desses modelos.
Dados mostram perdas econômicas provocadas pelas estiagens
Ao apresentar o projeto, o governador Eduardo Leite destacou os impactos econômicos provocados pelas estiagens recorrentes no Rio Grande do Sul. Ele afirmou que, entre 2020 e 2025, o estado perdeu 48,6 milhões de toneladas de grãos.
Segundo o governador, os produtores deixaram de faturar cerca de R$ 126,3 bilhões com culturas como arroz, milho, soja e trigo. O impacto econômico total chegou a R$ 319,2 bilhões em Produto Interno Bruto, valor equivalente a aproximadamente 49% do PIB do estado em 2023.
Os números apresentados indicam o impacto direto das estiagens sobre a produção agrícola e a economia regional. A proposta de ampliação da irrigação busca justamente reduzir perdas provocadas por quebras de safra e eventos climáticos extremos.
Resultados esperados incluem aumento de produtividade e estabilidade econômica
Entre os resultados esperados com a ampliação da irrigação estão a preservação do potencial produtivo das lavouras e a redução das perdas provocadas pelas estiagens.
O projeto também prevê aumento da produtividade média e melhoria da qualidade dos grãos produzidos no estado.
Outra expectativa apresentada é a redução da dependência de cereais provenientes de outros estados. Essa medida pode beneficiar especialmente a cadeia de proteína animal, que depende de grãos como insumo para a produção.
De acordo com a proposta apresentada, a ampliação da irrigação também pode contribuir para maior estabilidade econômica regional. A iniciativa pretende fortalecer a capacidade produtiva do setor agropecuário diante de eventos climáticos adversos.
Autoridades e representantes do setor participaram da reunião
A reunião contou ainda com a participação do deputado federal Afonso Hamm e do secretário-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Arthur Lemos.
Também participaram a secretária-executiva de Gestão, Maria Ester Gazalle, e o secretário-executivo do Escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Henrique Pires.
Estiveram presentes o secretário-adjunto da Fazenda, Itanielson Cruz, o procurador-geral do estado, Eduardo Cunha, e o chefe de gabinete do governador, Cel. Euclides Neto. O diretor de Economia e Estatística, Tomás Pinheiro, também participou do encontro.
Representando o Ministério da Agricultura, participaram o secretário-executivo adjunto Cleber Soares e o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos. Outras lideranças e parlamentares acompanharam a reunião de forma virtual.

Seja o primeiro a reagir!