A fazenda de Michel Teló em Corumbá reúne produção rural, memória familiar e momentos de descanso, enquanto o cantor divide com o pai e o irmão uma rotina que combina pecuária, lavouras e convivência entre gerações.
Muito antes de soja, máquinas agrícolas e decisões sobre a criação de gado entrarem com força na rotina de Michel Teló, a ligação do cantor com o campo já fazia parte da história de sua família.
Hoje, aos 45 anos, o artista concilia a agenda musical com uma propriedade de 14 mil hectares em Corumbá, Mato Grosso do Sul, onde a família mantém atividades ligadas à pecuária e à agricultura.
Reportagens recentes apontam produção de soja e milho, além da criação de gado.
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O tamanho ajuda a dimensionar o lugar: são 140 milhões de metros quadrados, área que vai muito além de um refúgio de fim de semana.
Ao mesmo tempo, a fazenda ocupa uma função que não aparece nas planilhas da atividade rural.
Michel costuma aproveitar os períodos livres para estar no local com a esposa, Thaís Fersoza, e os filhos, Melinda e Teodoro.
Registros divulgados pela família mostram as crianças em atividades como passeios a cavalo e pescaria, enquanto a propriedade também funciona como ponto de encontro entre diferentes gerações dos Teló.
Fazenda de Michel Teló tem 14 mil hectares em Corumbá
A dimensão da propriedade não é uma informação surgida recentemente.
Em janeiro de 2012, quando “Ai Se Eu Te Pego” transformava Michel Teló em um fenômeno internacional, uma coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, já registrava que o cantor havia comprado uma fazenda de 14 mil hectares em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
Mais de uma década depois, o campo ganhou espaço ainda maior na rotina da família.
Reportagens posteriores passaram a apresentar a propriedade como um negócio compartilhado entre Michel, o pai, Aldo Teló, e o irmão Teo Teló, combinando criação de gado com lavouras.
O trabalho rural passou a reunir pai e filhos em decisões sobre produção, plantio, equipamentos e manejo, criando uma atividade paralela ao universo da música.
Pecuária veio antes da expansão da lavoura
Durante anos, a pecuária teve papel central na fazenda.
Em uma entrevista repercutida em maio de 2024 a partir de informações da Globo Rural, Michel contou que a propriedade tinha foco inicialmente voltado à criação de gado.
A família decidiu posteriormente ampliar a agricultura e adotar a integração lavoura-pecuária, sistema em que a mesma área pode ser utilizada em diferentes etapas para produção vegetal e criação animal.
Na prática, depois da colheita da soja, o terreno pode ser preparado para receber o gado.
Esse tipo de organização permitiu aos Teló aproximar duas atividades que antes tinham pesos diferentes dentro da propriedade.
O interesse pelo plantio também ganhou exposição pública.
Em 2024, a John Deere transformou a experiência da família em uma série chamada “Safra de Inovações – A Fazenda da Família Teló”, acompanhando o planejamento, o plantio e os desafios enfrentados na primeira safra de soja apresentada pelo projeto.
Primeira safra de soja enfrentou seca extrema
A estreia não ocorreu nas condições mais favoráveis.
A safra 2023/2024 coincidiu com um período de dificuldades climáticas em Mato Grosso do Sul.
Michel relatou ter enfrentado seca extrema, situação que prejudicou a produtividade e transformou a primeira experiência com a lavoura em um teste para a família.
Mesmo com o cenário adverso, os planos de expansão continuaram.
Segundo informações publicadas em 2024, a família decidiu dobrar a área de lavoura de cerca de 200 para 400 hectares, com intenção de avançar gradualmente nos ciclos seguintes.
Essa informação também coloca os 14 mil hectares em perspectiva.
Ter uma propriedade dessa dimensão não significa que toda a área seja coberta por soja ou milho.
A fazenda reúne diferentes usos, e as áreas destinadas a cada atividade podem variar conforme planejamento agrícola, pecuária, características do solo e outros fatores.
Michel Teló participa da rotina rural com o pai e o irmão
Apesar da carreira que exige viagens e apresentações, Michel afirma que tenta acompanhar o trabalho rural quando a agenda permite.
Em entrevista reproduzida em 2026 a partir de declarações dadas à Globo Rural, ele contou que gosta de operar equipamentos e participar diretamente das atividades com o pai e o irmão.
“Gosto de colocar a mão na massa, de pilotar as máquinas, de estar na lida com meu pai, meu irmão”, afirmou.
A divisão das tarefas, porém, vai além da presença eventual do cantor.
Material produzido em 2024 sobre a família apontou Teo como responsável por assumir a operação cotidiana da atividade agrícola, enquanto Aldo aparece como uma figura central na ligação familiar com a terra e na retomada do plantio.
Assim, a imagem de Michel dirigindo máquinas na fazenda é apenas uma parte da estrutura. Existe uma rotina de produção que continua mesmo quando ele precisa voltar aos palcos.

Pai de Michel Teló ajudou a reaproximar a família da agricultura
A ligação dos Teló com a vida rural não começou com o sucesso financeiro do cantor.
Michel já contou que seus pais tiveram contato com a agricultura e com a vida no campo antes que ele se tornasse conhecido nacionalmente.
Essa memória familiar aparece como uma das razões para o envolvimento do pai com a propriedade e para a entrada mais recente dos filhos na produção de grãos.
Em 2023, antes da série dedicada à própria fazenda, Michel e o pai participaram de uma temporada de conteúdo da John Deere visitando propriedades agrícolas tecnológicas.
Depois da experiência, Aldo manifestou interesse em voltar a plantar, segundo material divulgado sobre o projeto.
No ano seguinte, a história avançou para a primeira safra acompanhada pelas câmeras.
O que começou como interesse em retomar uma tradição familiar passou a exigir planejamento, máquinas, decisões sobre o solo e enfrentamento de um problema que nenhum produtor controla: o clima.
Fazenda também virou refúgio para Thaís Fersoza e os filhos
Se para os adultos a propriedade envolve trabalho e investimento, para Melinda e Teodoro a experiência aparece sob outro ponto de vista.
Os filhos de Michel e Thaís têm contato com cavalos, pescaria e diferentes atividades ao ar livre durante as visitas ao Mato Grosso do Sul.

Em dezembro de 2021, por exemplo, registros publicados pela família mostraram Michel, Thaís, as crianças, os pais do cantor e outros parentes reunidos durante férias no estado.
Mais recentemente, o cantor destacou que considera importante apresentar aos filhos não apenas a diversão proporcionada pelo campo, mas também a origem dos alimentos e os cuidados envolvidos na produção.
Ao falar sobre essa convivência, resumiu a ideia como “um legado, sem dúvidas”.
A propriedade, dessa forma, funciona simultaneamente como negócio rural e espaço familiar.

Relação de Michel Teló com Mato Grosso do Sul começou antes da fama
Embora tenha nascido no Paraná, Michel cresceu em Mato Grosso do Sul e construiu parte importante de sua trajetória artística no estado.
Antes da carreira solo, tornou-se conhecido como vocalista do Grupo Tradição.
Depois vieram sucessos como “Fugidinha” e principalmente “Ai Se Eu Te Pego”, música que levou seu nome a diversos países.
A compra da propriedade de Corumbá foi noticiada justamente durante o auge dessa explosão internacional, em 2012.
Com o passar dos anos, porém, aquela fazenda deixou de aparecer apenas como um investimento feito por um cantor famoso. A família aprofundou a atividade produtiva, manteve o gado e avançou sobre novas experiências agrícolas.
Gado, soja e milho dividem uma área que vai muito além das lavouras
Os 14 mil hectares da fazenda da família Teló ajudam a dar dimensão da propriedade, mas não significam que toda essa extensão esteja coberta por plantações.
Segundo reportagem da Globo Rural, a pecuária esteve durante anos no centro da atividade rural da família, enquanto a agricultura ganhou espaço mais recentemente com o avanço da soja e do milho.
A mudança trouxe uma dinâmica diferente para a fazenda.
Depois da colheita, parte das áreas agrícolas pode voltar a receber o gado, seguindo a lógica da integração lavoura-pecuária, sistema que permite alternar produção de grãos e pastagem no mesmo espaço ao longo do ciclo produtivo.
Essa combinação faz com que a propriedade funcione em diferentes frentes ao mesmo tempo: enquanto uma área está ligada às lavouras, outras continuam destinadas à criação dos animais e às demais atividades rurais.

