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Aos 23 anos, jovem desiste da faculdade após frustração com aulas no Zoom, vira eletricista, abre empresa do zero, fatura alto com serviços que viralizam na vizinhança e se torna símbolo da revolução blue-collar da geração Z

Escrito por Ana Alice
Publicado em 30/01/2026 às 05:38
Atualizado em 02/02/2026 às 18:25
Assista o vídeoJovem abandona a universidade, vira eletricista e cria empresa com faturamento de seis dígitos após a pandemia. (Imagem: Fortune/Jacob Palmer)
Jovem abandona a universidade, vira eletricista e cria empresa com faturamento de seis dígitos após a pandemia. (Imagem: Fortune/Jacob Palmer)
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Aos 23 anos, um eletricista licenciado dos Estados Unidos interrompeu a trajetória universitária durante a pandemia, ingressou em uma carreira técnica e abriu a própria empresa, que passou a registrar faturamento anual de seis dígitos em pouco tempo de operação.

Aos 23 anos, Jacob Palmer, eletricista licenciado e morador de Concord, na Carolina do Norte, interrompeu o curso universitário durante o período de ensino remoto adotado na pandemia e, posteriormente, abriu a própria empresa no setor elétrico.

Em atividade desde 2024, o negócio passou a registrar faturamento anual de seis dígitos em dólares, de acordo com informações declaradas pelo empreendedor em entrevistas à imprensa norte-americana.

Antes da mudança de trajetória, Palmer seguia um percurso comum entre estudantes de sua região.

Ele participava de atividades escolares, assumia funções de liderança e planejava concluir o ensino superior.

“Eu era um bom aluno”, afirmou em entrevista à revista Fortune, ao descrever o período anterior às alterações impostas pela pandemia.

Com a adoção das aulas remotas, a relação com a universidade mudou.

Segundo Palmer, o formato a distância dificultou sua adaptação ao ensino superior.

Em relato à Fortune, ele afirmou que percebeu rapidamente que aquele modelo não correspondia às suas expectativas acadêmicas, o que o levou a reconsiderar a permanência no curso.

O momento em que a faculdade deixou de ser prioridade

Após deixar a faculdade, Palmer não iniciou imediatamente uma carreira técnica.

Ele buscou experiências no mercado de trabalho e passou por diferentes funções.

Trabalhou em um centro de distribuição da FedEx e, mais tarde, atuou em uma fábrica localizada em uma área rural da Virgínia, onde viviam seus avós, conforme relatado em entrevistas.

O interesse pela área elétrica surgiu em uma situação cotidiana, durante um serviço realizado na residência de sua família.

O profissional contratado para a instalação explicou detalhes do trabalho e comentou sobre a rotina da profissão.

A conversa levou Palmer a buscar mais informações sobre o setor e sobre os requisitos formais para atuar na área.

De acordo com o próprio eletricista, a estrutura baseada em certificações e licenças foi um dos fatores determinantes na escolha.

Ele também mencionou que tinha contato prévio com noções básicas de eletricidade, adquiridas no ensino médio, o que contribuiu para a decisão de ingressar como aprendiz.

A formação técnica e as exigências do ofício elétrico

O início da trajetória profissional foi marcado por atividades operacionais e remuneração inicial limitada.

Palmer relatou à Fortune que começou recebendo cerca de US$ 15 por hora, enquanto acumulava as horas práticas exigidas para se candidatar ao exame de licença estadual.

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Durante esse período, executava tarefas consideradas básicas dentro da rotina de uma empresa elétrica.

Em entrevistas, ele afirmou que passou anos atuando em funções de apoio, sob supervisão, antes de assumir serviços mais complexos.

O avanço na carreira dependia tanto da experiência prática quanto do desempenho em avaliações técnicas obrigatórias.

A licença profissional foi obtida em janeiro de 2024.

Em seguida, Palmer registrou a Palmer Electrical e passou a atuar de forma autônoma, atendendo principalmente demandas residenciais e pequenos contratos.

No início das operações, segundo ele, a empresa funcionava com estrutura reduzida, restrita ao próprio eletricista.

Faturamento, autonomia e rotina como profissional autônomo

Os primeiros serviços vieram de pessoas próximas e de moradores da região onde vive.

Com o tempo, novas indicações ampliaram a carteira de clientes.

Palmer afirmou que, nesse modelo de trabalho, a renda está diretamente ligada ao volume de atendimentos realizados.

“Se eu parar, os cheques vão a zero”, disse, ao descrever a dinâmica do trabalho por conta própria.

Levantamento apresentado pela Fortune, com base em documentos de ganhos analisados pela reportagem, indica que a empresa faturou quase US$ 90 mil em 2024.

No ano seguinte, o valor teria alcançado aproximadamente US$ 175 mil.

Palmer declarou ter como meta chegar a US$ 250 mil anuais até 2026, mantendo a atuação individual no curto prazo.

Ao comentar sua situação financeira, ele mencionou não possuir dívidas estudantis, ao contrário de parte de seus colegas que seguiram no ensino superior.

A comparação foi feita em entrevistas e reflete uma avaliação pessoal, sem generalizações sobre os resultados de cada escolha profissional.

Jovens, ensino técnico e mudanças no mercado de trabalho

Segundo especialistas ouvidos pela Fortune, trajetórias como a de Palmer estão inseridas em um movimento mais amplo entre jovens da Geração Z.

Dados do National Center for Education Statistics indicam queda de 15% nas matrículas em cursos de graduação entre 2010 e 2021, com parte significativa dessa redução concentrada no período da pandemia.

Analistas citados pela revista apontam que fatores como o custo elevado das universidades e a incerteza em relação ao retorno financeiro do diploma contribuíram para o aumento do interesse por carreiras técnicas.

Nesse contexto, formações baseadas em certificações e licenças passaram a ser consideradas alternativas viáveis por parte dos estudantes.

A educadora Marlo Loria, que atua em programas de educação técnica em escolas públicas do Arizona, afirmou à Fortune que muitos jovens passaram a ampliar o conceito de formação profissional.

Segundo ela, há uma compreensão crescente de que diferentes trajetórias educacionais podem levar à inserção no mercado de trabalho, dependendo do setor escolhido.

Presença digital e perspectivas de continuidade

Além da atuação como eletricista, Palmer afirmou que pretende investir na produção de conteúdo digital.

O plano envolve publicar vídeos sobre a rotina do trabalho e buscar monetização por meio de anúncios, estratégia já adotada por outros profissionais de áreas técnicas, conforme relatado em entrevistas.

Ele disse à imprensa que a iniciativa tem como objetivo diversificar a renda e ampliar a divulgação do serviço prestado, sem abandonar a atividade principal.

Ao comentar a própria trajetória, comparou as expectativas que tinha no ensino médio com a realidade atual de administrar um negócio próprio ainda jovem.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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