Uma atleta de elite, Eileen Gu, esquiadora, que une desempenho esportivo, estratégia de mercado e influência global, redefine o conceito de sucesso financeiro no esporte olímpico de inverno
O universo dos Jogos Olímpicos de Inverno vai muito além das medalhas conquistadas na neve e no gelo. Nos bastidores, cifras milionárias, contratos estratégicos e uma forte presença de marca ajudam a definir quem realmente domina o jogo fora das pistas. Nesse contexto, a esquiadora Eileen Gu de apenas 22 anos desponta como a esportista mais bem paga da atual edição do evento, unindo talento esportivo, carisma global e inteligência comercial.
A informação foi divulgada pela Forbes, conforme levantamento recente sobre os atletas mais bem pagos dos Jogos Olímpicos de Inverno, e reforçada por análises de mercado publicadas por veículos especializados em esportes e economia global.
Atualmente, seus ganhos estimados chegam a US$ 23 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 120,9 milhões, valor que a coloca no topo do ranking financeiro entre todos os competidores olímpicos de inverno. Além disso, esse montante também garante à atleta a quarta posição entre as atletas mais bem pagas do mundo em 2025, ficando atrás apenas de grandes nomes do tênis mundial.
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Ascensão meteórica dentro das pistas olímpicas
Antes de se tornar um fenômeno financeiro, Gu construiu uma trajetória esportiva impressionante. Em sua estreia olímpica, nos Jogos de Pequim 2022, entrou para a história ao se tornar a mais jovem campeã olímpica do esqui estilo livre. Na mesma edição, alcançou um feito inédito ao conquistar três medalhas em um único Jogos de Inverno, sendo dois ouros e um bronze.
Agora, neste novo ciclo olímpico, a atleta volta às competições com chances reais de pódio em todas as provas que disputa. Ela compete novamente nas modalidades de slopestyle, big air e halfpipe, categorias nas quais já demonstrou domínio técnico, criatividade e alto nível de execução.
Estratégia internacional e fortalecimento de imagem
Outro ponto determinante para seu sucesso financeiro foi uma decisão estratégica fora das pistas. Nascida nos Estados Unidos, a atleta optou por representar a China, país de origem de sua mãe. Essa escolha ampliou significativamente sua visibilidade global e fortaleceu sua presença no mercado asiático, um dos mais lucrativos do mundo esportivo.
Como resultado, passou a liderar o ranking dos atletas mais bem pagos dos Jogos de Inverno, impulsionada principalmente por contratos publicitários. Embora também acumule premiações em dinheiro nas competições, a maior parte de sua fortuna vem de acordos de patrocínio milionários.
Entre as marcas parceiras estão gigantes chinesas como Anta, Bosideng, Mengniu Dairy e Luckin Coffee, empresas que enxergam na atleta uma combinação rara de juventude, excelência esportiva e apelo internacional.
Muito além do esporte: moda, luxo e educação
Fora do ambiente competitivo, ela também se destaca em outras áreas. Atua como modelo da IMG Models e é embaixadora de marcas de luxo renomadas, como Louis Vuitton e Tiffany & Co., consolidando sua imagem como um ícone que transita entre esporte, moda e lifestyle.
Além disso, demonstra preocupação com sua formação acadêmica. Em 2022, iniciou um bacharelado em Relações Internacionais na Universidade de Stanford, uma das instituições mais prestigiadas do mundo, reforçando que seu projeto de vida vai muito além das medalhas olímpicas.
Fonte: Forbes

