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Aos 17 anos, australiana desiste do Everest quando faltavam apenas 400 metros para o topo por causa do mau tempo, volta um ano depois e, aos 18, se torna a mais jovem do país a alcançar os 8.849 metros da montanha mais alta do planeta

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 17/08/2026 às 17:00 Atualizado em 17/08/2026 às 18:16
Montanhista em área nevada de alta altitude observa picos do Himalaia ao amanhecer, em referência à escalada de Bianca Adler no Everest.
Imagem ilustrativa mostra montanhista diante de picos cobertos de neve, cenário que representa os desafios enfrentados por Bianca Adler até alcançar os 8.849 metros do Everest.
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Bianca Adler interrompeu a escalada a aproximadamente 8.450 metros em 2025, retornou ao Everest em maio de 2026 e alcançou o cume acompanhada por guias nepaleses.

Uma decisão tomada a apenas 400 metros do topo do Everest mudou completamente a trajetória da australiana Bianca Adler.

A jovem tinha 17 anos quando precisou interromper sua primeira tentativa de alcançar os 8.849 metros da montanha mais alta do planeta, em 2025.

As condições meteorológicas haviam piorado durante a subida, aumentando os riscos justamente em uma das áreas mais perigosas do percurso.

Bianca retornou ao Everest um ano depois.

A nova tentativa terminou de maneira diferente: aos 18 anos, ela alcançou o cume e tornou-se a mais jovem australiana a completar a escalada.

Primeira tentativa terminou perto do cume

Bianca realizou sua primeira tentativa de escalar o Everest em 2025.

A montanhista chegou a aproximadamente 8.450 metros de altitude, ficando cerca de 400 metros abaixo do topo.

As condições meteorológicas pioraram durante a aproximação ao cume.

Ventos fortes, neve, frio extremo e baixa visibilidade tornaram a continuidade da subida perigosa.

A australiana decidiu retornar ao acampamento antes que a situação apresentasse riscos ainda maiores.

A escolha não representou apenas uma desistência.

Escaladores que ultrapassam os 8 mil metros entram em uma região conhecida como “zona da morte”.

A quantidade reduzida de oxigênio nessa altitude dificulta o funcionamento e a recuperação do organismo.

A permanência prolongada pode elevar os riscos de exaustão, confusão mental, edema pulmonar e edema cerebral.

Retorno ao Everest aconteceu um ano depois

Bianca voltou à montanha em maio de 2026 para realizar uma segunda tentativa.

A jovem alcançou o cume em 20 de maio de 2026, durante a madrugada no horário do Nepal.

Informações divulgadas pela imprensa australiana apontaram que Bianca estava acompanhada pelos guias nepaleses Pemba e Ngdu.

A escalada levou a australiana aos 8.849 metros de altitude, encerrando a jornada interrompida no ano anterior.

Registros de localização e publicações nas redes sociais também informaram a chegada ao ponto mais alto da montanha.

A descida começou logo após a conquista do cume.

Essa etapa também exige atenção, principalmente porque o corpo já apresenta desgaste significativo depois de permanecer durante horas em altitude extrema.

Conquista estabeleceu nova marca australiana

O resultado colocou Bianca Adler na história do montanhismo de seu país.

Aos 18 anos, ela tornou-se a mais jovem australiana a alcançar o topo do Everest.

A conquista também superou marcas anteriores de montanhistas australianas como Alyssa Azar e Gabby Kanizay.

A diferença entre as duas expedições tornou a trajetória ainda mais significativa.

Bianca esteve muito perto do objetivo em 2025, mas priorizou a segurança quando o clima deixou de oferecer condições adequadas.

A nova tentativa realizada em 2026 permitiu que ela completasse o percurso.

Escalada exige preparação física e aclimatação

A subida do Everest exige preparação muito além da força física.

Montanhistas precisam desenvolver resistência cardiovascular, capacidade de caminhar durante muitas horas e controle psicológico.

A aclimatação também ocupa uma posição essencial durante a expedição.

Escaladores alternam períodos de subida e descanso para permitir que o organismo se adapte gradualmente à menor disponibilidade de oxigênio.

O percurso ainda inclui áreas perigosas, como a Cascata de Gelo do Khumbu, fendas profundas e trechos sujeitos a avalanches.

Mudanças rápidas no clima podem transformar uma etapa aparentemente controlada em uma situação de risco.

Prudência abriu caminho para uma nova tentativa

A trajetória de Bianca Adler ficou marcada tanto pela persistência quanto pela capacidade de reconhecer limites.

A decisão de interromper a escalada em 2025 permitiu que a jovem deixasse a montanha em segurança.

O retorno realizado um ano depois terminou no ponto mais alto do planeta.

Bianca saiu de uma tentativa interrompida a 400 metros do cume para uma conquista histórica aos 8.849 metros do Everest.

A história mostra que, no montanhismo de alta altitude, saber voltar também pode ser parte do caminho até o topo.

Você teria coragem de retornar ao Everest apenas um ano depois de precisar desistir quando faltavam somente 400 metros para o cume?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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