Bianca Adler interrompeu a escalada a aproximadamente 8.450 metros em 2025, retornou ao Everest em maio de 2026 e alcançou o cume acompanhada por guias nepaleses.
Uma decisão tomada a apenas 400 metros do topo do Everest mudou completamente a trajetória da australiana Bianca Adler.
A jovem tinha 17 anos quando precisou interromper sua primeira tentativa de alcançar os 8.849 metros da montanha mais alta do planeta, em 2025.
As condições meteorológicas haviam piorado durante a subida, aumentando os riscos justamente em uma das áreas mais perigosas do percurso.
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Bianca retornou ao Everest um ano depois.
A nova tentativa terminou de maneira diferente: aos 18 anos, ela alcançou o cume e tornou-se a mais jovem australiana a completar a escalada.
Primeira tentativa terminou perto do cume
Bianca realizou sua primeira tentativa de escalar o Everest em 2025.
A montanhista chegou a aproximadamente 8.450 metros de altitude, ficando cerca de 400 metros abaixo do topo.
As condições meteorológicas pioraram durante a aproximação ao cume.
Ventos fortes, neve, frio extremo e baixa visibilidade tornaram a continuidade da subida perigosa.
A australiana decidiu retornar ao acampamento antes que a situação apresentasse riscos ainda maiores.
A escolha não representou apenas uma desistência.
Escaladores que ultrapassam os 8 mil metros entram em uma região conhecida como “zona da morte”.
A quantidade reduzida de oxigênio nessa altitude dificulta o funcionamento e a recuperação do organismo.
A permanência prolongada pode elevar os riscos de exaustão, confusão mental, edema pulmonar e edema cerebral.
Retorno ao Everest aconteceu um ano depois
Bianca voltou à montanha em maio de 2026 para realizar uma segunda tentativa.
A jovem alcançou o cume em 20 de maio de 2026, durante a madrugada no horário do Nepal.
Informações divulgadas pela imprensa australiana apontaram que Bianca estava acompanhada pelos guias nepaleses Pemba e Ngdu.
A escalada levou a australiana aos 8.849 metros de altitude, encerrando a jornada interrompida no ano anterior.
Registros de localização e publicações nas redes sociais também informaram a chegada ao ponto mais alto da montanha.
A descida começou logo após a conquista do cume.
Essa etapa também exige atenção, principalmente porque o corpo já apresenta desgaste significativo depois de permanecer durante horas em altitude extrema.
Conquista estabeleceu nova marca australiana
O resultado colocou Bianca Adler na história do montanhismo de seu país.
Aos 18 anos, ela tornou-se a mais jovem australiana a alcançar o topo do Everest.
A conquista também superou marcas anteriores de montanhistas australianas como Alyssa Azar e Gabby Kanizay.
A diferença entre as duas expedições tornou a trajetória ainda mais significativa.
Bianca esteve muito perto do objetivo em 2025, mas priorizou a segurança quando o clima deixou de oferecer condições adequadas.
A nova tentativa realizada em 2026 permitiu que ela completasse o percurso.
Escalada exige preparação física e aclimatação
A subida do Everest exige preparação muito além da força física.
Montanhistas precisam desenvolver resistência cardiovascular, capacidade de caminhar durante muitas horas e controle psicológico.
A aclimatação também ocupa uma posição essencial durante a expedição.
Escaladores alternam períodos de subida e descanso para permitir que o organismo se adapte gradualmente à menor disponibilidade de oxigênio.
O percurso ainda inclui áreas perigosas, como a Cascata de Gelo do Khumbu, fendas profundas e trechos sujeitos a avalanches.
Mudanças rápidas no clima podem transformar uma etapa aparentemente controlada em uma situação de risco.
Prudência abriu caminho para uma nova tentativa
A trajetória de Bianca Adler ficou marcada tanto pela persistência quanto pela capacidade de reconhecer limites.
A decisão de interromper a escalada em 2025 permitiu que a jovem deixasse a montanha em segurança.
O retorno realizado um ano depois terminou no ponto mais alto do planeta.
Bianca saiu de uma tentativa interrompida a 400 metros do cume para uma conquista histórica aos 8.849 metros do Everest.
A história mostra que, no montanhismo de alta altitude, saber voltar também pode ser parte do caminho até o topo.
Você teria coragem de retornar ao Everest apenas um ano depois de precisar desistir quando faltavam somente 400 metros para o cume?
