Ann Makosinski, 15 anos, criou a Hollow Flashlight, lanterna que usa quatro pastilhas Peltier para transformar a diferença de temperatura entre a mão e o ar em eletricidade. Cada protótipo custou aproximadamente US$ 26, manteve LED aceso por mais de 20 minutos e venceu sua categoria na Google Science Fair.
Ann Makosinski, canadense de 15 anos, criou uma lanterna capaz de manter um LED aceso sem utilizar pilhas, baterias ou painéis solares. Batizado de Hollow Flashlight, o dispositivo aproveita a diferença de temperatura entre a mão de quem segura o aparelho e o ar ao redor para gerar eletricidade.
Segundo reportagem do Diário do Litoral, publicada em 1º de setembro de 2026 e assinada por Isabella Fernandes, Ann desenvolveu o projeto quando cursava o 10º ano da St. Michaels University School, em Victoria, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Cada protótipo custou cerca de US$ 26 em materiais e conseguiu manter um feixe de LED aceso por mais de 20 minutos.
Ann estudava no 10º ano quando desenvolveu a lanterna

A adolescente frequentava a St. Michaels University School, em Victoria, quando trabalhou no projeto.
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Aos 15 anos, ela buscou uma maneira de aproveitar uma fonte de energia presente constantemente no cotidiano: o calor liberado pelo próprio corpo humano.
Hollow Flashlight funciona sem pilhas, baterias ou painéis solares

O projeto recebeu o nome de Hollow Flashlight.
A lanterna não depende de baterias convencionais nem de energia solar para produzir a pequena quantidade de eletricidade necessária ao LED.
O funcionamento ocorre enquanto a pessoa mantém o dispositivo nas mãos e existe diferença suficiente de temperatura entre o corpo e o ambiente.
Diferença de temperatura produz pequena tensão elétrica
O princípio físico utilizado está relacionado ao efeito Seebeck.
Esse fenômeno permite gerar uma pequena tensão elétrica quando existe diferença de temperatura entre materiais.
Ann aplicou esse princípio para transformar parte do calor da mão em energia capaz de alimentar a iluminação.
Quatro pastilhas Peltier ficam ao redor de tubo de alumínio
A construção da lanterna utiliza quatro pastilhas Peltier posicionadas ao redor de um tubo oco de alumínio.
Quando a pessoa segura o dispositivo, a mão aquece a parte externa das pastilhas.
Ao mesmo tempo, o ar que circula pelo interior do tubo ajuda a manter o outro lado relativamente mais frio.
Contraste térmico permite acender o LED
A diferença entre os dois lados das pastilhas é o elemento central da geração de energia.
Com uma superfície aquecida pela mão e outra submetida ao ar mais frio, as pastilhas produzem corrente elétrica suficiente para alimentar o LED usado no protótipo.
A lanterna depende, portanto, da manutenção desse contraste térmico.
Ann construiu duas versões do dispositivo
O desenvolvimento não ficou restrito a um único exemplar.
Ann produziu duas versões da Hollow Flashlight durante o projeto.
Em uma delas, o tubo de alumínio foi instalado dentro de outro tubo feito de PVC.
Cada protótipo custou cerca de US$ 26
O custo de materiais informado para cada versão foi de aproximadamente US$ 26.
Mesmo com uma construção relativamente simples, os protótipos conseguiram demonstrar o funcionamento do conceito termoelétrico usando apenas o calor corporal e as condições do ambiente.
LED permaneceu aceso por mais de 20 minutos
Os testes mostraram que a lanterna conseguia manter a iluminação enquanto permanecia nas mãos.
Segundo a fonte, cada protótipo foi capaz de sustentar o feixe de LED por mais de 20 minutos.
O desempenho dependia da diferença térmica disponível durante o uso.
Ambientes mais frios faziam lanterna brilhar mais
A temperatura externa influenciava diretamente a eficiência do dispositivo.
Como a geração depende da diferença entre a mão e o ambiente, condições mais frias aumentavam o contraste térmico e favoreciam a produção de energia.
A lanterna apresentava melhor luminosidade a 5°C do que a 10°C.
Quanto maior a diferença térmica, maior o potencial de geração
O comportamento observado nos testes segue o princípio utilizado na invenção.
Quando o ar ao redor fica mais frio e a temperatura da mão permanece superior, aumenta a diferença entre os lados das pastilhas.
Essa condição amplia o potencial de geração elétrica disponível para o LED.
Projeto nasceu do interesse por energia normalmente desperdiçada
Ann buscava demonstrar que pequenas quantidades de energia presentes no cotidiano poderiam ser aproveitadas.
O corpo humano libera calor continuamente, mas grande parte dessa energia simplesmente se dissipa no ambiente.
A Hollow Flashlight captura uma pequena parcela desse calor e a converte em eletricidade.
Lanterna venceu categoria etária na Google Science Fair de 2013
O projeto ganhou reconhecimento fora da escola.
A Hollow Flashlight garantiu a Ann Makosinski a vitória em sua categoria etária na Google Science Fair de 2013.
A premiação ocorreu depois que a adolescente demonstrou que a diferença térmica produzida pela mão poderia alimentar a iluminação do protótipo.
Invenção não substitui lanterna convencional em todas as situações
A própria aplicação possui limitações.
Segundo a fonte, o dispositivo não tem potência suficiente para substituir uma lanterna convencional em qualquer situação.
O resultado, porém, demonstrou que o calor residual do corpo pode ser aproveitado para gerar pequenas quantidades de energia elétrica.
Princípio termoelétrico também aparece em aplicações mais avançadas
A ideia utilizada no projeto não fica restrita a lanternas.
Geradores termoelétricos conseguem transformar diferenças de temperatura em eletricidade sem utilizar peças móveis.
O mesmo princípio aparece em sistemas utilizados em missões espaciais, embora essas aplicações recorram a fontes de calor muito diferentes da mão humana.
Pesquisadores estudam dispositivos vestíveis movidos pelo calor corporal
O aproveitamento da energia liberada pelo corpo também continua sendo explorado em outras tecnologias.
Pesquisadores estudam geradores termoelétricos vestíveis capazes de utilizar o calor corporal para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos.
A Hollow Flashlight demonstrou essa possibilidade em escala simples ao manter um LED aceso usando a diferença térmica produzida pelas mãos.
Protótipo de US$ 26 transformou calor da mão em prêmio científico
Aos 15 anos, Ann Makosinski conseguiu construir por cerca de US$ 26 um dispositivo com quatro pastilhas termoelétricas, tubo de alumínio e LED capaz de funcionar por mais de 20 minutos sem pilhas ou baterias.
O projeto venceu sua categoria etária na Google Science Fair de 2013 e mostrou, dentro das limitações do protótipo, como uma fonte de energia normalmente desperdiçada pode ser convertida em eletricidade.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa invenção: o custo de apenas US$ 26, o uso do calor da mão para gerar eletricidade ou o fato de o projeto ter sido desenvolvido por uma estudante de 15 anos? Deixe sua opinião nos comentários.

