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Aos 12 anos, pequeno gênio brasileiro com QI 142 aprende tão rápido que a própria família percebe seus sinais ainda na primeira infância, já se aventura pela matemática e até por astronomia e tecnologia e conquista vice-campeonato em disputa nacional de inteligência, memória e lógica após ser escolhido entre mais de 7 mil crianças

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 04/09/2026 às 16:22 Atualizado em 04/09/2026 às 17:10
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Identificado com altas habilidades após avaliação neuropsicológica, João Gabriel Severien Basílio levou para a televisão interesses cultivados desde pequeno e precisou combinar memória, estudo e rapidez para avançar até a decisão do Pequenos Gênios, quadro do Domingão com Huck.

A facilidade de João Gabriel para aprender, memorizar informações e lidar com números começou a chamar a atenção da família muito antes das provas de raciocínio exibidas na televisão. O estudante pernambucano foi identificado como superdotado aos 8 anos, após avaliação neuropsicológica, com QI informado de 142.

A trajetória no Pequenos Gênios levou essas habilidades para desafios de cálculo, memória, conhecimento geral, raciocínio lógico e respostas rápidas. Entre mais de 7 mil crianças inscritas no processo seletivo, João foi escolhido como o único representante de Pernambuco naquela edição.

Integrante da equipe Iluminados ao lado de Dante Castro e Lara, ele chegou à final contra os Globogênios. A decisão terminou em 119 a 113 para os adversários, resultado que deixou o grupo de João Gabriel com o vice-campeonato.

A participação também recebeu reconhecimento institucional em Pernambuco. A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou um voto de aplausos ao estudante e registrou que ele havia sido o único pernambucano selecionado em um universo superior a 7 mil inscritos.

Sinais apareceram ainda na primeira infância

Muito antes da avaliação neuropsicológica, Gabrielle Severien, mãe do estudante, já observava comportamentos que chamavam sua atenção. Quando o filho ainda não havia completado um ano, relatou que ele demonstrava preferência por jogos de encaixe e quebra-cabeças em vez de simplesmente assistir a vídeos.

Aos 12 anos, criança brasileira com QI 142 se destaca em competição nacional de inteligência, memória e lógica após anos de aprendizado precoce.
Aos 12 anos, criança brasileira com QI 142 se destaca em competição nacional de inteligência, memória e lógica após anos de aprendizado precoce.

Antes dos 2 anos, segundo o relato familiar, João já identificava formas geométricas menos usuais para crianças daquela idade, como hexágonos e octógonos. A avaliação feita posteriormente apontou altas habilidades e, depois disso, ele também passou a integrar a Mensa Brasil.

A organização reúne pessoas que alcançam desempenho elevado em testes de inteligência aceitos pela entidade, colocando João em contato com outros integrantes identificados por esse critério.

A matemática tornou-se uma das áreas de maior interesse do estudante, mas a relação com os números não ficou restrita às atividades escolares. Em viagens de avião, por exemplo, João costuma fazer mentalmente conversões da altitude da aeronave, passando medidas de pés para metros enquanto acompanha o voo.

O interesse pelo universo apareceu cedo. Quando menor, ele chegou a pensar em ser astronauta e passou a explorar assuntos ligados à astronomia; tecnologia, matemática e conhecimentos gerais também se tornaram temas frequentes de sua curiosidade.

Apesar da facilidade para absorver conteúdos, João não trata a superdotação como substituta do estudo. Em entrevista ao portal V&C, afirmou que continua acompanhando os mesmos conteúdos da turma e precisa se preparar para as provas como os demais colegas.

O estudante também relatou que poderia ter avançado de série, mas preferiu permanecer com a turma regular. Mesmo com a possibilidade de antecipar etapas escolares, disse que queria continuar acompanhando os colegas no percurso regular.

Competição exigia preparação e velocidade

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No Pequenos Gênios, parte das provas exigia estudo antecipado de conteúdos específicos e capacidade de recuperar a informação rapidamente no palco. A preparação, portanto, não se limitava ao que João já sabia: incluía treino dirigido para reconhecer temas, padrões e respostas dentro do tempo disponível.

Em um dos desafios, João precisava reconhecer países pelo formato de seus territórios ou identificar bandeiras pouco familiares. Para se preparar, estudava o mapa-múndi, observava os continentes e analisava países individualmente, além de recorrer ao Google Earth para visualizar as informações.

As provas apresentavam dificuldades diferentes. O Cortex reunia tarefas de naturezas distintas, incluindo matemática e soletração, enquanto o Triturador de Números exigia respostas corretas em ritmo acelerado, aspecto que João apontou como uma das partes mais difíceis da competição.

O estudante também citou o Odnartelos entre as provas enfrentadas no programa. As dinâmicas variavam de uma rodada para outra, o que exigia preparação para conteúdos diferentes e adaptação rápida ao tipo de exercício apresentado no palco.

A velocidade era um obstáculo específico para João. No Triturador de Números, ele precisava chegar à resposta correta em pouco tempo; no Cortex, tinha de alternar entre tarefas diferentes, recuperando rapidamente aquilo que havia estudado antes da gravação.

Depois da participação no programa, João relatou que a rotina continuava dividida entre estudos e provas e havia ficado mais movimentada com oportunidades e homenagens. Criado em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, ele passou posteriormente a morar no Recife.

A participação na televisão tornou conhecidas por um público maior habilidades que a família acompanhava desde a primeira infância, mas João continuou atribuindo importância ao estudo deliberado. A preparação para o programa envolveu repetição, pesquisa e treino direcionado para os diferentes tipos de desafio.

Matemática, astronomia e tecnologia permaneciam entre os assuntos que mais despertavam sua curiosidade, sem uma profissão definida naquele momento. Ao falar sobre a própria experiência e o esforço necessário para se preparar, João resumiu a mensagem a outras crianças em uma frase: “estudar vale a pena”.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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