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Aos 100 anos, idoso que sonhava “sair no jornal” finalmente conta sua trajetória, chega ao centenário com filhos, netos, bisnetos e tataranetos e emociona a família com uma vida de trabalho, roça, honestidade e sem vícios

Escrito por Ana Alice
Publicado em 04/04/2026 às 10:53
Atualizado em 04/04/2026 às 11:04
Francisco Nunes chega aos 100 anos em Campo Grande e relembra trajetória no campo, mudanças entre estados e família numerosa. (Imagem: Ilustração)
Francisco Nunes chega aos 100 anos em Campo Grande e relembra trajetória no campo, mudanças entre estados e família numerosa. (Imagem: Ilustração)
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Trajetória de Francisco Nunes reúne trabalho no campo, mudanças entre estados e uma família que atravessa gerações, em um relato marcado por deslocamentos, memória familiar e a preparação de uma celebração centenária em Campo Grande.

Francisco Nunes chegou aos 100 anos com uma mensagem que, segundo ele, resume a própria trajetória: trabalho, honestidade e distância de vícios.

Morador do Jardim Samambaia, em Campo Grande, ele foi ouvido pelo Midiamax depois de ter manifestado, no ano anterior, o desejo de ver sua história registrada ao completar um século de vida.

A entrevista, publicada em 20 de março de 2026, reúne lembranças da vida no campo, das mudanças por diferentes estados e do caminho que construiu até formar uma família numerosa.

Ao relembrar a própria jornada, Francisco associou a longevidade à rotina de esforço e disciplina.

O centenário se tornou, na reportagem, uma ocasião para registrar a trajetória de um trabalhador rural que passou por diferentes regiões do país e acompanhou o crescimento da família ao longo das décadas.

No relato publicado pelo Midiamax, ele aparece ligado à atividade no campo, setor em que concentrou a maior parte da vida profissional.

Trabalho rural marcou a trajetória de Francisco Nunes

Nascido no sul da Bahia, Francisco contou que deixou a região aos 24 anos para atuar como capataz de fazenda.

A partir dali, passou pelo Paraná e por São Paulo até se estabelecer em Mato Grosso do Sul, onde, segundo relatou, vive há 45 anos.

Nesse percurso, afirmou ter trabalhado sempre em atividades ligadas à formação de fazendas e ao cotidiano rural.

Em um dos trechos da entrevista, ele sintetizou essa caminhada ao afirmar: “Eu saí lá do sul da Bahia, aos 24 anos, para trabalhar como capataz de fazenda”.

Na mesma declaração, acrescentou que morou no Paraná, depois em São Paulo e, em seguida, em Mato Grosso do Sul.

Também informou que se casou em território paulista e teve cinco filhos biológicos.

Sobre os descendentes, disse que já não acompanha com exatidão todos os números e comentou que havia perdido a conta de netos e bisnetos.

Ao longo do depoimento, o foco recai sobre o trabalho contínuo em fazendas por onde passou e sobre a experiência acumulada no meio rural.

Em vez de detalhar episódios específicos dessa trajetória, Francisco destacou a permanência nessa atividade ao longo dos anos.

A entrevista registra esse recorte a partir da narrativa do próprio personagem.

(Imagem: Reprodução/Midiamax)
(Imagem: Reprodução/Midiamax)

Mudanças entre Bahia, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul

A passagem por diferentes estados aparece como um dos eixos da história de Francisco.

O deslocamento iniciado na Bahia o levou primeiro ao Paraná, depois a São Paulo e, por fim, a Mato Grosso do Sul, estado que se tornou sua residência mais duradoura.

Na entrevista, essa sequência é apresentada como parte da trajetória profissional ligada ao trabalho no campo.

Em Campo Grande, os últimos anos foram vividos já em ritmo de aposentadoria.

Segundo o texto do Midiamax, Francisco mora no Jardim Samambaia, onde gosta de conversar e de “curtir a vida de aposentado”.

Antes disso, trabalhou em uma propriedade na área rural da capital sul-mato-grossense e também cuidou de chácaras.

A sucessão desses empregos indica a continuidade da atuação no meio rural mesmo nos anos finais da vida profissional.

Além disso, ele mencionou uma situação que disse lamentar: ter precisado recorrer à Justiça em determinado momento da vida.

Sem detalhar o caso, afirmou que “ganhou em Brasília” a causa.

Como a reportagem não informa a natureza do processo nem apresenta documentação adicional sobre esse episódio, a referência permanece restrita ao relato atribuído ao entrevistado.

Memória familiar e origem de Chico Baiano

A entrevista também abre espaço para uma lembrança ligada ao pai de Francisco.

Segundo ele, o pai passou 15 dias no Rio São Francisco, em um barco a vapor, em uma época em que esse tipo de deslocamento podia ocorrer também por trem e levava vários dias.

Depois da viagem, teria seguido para o Paraná para administrar uma fazenda e atuado por longo período na formação de propriedades e no cuidado com cafezais.

Ainda de acordo com o depoimento, foi nesse contexto que o pai passou a ser conhecido como “Chico Baiano”.

A lembrança insere a história familiar no mesmo universo rural descrito por Francisco ao longo da entrevista.

O texto, nesse ponto, reproduz a memória do entrevistado sobre a atuação do pai no campo e sobre os deslocamentos feitos pela família.

Festa de 100 anos reuniu filhos, netos, bisnetos e tataranetos

A celebração dos 100 anos mobilizou parentes que vivem em outros estados.

De acordo com a reportagem, familiares do Paraná estavam a caminho para participar de uma festa maior do que a realizada no aniversário anterior.

Uma parente ouvida pelo Midiamax afirmou que, aos 99 anos, Francisco ganhou apenas “um bolinho”, enquanto o centenário seria comemorado em um salão de festas, em uma homenagem mais ampla organizada sem que ele soubesse dos detalhes.

O texto informa ainda que, além dos cinco filhos biológicos mencionados por Francisco, a família diz que ele também adotou outros dois filhos.

A reportagem traz a composição dos descendentes até o momento da publicação: 26 netos, 41 bisnetos e seis tataranetos.

Os números apresentados ajudam a dimensionar o tamanho da família reunida em torno do aniversário.

Há, porém, uma diferença entre o que Francisco declarou sobre os tataranetos e o levantamento apresentado pelos familiares.

Em sua fala, ele disse que haviam lhe informado a existência de quatro tataranetos.

Já no encerramento da matéria, o número atribuído pela família é de seis.

Como os dois registros constam no texto publicado, a divergência foi mantida e contextualizada.

Pedido ao Midiamax virou registro no centenário

Ao pedir que sua história fosse contada ao chegar aos 100 anos, Francisco fez do aniversário também uma ocasião de registro.

O conteúdo da entrevista indica que ele quis associar a própria trajetória a valores que considera centrais, como trabalho, honestidade e dedicação à família.

Esse recorte aparece no material publicado a partir das falas do entrevistado e das informações reunidas pelos parentes.

A reportagem se organiza em torno dessas lembranças e reúne trechos em que Francisco resume a vida de forma direta.

O texto publicado pelo Midiamax mostra um centenário que revisita passagens do trabalho no campo, das mudanças entre estados e da formação de uma família extensa.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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