Alta da gasolina eleva o frete dos produtos que chegam aos supermercados, deixa o preço do Uber nas alturas e consumidores reclamam

Valdemar Medeiros
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30-08-2021 17:42:19
em Economia, Negócios e Política
Gasolina - Uber - supermercados - frete - consumidores Brasília – Combustíveis têm primeira variação de preço em 2018 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Alta no preço da gasolina faz com que produtos cheguem mais caros nos supermercados, deixa viagens de Uber nas alturas, incomodando consumidores. O litro do combustível já passa de R$ 7 em alguns estados

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou, na semana passada, uma nova alta no preço da gasolina. Em uma pesquisa divulgada no final de semana, a entidade apontou que, em alguns estados, o preço do litro da gasolina estava acima de R$ 7 nos postos. Essa elevação no combustível fez com que o frete das mercadorias que chegam aos supermercados aumentassem e o preço do Uber também, causando indignação entre os consumidores.

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No estado do Tocantins, o combustível chegou a R$ 7,36 na última semana e os motoristas já sentem o impacto do aumento. Entretanto, não se trata apenas dos motoristas de aplicativos como 99, Uber e inDrive que sofrem com esse aumento da gasolina, os consumidores que fazem suas compras do mês já notaram que os preços dos produtos no supermercados apresentam preços maiores do que no último mês.

No horário de pico, os preços das corridas triplicaram. Além dos consumidores, a crise também tem afastado os motoristas da Uber, que observaram seus lucros sumirem. De acordo com reclamações de Fabio Ziroldo, que atua no setor há 5 anos, a gasolina teve um aumento de preço muito grande e as manutenções dos veículos tem consumido todos os ganhos.

A Uber afirmou que o preço da gasolina foge do controle da empresa, mas através do programa de vantagem para parceiros, procura ajudar os motoristas a reduzirem gastos fixos através de parcerias e descontos.

Crise hídrica também pode influenciar no valor dos produtos

De acordo com o relatório do Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a pressão inflacionária, que atualmente é de 7,1%, já era de se esperar. Entretanto, as altas das cotações das commodities no mercado internacional e os eventos climáticos, como a crise hídrica que assola o país, surpreenderam negativamente e desencadearam novos aumentos de preços dos produtos nos supermercados e de energia na conta de luz dos consumidores.

Além desses fatores, a volta do mercado de trabalho e o relaxamento das medidas de distanciamento social devido ao avanço da vacinação trouxeram um maior dinamismo ao setor de serviços nos últimos meses, gerando uma margem para uma reorganização de preços nesse segmento.

Entenda a alta da gasolina

De acordo com o advogado Antônio Carlos Morad, o aumento de preço da gasolina, que afeta diretamente o valor dos produtos adquiridos nos supermercados e dos Ubers, é um reflexo de questões administrativas de gestão do ministro da Economia, Paulo Guedes.

As medidas que estão sendo tomadas sobre os aumentos em relação ao mercado internacional faz com que a gasolina não pare de subir. A especialista em direito tributário, Ludmila Bondaczuk, cita os impasses logísticos na distribuição dos combustíveis como outro fator que tem forte influência no aumento da gasolina para os consumidores.

Segundo Ludmila, a complexidade da distribuição de combustíveis demanda uma infraestrutura muito elevada de custo, com a participação de vários agentes econômicos, encarecendo o preço do produto e impactando em vários outros setores.

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Valdemar Medeiros
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