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Agência de espionagem da Coreia do Sul afirma ter informações confiáveis de que a filha adolescente de Kim Jong-un já foi escolhida como sucessora e está sendo preparada para liderar a Coreia do Norte dirigindo tanques e atirando com rifles

Publicado em 07/04/2026 às 12:10
Atualizado em 07/04/2026 às 12:16
Coreia do Sul afirma que Ju Ae, filha de Kim Jong-un, já é a sucessora confirmada da Coreia do Norte. Imagens em tanques replicam preparação do próprio Kim.
Coreia do Sul afirma que Ju Ae, filha de Kim Jong-un, já é a sucessora confirmada da Coreia do Norte. Imagens em tanques replicam preparação do próprio Kim.
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A inteligência sul-coreana revelou que a avaliação sobre a filha de Kim Jong-un chamada Ju Ae de cerca de 13 anos evoluiu de provável sucessora para sucessora confirmada na Coreia do Norte e que suas aparições públicas em tanques e campos de tiro imitam o processo de preparação que o próprio Kim passou.

A agência de espionagem da Coreia do Sul agora acredita que a filha adolescente de Kim Jong-un foi posicionada como sua sucessora na liderança da Coreia do Norte. Segundo informações do portal usatoday, o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) informou a parlamentares que essa avaliação não se baseia em inferências circunstanciais, mas em “informações confiáveis” coletadas pela agência uma distinção significativa que eleva o nível de certeza da inteligência sul-coreana sobre a sucessão no regime mais fechado do planeta.

A revelação veio após reunião parlamentar a portas fechadas e foi confirmada por membros dos partidos governista e de oposição. Ju Ae, que se acredita ter cerca de 13 anos, foi vista recentemente dirigindo um tanque novo ao lado do pai e, em aparições anteriores, atirando com rifle em campo de tiro e usando pistola. Para a inteligência da Coreia do Sul, essas cenas não são aleatórias são uma estratégia deliberada de construção da imagem de sucessora, replicando o processo pelo qual o próprio Kim Jong-un passou no início da década de 2010.

O que a Coreia do Sul sabe sobre a preparação de Ju Ae como sucessora

A avaliação mais recente do NIS representa uma evolução clara. Anteriormente, a agência afirmava que Ju Ae provavelmente estava sendo preparada para suceder o pai. Agora, a inteligência da Coreia do Sul trata a sucessão como fato estabelecido Ju Ae não está mais sendo “cogitada”, mas “posicionada” como herdeira da liderança da Coreia do Norte. A mudança de linguagem não é sutil; indica que novas informações sustentam essa conclusão.

Parlamentares relataram que o NIS interpretou as aparições militares de Ju Ae como parte de uma campanha para construir sua credibilidade perante as elites do regime e a população.

A deputada Park Sun-won, do Partido Democrático, afirmou que as cenas de Ju Ae em tanques e campos de tiro têm o objetivo de “homenagear” as aparições públicas de Kim Jong-un em eventos militares quando ele próprio estava sendo preparado para suceder o pai, Kim Jong-il.

A Coreia do Norte estaria replicando um roteiro já testado adaptando-o para uma sucessora do sexo feminino.

Por que a Coreia do Norte está mostrando Ju Ae dirigindo tanques e atirando

No mês passado, a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA publicou fotos de Kim Jong-un e Ju Ae dirigindo um tanque novo juntos. Antes disso, imagens mostraram a adolescente atirando com rifle e manuseando uma pistola.

Segundo a inteligência da Coreia do Sul, essas aparições têm um propósito específico: dissipar dúvidas sobre uma herdeira mulher numa sociedade profundamente patriarcal e num regime onde a liderança sempre foi masculina.

A Coreia do Norte nunca teve uma líder mulher. A dinastia Kim que governa desde a fundação do país em 1948 passou de avô para pai e de pai para filho, sempre em linha masculina.

Colocar uma adolescente de 13 anos em situações militares de alta visibilidade é a maneira que o regime encontrou de normalizar a ideia de uma sucessora feminina, construindo desde cedo a narrativa de que Ju Ae tem aptidão militar e é digna do papel mesmo que, na prática, ela seja uma criança. Para a Coreia do Norte, a imagem é a mensagem.

O que dizem os céticos sobre a sucessão na Coreia do Norte

Nem todos os analistas concordam com a avaliação otimista do NIS. Hong Min, analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, alertou para a necessidade de cautela.

Ele observou que Ju Ae apareceu ao lado do pai no tanque, e não sozinha uma diferença importante quando comparada com as aparições militares solo de Kim Jong-un durante sua própria fase de preparação para a liderança da Coreia do Norte.

O argumento é que a presença do pai ao lado relativiza o simbolismo da cena. Quando Kim Jong-un estava sendo preparado para suceder Kim Jong-il, ele aparecia em eventos militares de forma independente, projetando autoridade própria.

Ju Ae, por enquanto, aparece sempre acompanhada — o que para alguns analistas sugere que ela está sendo apresentada, mas não necessariamente confirmada como sucessora única.

A Coreia do Norte é um regime onde detalhes de protocolo e posicionamento em fotografias carregam significado político profundo, e a interpretação dessas imagens divide especialistas.

O papel de Kim Yo Jong e o que ela pensa sobre a sobrinha

Uma das questões que cercam a sucessão na Coreia do Norte é a posição de Kim Yo Jong, irmã mais nova de Kim Jong-un e uma das figuras mais poderosas do regime.

O deputado Lee Seong-kweun, do Partido do Poder Popular, relatou que o NIS descartou sugestões de que Kim Yo Jong estaria insatisfeita com o foco em Ju Ae, argumentando que a irmã de Kim não detém poder independente.

Essa avaliação é relevante porque Kim Yo Jong é tratada por muitos observadores internacionais como a segunda pessoa mais influente da Coreia do Norte alguém com voz ativa em decisões de política externa e propaganda.

Se a inteligência da Coreia do Sul está correta e Kim Yo Jong não tem poder autônomo, a sucessão para Ju Ae enfrentaria menos resistência interna do que se poderia supor.

Mas a opacidade do regime torna qualquer análise sobre dinâmicas internas de poder necessariamente especulativa mesmo quando sustentada por “informações confiáveis” de uma agência de espionagem.

O que você acha: uma adolescente de 13 anos pode realmente estar sendo preparada para liderar a Coreia do Norte? A dinastia Kim vai sobreviver a mais uma transição? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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