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Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú e retiram lixo: o que eles encontraram no fundo das águas chamou a atenção da comunidade e virou alerta para crimes ambientais em Costa Rica.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 17/01/2026 às 20:36
Atualizado em 17/01/2026 às 20:37
Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.
Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.
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Limpeza voluntária em trecho de 50 quilômetros do Rio Sucuriú expõe descarte irregular de resíduos, mobiliza moradores de Costa Rica e reforça orientações da Polícia Militar Ambiental sobre crimes ambientais, preservação da mata ciliar e regras de pesca, com foco na educação ambiental e na fiscalização contínua.

Um morador conhecido como Pedrinho e o filho dele percorreram cerca de 50 quilômetros do Rio Sucuriú, em Costa Rica, com um objetivo direto: recolher lixo acumulado na água e nas margens.

A limpeza voluntária, feita ao longo do trajeto, acabou virando assunto na cidade por expor o impacto do descarte irregular no manancial e por reforçar o alerta sobre crimes ambientais.

Ao longo do percurso, os dois retiraram diferentes tipos de resíduos, como sacolas plásticas, latas de bebidas e outros materiais descartados de forma indevida.

Além de reduzir a sujeira no trecho percorrido, a ação chamou a atenção de moradores por mostrar o quanto o problema se repete, inclusive em áreas usadas para lazer e pesca.

Repercussão da ação ambiental em Costa Rica

Enquanto a iniciativa ganhava repercussão local, a Polícia Militar Ambiental de Costa Rica aproveitou o exemplo para reforçar orientações que já fazem parte do trabalho rotineiro de fiscalização e prevenção no município.

Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.
Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.

Em entrevista ao Jornal Todo Dia MS, o comandante Sub-Tenente Borges afirmou que atitudes como a de Pedrinho somam forças com o trabalho da corporação.

Segundo ele, a PMA mantém atividades regulares voltadas à proteção do rio e das áreas próximas.

O que a limpeza revelou no leito do Rio Sucuriú

A travessia de pai e filho evidenciou um cenário que muita gente só percebe de longe, quando vê embalagens presas na vegetação ou boiando próximo à margem.

No caminho, o volume e a variedade de detritos recolhidos indicaram que o descarte de resíduos ocorre de maneira recorrente, e não apenas em um ponto isolado do rio.

Parte do que foi recolhido, como plásticos e latas, costuma estar associada ao consumo rápido em áreas de visitação.

Já outros materiais descartados de modo irregular sugerem abandono de lixo em locais de difícil remoção, onde a água acaba funcionando como vetor de espalhamento da poluição.

Ao trazer esse quadro para o centro do debate, a ação serviu como um lembrete de que resíduos não desaparecem quando são deixados no ambiente.

Eles permanecem no local, podem se acumular e, com o tempo, interferem na qualidade do manancial e no uso seguro das áreas naturais.

Orientações da Polícia Militar Ambiental para frequentadores de rios

A Polícia Militar Ambiental destacou que a limpeza voluntária tem impacto imediato, mas que a redução do problema depende de mudanças constantes de comportamento.

Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.
Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.

No caso do descarte de resíduos, a diretriz é objetiva: jogar lixo em rios, praias ou rodovias é proibido e pode ser enquadrado como crime ambiental, com aplicação de multa.

Na prática, a recomendação é que frequentadores levem sacos para armazenar os próprios resíduos e façam o descarte apenas em local apropriado.

A corporação reforçou que a responsabilidade não termina quando o passeio acaba.

Pescadores, banhistas e visitantes devem recolher o que levaram e evitar deixar sobras em áreas de uso comum.

Preservação da mata ciliar e regras de pesca

Outro ponto destacado foi a proteção da mata ciliar, vegetação que acompanha as margens e funciona como barreira natural contra erosões e perdas de solo.

Por se tratar de área de preservação permanente, degradá-la com intervenções irregulares, acampamentos mal instalados ou desmatamento é proibido.

Além de reduzir a proteção natural do rio, a retirada dessa vegetação pode contribuir para processos de assoreamento e prejuízos ao equilíbrio do ecossistema local.

No caso da pesca, a PMA reforçou a necessidade de respeitar as regras em vigor, incluindo:

  • Períodos de defeso.
  • Exigência de licença, quando aplicável.
  • Uso apenas de petrechos permitidos por lei.

A orientação, conforme apontado, é que qualquer atividade esteja em conformidade com a legislação, evitando infrações e contribuindo para a renovação das espécies.

Educação ambiental e fiscalização contínua

Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.
Pai e filho percorrem 50 km do Rio Sucuriú, recolhem lixo e alertam para crimes ambientais em Costa Rica, com apoio da PMA local.

A Polícia Ambiental também ressaltou a educação ambiental como ferramenta central para reduzir irregularidades.

O objetivo é garantir que as futuras gerações possam usufruir dos rios da região.

A avaliação da corporação é que, quanto mais pessoas entendem o que pode e o que não pode ser feito às margens de um curso d’água, menor a chance de práticas ilegais se tornarem comuns.

Ainda assim, a PMA reforça que orientação não substitui fiscalização.

O trabalho preventivo se soma a ações de controle e acompanhamento, com foco na proteção do ambiente e no cumprimento das regras.

Ao mesmo tempo, a limpeza feita por pai e filho foi tratada como um sinal de mobilização comunitária.

Quando moradores se dispõem a recolher resíduos ao longo de quilômetros, eles reduzem a poluição visível e deixam um recado sobre cuidado com um patrimônio natural coletivo.

A repercussão do caso também reforçou um ponto prático.

A preservação não depende apenas de operações e multas, mas de decisões simples e repetidas, como trazer de volta o próprio lixo e respeitar áreas protegidas.

Se uma iniciativa voluntária consegue escancarar o problema em um trecho tão longo do Rio Sucuriú, o que ainda falta para esse cuidado virar regra entre todos que passam pelo rio?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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