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Aeroporto abandonado vira megaprojeto de 13 bilhões de euros, vai ganhar bairro para 50 mil moradores, parques nas antigas pistas, prédios com telhado coberto de plantas e virar vitrine mundial de cidade sustentável

Publicado em 20/12/2025 às 21:26
Atualizado em 21/12/2025 às 21:34
Aeroporto abandonado em Toronto vira megaprojeto YZD, um bairro sustentável com parques, telhados verdes e moradia para 50 mil pessoas. IMAGEM: IA
Aeroporto abandonado em Toronto vira megaprojeto YZD, um bairro sustentável com parques, telhados verdes e moradia para 50 mil pessoas. IMAGEM: IA
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Antigo aeroporto de Downsview, desativado em 2024 na região noroeste de Toronto, começa a ser convertido em megaprojeto urbano com 150 hectares, sete bairros planejados, 30 hectares de parques, telhados verdes, serviços integrados e investimento de 22 bilhões de dólares canadenses ao longo de 30 anos e vitrine sustentável mundial

Por quase 100 anos, o antigo Aeroporto de Downsview marcou a paisagem do noroeste de Toronto, no Canadá. Desde o início do século 20, passou por diferentes fases, incluindo o período em que foi usado pela fabricante aeronáutica Bombardier nos anos 1990, até ser oficialmente desativado em 2024 para dar lugar a um novo megaprojeto urbano sustentável.

A partir de 2026, a antiga área de aviação começa a ser redesenhada em etapas ao longo de 30 anos, com investimento estimado em 22 bilhões de dólares canadenses, cerca de 13 bilhões de euros. O objetivo é transformar o terreno de aproximadamente 150 hectares em um grande distrito planejado com capacidade para mais de 50 mil moradores, forte presença de áreas verdes e soluções pensadas para o clima do futuro.

Aeroporto centenário ganha novo destino

Aeroporto abandonado de Downsview, no Canadá, Foto: TripAdvisor

O antigo aeroporto de Downsview nasceu no início do século 20, acompanhando a expansão da aviação no Canadá.

Ao longo das décadas, o espaço foi adaptado para diferentes usos, inclusive industriais, até perder relevância como infraestrutura aérea.

Com o fechamento definitivo em 2024, a área deixou de ver pousos e decolagens e passou a ser tratada como uma oportunidade rara de replanejar um grande território urbano de uma só vez.

Em vez de manter um vazio cercado por asfalto e concreto, o projeto propõe reescrever a história do local com foco em moradia, natureza e serviços integrados.

Bairro para 50 mil moradores em 150 hectares

Segundo o plano urbano, a área de aproximadamente 150 hectares será organizada em sete bairros planejados, conectados entre si.

A expectativa é abrigar mais de 50 mil moradores, distribuídos em edifícios residenciais e espaços mistos que combinam habitação, comércio e serviços.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Travel, cerca de 30 hectares serão reservados a parques, áreas verdes e espaços abertos ao público.

Isso significa que uma parcela significativa do megaprojeto será destinada à convivência, lazer e contato com a natureza, reduzindo a sensação de “selva de concreto” típica de grandes metrópoles.

Parques nas antigas pistas e eixo central ativo

Um dos elementos mais simbólicos do plano é o reaproveitamento das antigas pistas de pouso e decolagem.

Em vez de demolir tudo, o projeto prevê que essas faixas sejam convertidas em um grande parque linear para pedestres, conectando os sete bairros do empreendimento.

Ao longo desse eixo, onde antes aviões aceleravam para decolar, devem surgir ciclovias, calçadas largas, áreas de descanso, árvores e espaços para atividades ao ar livre, transformando o que era infraestrutura técnica em um corredor de convivência urbana.

No centro do megaprojeto, o antigo alinhamento da pista se tornará um eixo de usos mistos. Ali estão previstos comércios, restaurantes, escolas, biblioteca e espaços públicos, como terraços e áreas de convivência.

A ideia é que o morador consiga resolver a maior parte da vida cotidiana caminhando, sem depender tanto de carro.

Telhados cobertos de plantas e prédios reaproveitados

Em vez de demolir completamente as estruturas existentes, o plano prevê a preservação de antigos hangares, que serão convertidos em prédios comerciais.

Neles, a arquitetura será adaptada, mas a memória do aeroporto permanece visível na forma e na escala das construções.

Os telhados desses edifícios devem receber cobertura vegetal com grama e plantas, ajudando a reduzir ilhas de calor, melhorar o conforto térmico e reforçar a imagem de bairro verde.

Esses telhados vivos também funcionam como símbolo do conceito central do projeto, que une passado industrial e futuro sustentável em um mesmo espaço urbano.

Megaprojeto YZD mira vitrine de cidade sustentável

O megaprojeto foi batizado de YZD, em referência ao antigo código do aeroporto de Downsview.

A escolha do nome reforça a ligação com a história da área, ao mesmo tempo em que aponta para um reposicionamento global, como vitrine de cidade sustentável pensada para as próximas décadas.

Além da urbanização, o plano inclui a renaturalização de partes do terreno, com a recuperação de habitats para animais e a criação de corredores ecológicos.

O desenho do bairro também considera a adaptação às mudanças climáticas, prevendo mais áreas permeáveis, árvores e soluções que ajudem a lidar com calor, chuvas intensas e outros eventos extremos.

O desenvolvimento do YZD está planejado para acontecer ao longo de 30 anos, permitindo ajustes conforme novas tecnologias, exigências ambientais e necessidades da população surjam.

Nesse período, o objetivo é transformar o antigo aeroporto em referência internacional de como reciclar grandes áreas urbanas com foco em sustentabilidade, mobilidade a pé e qualidade de vida.

Você moraria em um bairro construído em um antigo aeroporto como o YZD, com parques nas pistas e telhados cobertos de plantas, ou acha melhor manter áreas assim apenas para uso industrial e logístico?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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