Com quase 9 km de extensão em concreto e sete grandes estruturas, a obra promete ser a solução definitiva para os congestionamentos históricos do Contorno Sul.
Um novo e robusto corredor viário foi projetado para transformar a mobilidade na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A obra, conhecida como Novo Contorno Sul, surge como uma solução estratégica para os constantes congestionamentos, conectando Araucária à BR-116, na divisa com Fazenda Rio Grande. O projeto visa aliviar o tráfego pesado, impulsionar a logística e requalificar o espaço urbano.
Uma resposta estratégica para o congestionamento da região metropolitana
Desde os anos 2000, o crescimento acelerado da RMC resultou em severos estrangulamentos logísticos. O atual Contorno Sul, vital para o tráfego de longa distância, tornou-se um gargalo estrutural, sobrecarregando as vias urbanas. Diante deste cenário crítico, o projeto do novo corredor viário metropolitano foi concebido como uma resposta de infraestrutura para reequilibrar a mobilidade e sustentar o dinamismo econômico da região.
A obra foi autorizada em agosto de 2025, após um processo de licitação lançado em outubro de 2024 pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP). O cronograma prevê o início da construção assim que a licença ambiental for liberada, com um prazo de execução de 30 meses.
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Detalhes do projeto: investimento, traçado e estruturas principais
O novo corredor viário se estenderá por 8,98 km em pista dupla de concreto. O traçado estratégico conecta a PR-423 à BR-116, cruzando parte da capital e passando próximo à BR-476 em Araucária. O investimento, garantido pela proposta vencedora da Construtora Luiz Costa, é de R$ 336,3 milhões.
O projeto inclui a construção de sete obras de arte especiais: cinco viadutos, uma ponte e uma trincheira. Além disso, uma ciclovia contínua será implantada ao longo de toda a extensão, reforçando a intermobilidade urbana. A expectativa é que a nova rodovia absorva cerca de 25% do tráfego do atual Contorno Sul.
Engenharia de ponta a serviço da segurança e durabilidade
Diferente de obras anteriores, que utilizaram asfalto convencional, este corredor viário aposta no pavimento de concreto rígido. Essa escolha garante maior durabilidade e resistência ao tráfego pesado contínuo, projetado para suportar até 12 milhões de eixos equivalentes ao longo de 20 anos.
A drenagem é outro ponto crítico. O projeto prevê mais de 33 mil metros de dispositivos subterrâneos e cinco bacias de contenção para minimizar riscos de alagamentos e erosão. Na área de segurança, serão instaladas defensas metálicas, iluminação com luminárias LED de alta eficiência e 1.274 novas placas de sinalização.
O impacto direto na logística e na vida da população
Essa obra é muito mais do que um desvio de tráfego. Ela representa um projeto de desenvolvimento metropolitano com impacto direto na economia e na segurança viária. Ao desviar o tráfego de longa distância das áreas urbanas, o corredor viário qualificará o espaço em cidades envolvidas, melhorando a vida dos moradores e atraindo novos investimentos.
O investimento de R$ 336 milhões no Paraná foca em uma única rodovia de alto impacto logístico. A obra se destaca por suas intervenções profundas e pela complexidade técnica, superando projetos rodoviários menores.
Um legado para o futuro: mobilidade integrada e desenvolvimento
Com a conclusão prevista para meados de 2028, o corredor viário se tornará a espinha dorsal da mobilidade intermunicipal. O planejamento da AMEP já prevê futuros prolongamentos, criando uma alternativa logística entre o Paraná e Santa Catarina.
A infraestrutura está sendo preparada para o futuro, com potencial para integrar o sistema de transporte público expresso, ciclovias regionais e tecnologias de cidades inteligentes. Esta obra não é apenas uma estrada; é a nova rede que a Região Metropolitana de Curitiba precisava para conectar cidades, modernizar rotas e acelerar o seu desenvolvimento.


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